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102

Author: MARA VELUM
last update publish date: 2026-09-19 06:07:56

Durante alguns segundos, ninguém disse nada. Até mesmo Darío manteve a caneta suspensa sobre o contrato. Celeste foi a primeira a romper o contato visual, ajeitou as lapelas do casaco, limpou a garganta e deu um passo para trás. Alex deixou os braços caírem ao lado do corpo, mas não tirou os olhos dela. Celeste sentiu o olhar de Alex mesmo depois de lhe dar as costas.

—Peço desculpas pela interrupção —disse Celeste, recuperando seu tom profissional—. León, Nuria, meus parabéns pelo noivado de V
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  • O TIO DO MEU EX: Minha melhor vingança   102

    Durante alguns segundos, ninguém disse nada. Até mesmo Darío manteve a caneta suspensa sobre o contrato. Celeste foi a primeira a romper o contato visual, ajeitou as lapelas do casaco, limpou a garganta e deu um passo para trás. Alex deixou os braços caírem ao lado do corpo, mas não tirou os olhos dela. Celeste sentiu o olhar de Alex mesmo depois de lhe dar as costas.—Peço desculpas pela interrupção —disse Celeste, recuperando seu tom profissional—. León, Nuria, meus parabéns pelo noivado de Victoria. Darío, preciso que termine esses anexos o mais rápido possível, o conselho em Londres não esperará nem mais um minuto.Darío soltou uma breve expiração, baixou o olhar e voltou a assinar as últimas folhas dos contratos. Victoria, sentada ao lado dele, dirigiu a Celeste um sorriso caloroso e compreensivo, sabendo perfeitamente como o ritmo operacional da Phoenix Capital podia ser estressante.Nuria, sempre disposta a preencher qualquer silêncio com sua energia inesgotável, pegou imediata

  • O TIO DO MEU EX: Minha melhor vingança   101 FAÍSCAS EM ANDRAKA

    O almoço de domingo na mansão Armand sempre teve um ar de formalidade, mas naquela tarde o ambiente parecia diferente. O sol entrava pelas imensas janelas da sala de jantar, iluminando a longa mesa de mogno onde León, Nuria e Alex terminavam uma sobremesa de frutas vermelhas. As vozes estavam tranquilas e o eco dos talheres contra a porcelana marcava um ritmo lento, muito diferente do caos corporativo dos últimos dias.Victoria e Darío atravessaram a entrada de mãos dadas, não disseram uma única palavra, mas o enorme sorriso no rosto de Victoria iluminava o cômodo inteiro.—Chegaram tarde para a sobremesa —repreendeu-os Nuria sem muita seriedade, tomando um gole de sua taça de vinho branco, embora observasse o casal com evidente curiosidade materna.—Tínhamos assuntos importantes para resolver em casa —respondeu Darío, afastando uma das pesadas cadeiras para que Victoria se sentasse.Victoria não se sentou, deu um passo à frente, ergueu a mão esquerda e a apoiou suavemente sobre a mes

  • O TIO DO MEU EX: Minha melhor vingança   100 SEM ANEL DE MENTIRAS

    A luz da manhã atingiu diretamente as enormes vidraças do apartamento. Era sábado, não havia alarmes tocando, reuniões urgentes nem ligações histéricas de advogados. Pela primeira vez em quase um mês, o silêncio não parecia pesado, sufocante ou ameaçador. Era um silêncio suave, que finalmente permitia aos pulmões respirarem em plena capacidade.Victoria abriu os olhos lentamente, os lençóis estavam revirados e o lado direito da enorme cama já estava vazio, mas o cheiro inconfundível de café recém-preparado vindo da cozinha avisou que ela não estava sozinha. Espreguiçou-se preguiçosamente, sentindo os músculos do corpo doloridos e cansados por causa da tensão dos últimos dias em Andraka. Levantou-se descalça, pegou uma camiseta cinza de Darío que estava jogada no tapete e a vestiu pela cabeça. Ficava enorme nela, caindo quase até a metade das coxas, mas carregava o cheiro do perfume e da pele dele.Caminhou pelo corredor arrastando um pouco os pés, esfregando um dos olhos com o dorso d

  • O TIO DO MEU EX: Minha melhor vingança   99 O ÚLTIMO PREGO

    A limpeza na sala de reuniões foi rápida e impiedosa, os cinco sócios expulsos recolheram suas pastas executivas em absoluto silêncio, humilhados sob o olhar frio de Darío Montenegro e a presença esmagadora de León Armand. Saíram arrastando os pés, conscientes de que acabavam de perder milhões de dólares por causa de uma jogada covarde.Assim que as portas se fecharam, Darío não perdeu um único segundo. Girou sobre os calcanhares, caminhou até a cabeceira da mesa e olhou para seu principal advogado.—Roberto, é sua vez —ordenou Darío, finalmente afrouxando o nó da gravata escura e sentindo o ar retornar aos pulmões—. Solte a artilharia pesada. Destrua a matéria de Vargas agora mesmo, não quero deixar nenhum vestígio da mentira dele.Roberto assentiu com um sorriso afiado, abriu o computador e, com alguns cliques rápidos, enviou um pacote de arquivos para todas as agências de notícias de Andraka, para os canais locais de televisão e para os portais financeiros internacionais.—Os verda

  • O TIO DO MEU EX: Minha melhor vingança   98 XEQUE-MATE

    O estrondo fez com que todos na sala saltassem em seus assentos. Esteban Garza soltou a caneta.León Armand entrou pelas portas duplas, não caminhava depressa nem parecia alterado, avançava com a autoridade pesada e esmagadora de um rei entrando em seus próprios domínios. Vestia um impecável terno cinza-escuro feito sob medida e, atrás dele, marchava um batalhão de cinco advogados, todos carregando pesadas pastas de couro preto.O silêncio no quadragésimo andar foi absoluto, denso e carregado de terror. Ninguém se atrevia a respirar, os sócios minoritários empalideceram imediatamente, trocando olhares de verdadeiro pânico. Todos em Andraka sabiam perfeitamente quem era León Armand, conheciam seu poder destrutivo nos negócios e sabiam o que significava tê-lo como inimigo.León parou a poucos metros da mesa. Cravou o olhar afiado diretamente em Esteban Garza, examinando-o de cima a baixo com evidente repugnância, como se estivesse olhando para um inseto.—O que foi, Garza? —perguntou Le

  • O TIO DO MEU EX: Minha melhor vingança   97 O CORREDOR DA MORTE

    A manhã seguinte chegou a Andraka com uma neblina densa e fria. A SUV de Darío abriu caminho entre o tumulto de jornalistas e cinegrafistas que já acampavam diante do edifício corporativo da Phoenix Capital. Vários repórteres bateram nas janelas com seus microfones, gritando perguntas agressivas sobre a suposta fraude fiscal e as acusações de lavagem de dinheiro que envolviam a empresa desde a noite anterior. Darío não piscou, manteve o olhar fixo à frente, com a mandíbula cerrada e uma expressão impenetrável. Victoria, sentada ao seu lado, apertou a mão dele por baixo do assento, oferecendo-lhe todo o seu apoio. O veículo entrou diretamente no estacionamento subterrâneo pelo acesso privativo. O elevador executivo já os esperava com as portas abertas. Subiram em um silêncio tenso, acompanhados por Roberto, o principal advogado de Darío, que carregava uma pasta de couro abarrotada de documentos e estava com o rosto pálido devido à falta de sono. —A situação lá dentro é um inferno

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