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Autor: Apenas Glau
last update Data de publicação: 2024-12-30 03:32:38

Noah

Saímos da sala de jogos em direção à piscina, onde nossa pequena estava sentada ao lado de Travor, Travis e Lexy. Assim que nos aproximamos, percebi a troca de olhares entre Dominic e Travis; eles se detestam, mas não percebem que são praticamente idênticos.

— Cachinhos! — exclamou Dominic, sentando-se entre Lua e Lexy e colocando o braço sobre os ombros de ambas.

De relance, vi Nate revirar os olhos, enquanto Calebe tentava conter um sorriso bobo.

— Vejo que já conheceu minha irmã, Lexy, e o Travis — disse ele, olhando para o moreno à sua frente.

— Sim, eles são bem legais — respondeu Travis.

— Eles são legais? — Dominic perguntou de maneira cínica.

— Já não está na hora dos idiotas irem embora? — retrucou Travis, encarando-o.

— Sabe como é, não estamos a fim! — Dominic respondeu.

— Lá vêm os cachorros atrás do osso — Travor comentou, olhando diretamente para mim.

— A merda dessa casa também é minha, Travor, e fico onde quiser e com quem eu quiser — declarei, fixando o olhar em Lua.

— Idiota — ouvi Travor murmurar.

— Se me der licença, vou procurar minha Abuelita — disse Lua, afastando a mão de Dominic de seu ombro e indo em direção à sala de jantar.

— Lua, espere, eu te acompanho, preciso falar com minha mãe.

Sai acompanhando-a, deixando os olhares de Dominic, Calebe e Nate sobre nós.

*Tomem isso, otários.*

— Eles são sempre tão intensos? — ela perguntou timidamente.

— Daqui a pouco você se acostuma; eles se odeiam, mas são praticamente iguais. A maioria aqui não gosta de perder.

— E você também é assim, não gosta de perder? — ela parou para me encarar.

— Sou o pior de todos, Lua. Tanto que sou capitão do time de futebol americano. Não se engane comigo, não sou uma boa pessoa.

— Ninguém é bom 100% do tempo, Noah.

Segui meu instinto e me encostei na parede, ficando a centímetros de seus lábios. Seus olhos estavam fixos em minha boca.

— Você não sabe como estou me segurando para não te beijar desde o primeiro dia em que te vi.

— Noah... Acho que...

— Posso, Lua? — perguntei, depositando um leve beijo em seu pescoço e sentindo sua pele arrepiar em meus braços.

Subi um caminho de beijos pelo seu pescoço, passando pela bochecha, até o canto de sua boca, finalmente chegando aos seus lábios. Afastei-me, olhando-a.

Apoiei meu peso contra seu corpo, devorando seus lábios em um beijo intenso, aproveitando cada segundo de sua presença em meus braços. Lua envolveu meu pescoço com os braços enquanto minhas mãos deslizavam por sua cintura, apertando-a e seguindo para sua bunda. Por fim, nos separamos, ofegantes.

— Isso não deveria ter acontecido!

Ela saiu correndo em direção à sala de jantar enquanto eu fiquei ali parado, atordoado, observando Lua se afastar. O que eu havia feito? Um misto de arrependimento dominou meu corpo. O beijo foi tudo o que eu sonhava desde o primeiro dia em que a vi mas a forma como ela reagiu me fez questionar se realmente deveria ter cruzado aquela linha tão cedo.

Respirei fundo, tentando me recompor. A música e as vozes da festa pareciam agora distantes, como se eu estivesse em um mundo separado, apenas eu e a confusão que acabei de criar. Dominic, Travor e os outros continuavam a discutir na piscina, mas minha mente estava com Lua. A expressão dela, entre surpresa e confusão, não saía da minha cabeça.

Decidi que precisava falar com ela, esclarecer as coisas antes que a situação se tornasse insuportável e ela não deixasse me aproximar novamente Caminhei em direção à sala de jantar, onde a luz suave contrastava com a animação do lado de fora. Ao entrar, vi Lua encostada na mesa, conversando com sua avó. Quando ela me viu, seu olhar desviou rapidamente, como se tentasse esconder o que sentia.

— Lua — chamei, aproximando-me cautelosamente. — Preciso conversar com você ! ela olha hesitando diretamente para sua avó.

-Está tudo bem ? A senhora de cabelos grisalhos questiona olhando para mim e depois para sua neta, ela então assentiu com a cabeça, gesticulando para que eu a seguisse para um canto mais quieto da sala. O meu coração batia acelerado enquanto caminhávamos, e repassava mentalmente tudo o que tinha que falar.

— Sobre o que aconteceu... — comecei, mas ela me interrompeu.

— Noah, eu não sei se isso é certo. Você tem sua vida, seus amigos, e eu... eu só cheguei aqui há menos de um mês. Não quero ser um problema para você.

— Você não é um problema. Muito pelo contrário, você é a única coisa que faz essa festa valer a pena. Eu só... eu só não consigo controlar o que sinto quando estou perto de você Lua.

Ela olhou para mim, seus olhos brilhando com uma mistura de emoção e insegurança.

— E se isso mudar tudo entre nós? Se você se arrepender ou se seus amigos não aceitarem?

— Eu não me arrependo — afirmei, dando um passo à frente. — E quanto aos meus amigos, eu tenho certeza que nenhum deles irá se importar com isso. O que eu quero é você.

A tensão entre nós aumentou, e por um momento, tudo parecia possível. Mas então, a realidade voltou, e sua expressão mudou.

— Acho que você está equivocado Noah.

Ela se afastou, e eu senti meu coração despedaçar. A última coisa que queria era pressioná-la, mas agora não sabia como lidar com a incerteza de ter afastado Lua de vez.

Enquanto ela caminhava para longe, percebi que a festa continuava, mas para mim, nada fazia sentido. Eu precisava de Lua, mas também precisava respeitar seu tempo e espaço. O dilema que agora enfrentava era claro: como conquistar alguém que já havia despertado um amor profundo em mim, mas que ainda não estava pronta para dar esse passo?

Decidi que, independentemente do que acontecesse, eu faria ela se apaixonar e estaria esperando por ela. Naquela noite, a festa poderia continuar, mas para mim, tudo havia mudado.

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Último capítulo

  • OBSESSÃO   53

    Lua Dois anos depois...Sinto um peso em cima do meu corpo e, quando olho, Margô está em cima de nós, pulando na cama. - Mamãe, papais, acordem! Está nevando lá fora! - Ela diz, pulando em nosso meio, e toda a intenção de dormir até mais tarde foi jogada para o espaço. É isso o que acontece quando você tem quatro maridos e três filhos. Eu e os meninos finalmente nos casamos logo depois que descobri a gravidez dos gêmeos. Sim, eu tive dois meninos: Michael e Matteo. Margô ficou toda empolgada com o posto de irmã mais velha e os meninos, todos babões, na esperança de querer montar um time de futebol americano. O Natal estava próximo e a nossa ceia seria na casa de Gabriel. Depois de tudo o que houve, decidimos dar uma nova chance para ele, e Gabriel está saindo muito bem no papel de avô babão. Lexy também está se saindo bem no papel de tia; ela ama jogar futebol com as crianças, mesmo com os gêmeos mal sabendo andar direito. Nenhum deles sabe, mas nossa

  • OBSESSÃO   52

    Lua Um mês depoisFinalmente, nossa família estava completa. Eu e meus namorados, barra maridos, finalmente estamos juntos e decidimos morar permanentemente em Thaney Bay, mesmo eu tendo um pouco de receio. Entendo o lado deles, já que toda a parte de trabalho deles está aqui. Reformamos a casa de Nate para que nós pudéssemos conviver em plena paz, o que era totalmente difícil, já que éramos uma mulher e quatro homens. Mas, com muito custo, eles entendem que preciso do meu espaço. Então, retornei para a faculdade e uso o período da manhã para estudar, enquanto Margô está na escolinha. Quando saio da aula, algum dos meninos me busca na faculdade e depois buscamos Margô na escolinha. Tentamos fazer o máximo para sermos uma família, mesmo não sendo tradicionais. Vou para o estacionamento e, quando vejo, todos os meninos estão me esperando dentro do carro. Sinto um gelo percorrer minha espinha e tento parecer o mais calma possível. Noah e Nate estão sen

  • OBSESSÃO   51

    Dominic Entro no escritório e começo a socar a parede com toda a força que tenho. Calebe vai em direção ao bar e serve um copo de whisky, enquanto Noah e Nate permanecem com expressões preocupadas. Durante nossa estadia na casa de Gabriel, ele recebeu uma ligação informando que o Titã havia deixado o porto. Ao ouvir isso, imediatamente percebi que algo estava muito errado. Quando Travis negou qualquer envolvimento no desaparecimento de Lua, ele veio à minha mente como um forte suspeito.Minha intenção era ter ido atrás daquele navio imediatamente, mas não sabia em que condições Lua e Margô estavam. A prioridade era a segurança de minha mulher e filha. Então, informei Gabriel sobre Margô, e pela primeira vez, quase consegui ver um sorriso em seu rosto. Quando ele decidiu tomar a frente no resgate, eu neguei. Quem deveria salvar Lua éramos nós. E Travis não escaparia; acabaríamos com ele de uma vez por todas.Quando pedimos para rastrear o navio, soubemos que

  • OBSESSÃO   50

    LuaApós alguns dias, a pressão de estar dentro daquele navio se torna insuportável. Já procurei em todos os lugares, mas não encontrei nenhum meio de comunicação. A maior parte do tempo, Travis permanece ao meu lado, e eu só consigo estar com Margô algumas horas por dia. Agradeço a Deus por ele não ter tentado nada comigo durante esses dias; meu ciclo já está quase acabando e sinto que preciso inventar uma desculpa. Aproveito os poucos momentos sozinha e me sento na proa do navio, tomando sol enquanto olho para o vasto oceano à minha frente. Será que ainda estão me procurando ou pensam que os abandonei por causa do Travis? Não é possível que me deixem aqui por tanto tempo. Observo ao redor, mas não consigo ver nada além de água. Subo para a cabine de direção e pego os binóculos, tentando ter uma visão melhor da imensidão. Ao descer de volta para a proa, avisto o que parece ser uma lancha bem distante. Será que eu conseguiria pedir ajuda sem que Travis perceba?

  • OBSESSÃO   49

    Lua Encontro-me de costas para a porta do box, tentando manter a calma e ignorar a presença de Travis logo atrás de mim, observando-me. Ele não me permite fechar a porta, enquanto deslizo o sabonete pelo meu corpo. De repente, a porta do box se abre.— Desculpe, amor, mas não consegui resistir a ver você assim na minha frente. — Ele toma o sabonete da minha mão e envolve seus braços em minha cintura, beijando meu pescoço enquanto desliza o sabonete delicadamente pelo meu corpo. — Porra, você é tão linda, não sei como consegui resistir por tanto tempo. Você é perfeita, tão minha! — Ele me vira contra a parede fria, pressionando seu corpo contra o meu, e sinto sua ereção abaixo do meu umbigo. — Travis... por favor! Podemos fazer isso outra hora. Eu realmente quero ver nossa filha, ela deve estar assustada. — Digo, tentando ao máximo escapar de suas mãos.— Claro, amor, temos a noite toda para isso! — Ele se aproxima para me beijar, mas viro o rosto, faz

  • OBSESSÃO   48

    Lua Abro os olhos e sou tomada pelo desespero. A última coisa que lembro é de estar no carro com Travis e Margô. Tento olhar ao redor, mas só encontro escuridão. Algo está amarrado ao redor dos meus olhos, e minhas mãos estão presas atrás de mim. Movendo-me, percebo que estou deitada em algo macio, que se parece com uma cama.Preciso sair daqui, encontrar minha filha e pedir ajuda o mais rápido possível. Ouvindo um barulho de porta se destrancando, fico em silêncio, tentando me mover o menos possível. O medo toma conta de mim e minha respiração se torna ofegante. Sinto um peso ao meu lado e mãos que começam a mexer nos meus pés, tirando meus tênis. Ele faz movimentos como se estivesse me acariciando.— Quem é você? — pergunto, sentindo uma lágrima escorregar pelo meu rosto. A pessoa não responde.— Onde estão minha filha e Travis?— Fico feliz em saber que você está preocupada comigo, pêssego! — ouço a voz de Travis e, então, me lembro de que no carro ele est

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