LOGINCapítulo 48 JN NarrandoFicamos ali sentados sentindo aquele clima maravilhoso. Jéssica me olhava desconfiada, com aquele rostinho vermelho de vergonha. Eu sei que ela não gosta que eu fique olhando pra ela por muito tempo. Fui chegando perto, bem perto, olhando pra sua boquinha. Não esperei. Fui logo beijando aquela boquinha que se tornou meu vício. Começou lento e nosso beijo foi se intensificando. Beijei seu pescoço e vi quando ela se arrepiou toda. Fiquei louco. Puxei ela mais pra perto e a beijei novamente, mas desta vez foi algo mais forte. Senti suas mãos pequenas me puxarem pela camisa, dando impulso, e ela sentou no meu colo. Segurei ela pela cintura, levantei do sofá com ela no colo e fui subindo as escadas devagar, ainda com ela nos braços, retribuindo meu beijo bem calminha. Ela é minha vida.Entramos no quarto. Fechei a porta com o pé, sem perder o beijo. Só paramos quando veio a falta de ar. Ela gemeu gostosinho contra minha boca.Eu a coloquei em pé na frente da cama e
Capítulo 47Narrativa do AutorO clima na lanchonete era de pura descontração. Os casais riam, conversavam e aproveitavam a noite em um momento raro de paz. O dono do estabelecimento, um velho conhecido de Jardel, sabia exatamente do que o amigo gostava. Ao avistar Jardel acomodado à mesa, decidiu fazer uma gentileza: caminhou até o som e colocou para tocar algumas músicas do grupo Raça Negra.Aquelas melodias suaves e nostálgicas preencheram o ambiente, ecoando caixas de som afora. Para Jardel, contudo, aquele som carregava uma bagagem profunda. Era o grupo favorito de sua falecida esposa; cada nota trazia lembranças de tempos idos vividos ao lado dela naquela mesma mesa. Tocado pelo gesto, Jardel olhou na direção do comerciante, ergueu discretamente o copo e expressou em um olhar sincero a sua gratidão pela consideração.Enquanto a música rolava, a tensão borbulhava em silêncio no canto da mesa. Margarida mantinha os olhos fixos em Jéssica, aguardando ansiosamente pela melhor oportu
Capítulo 46Narrativa do AutorOs casais estavam se divertindo na lanchonete. O dono, conhecendo Jardel e sabendo que ele gostava de música ambiente, colocou para rolar nas caixas de som o grupo Raça Negra, o mesmo que Jardel curtia muito com sua falecida esposa. Naquela mesma mesa, Jardel olhou para o homem e agradeceu a gentileza com um aceno de cabeça e um sorriso discreto. A melodia suave encheu o ambiente, misturando-se às conversas e risadas.Enquanto isso, Margarida esperava a melhor oportunidade para falar com Jéssica. Jaqueline, porém, percebeu e ficou de olho na situação. O rolê estava bom, mas Jaqueline e Jardel não conseguiam relaxar completamente. Estavam preocupados com Jéssica. Ela era muito sensível, ainda se adaptando à vida no morro e à intensidade de tudo aquilo.JN estava calado demais. De repente, levantou da mesa e foi ao banheiro. Margarida viu o movimento e foi atrás. Quando ele saía do banheiro, ela entrou rapidamente, fechou a porta e começou a agarrá-lo, ten
Capítulo 45 JN NarrandoDepois da chamada de vídeo, nós nos levantamos e seguimos direto para o Chapéu Mangueira. O pagode estava formado. Muita gente de fora e de dentro do morro. O pagode se acabando de dançar. Pagode ao vivo é a melhor coisa. Posso confirmar.Fui tirado dos meus pensamentos quando um vapor da minha segurança falou:— Que que essas duas mulheres vieram fazer aqui?Quando olhei na direção que ele apontava, era Margarida e a mãe dela chegando no pagode, sorridentes. Logo fechei a cara e virei de lado. Não sou maluco. Não quero essa mulher perto da minha noiva. Tenho medo dela contar o que aconteceu entre nós. E diga-se de passagem: foi muito bom. Mas eu não a quero. Não a amo. Naquele dia eu estava precisando de algo… e agora ela já tem uma medida. Não pode chegar perto de mim.Tenho que reformar minha casa. Logo vou pedir para reformarem também a quadra. Vamos nos casar lá. Se der certo, casamos todos no mesmo dia. Vai ficar legal. Esperamos que nossos pais venham.
Capítulo 44 Narrativa do Autor Depois da chamada de vídeo, todos se levantaram e foram rumo ao Chapéu Mangueira. O pagode queria rolar. Quem não gostou muito foi Margarida, porque ninguém a chamou. Beatriz se arrumou com seu melhor vestido. A tia se ofereceu para ir junto, mas Beatriz respondeu: — Não posso levar vocês. Eu também sou convidada. Você sabe muito bem que o MK não gosta de bagunça. E eu fiquei sabendo que a Margarida andou aprontando no Morro da Rocinha. Não quero que ela se meta mais com ninguém daqui. O JN já está com a Jéssica. Margarida olhou para Beatriz e retrucou: — Por enquanto. E só vai ficar enquanto eu deixar. Eu estava com ele primeiro. Pelo que eu soube, ele nunca olhou pra ela e nem ela olhou pra ele. De repente ele some e aparece de mãos dadas, dizendo que ela é a fiel dele? Eu quero ver. Beatriz sentiu um arrepio nas costas. Virou-se para a prima: — Tem um monte de solteiro no morro. Por que você vai querer logo os donos? Jéssica é uma meni
Capítulo 43 Os pedidosNARRADORDomingo chegou e o pagode já estava sendo preparado.A quadra estava enfeitada, o som testado.Só faltava a galera do morro e do asfalto chegar.Jardel estava animado.Naquele mesmo domingo ele iria conversar com os pais de Jaqueline por chamada de vídeo.Muita gente já se programava para o pagode.JN levaria Jéssica.MK iria com Beatriz.AG com Inara.AG já tinha conversado com MK dizendo que estava a fim de ficar com Inara Sério, mas ainda não sabia qual seria a reação dos pais dela, que também eram os pais de MK.No sábado, todos se prepararam para a chamada de vídeo.O telefone tocou duas vezes.Todos se entreolharam, querendo conversar e, ao mesmo tempo, com medo.Jardel atendeu.De cara, apareceu Alice, muito preocupada, porque Maestro estava chateado ao saber que Jaqueline namorava Jardel.MK foi o primeiro a falar com a Bárbara e o miúdo:— Essa aqui é a minha noiva, Beatriz. A senhora lembra do caso que eu contei? Que nós resgatamos ela de um







