ログインAmália Sanchez
— Você não precisa fazer isso— meu pai diz enquanto me ver vestida — Sei que não, mas eu quero. Será apenas dois anos — Qualquer coisa você corre pra casa, nós dois fugimos e sumimos juntos, e depois vai ficar tudo bem— sorri dele — Eu estarei feito uma princesa esperando o cavalheiro na carruagem— ele rir — Queria que fosse um casamento de verdade, porque você está linda pra algo que será por apenas dois anos — Obrigada papai— Beijos suas mãos—vamos? — Sim, precisamos ir A igreja estava cheia de pessoas da alta sociedade, eu não estava acreditando que eles haviam feito uma cerimônia dessa em uma igreja sabendo das nossas condições. Eu estou nervosa, na verdade estou muito mais do que nervosa, não sei dizer o que sinto, apenas que estou com muito medo desses anos serem os piores da minha vida. Segui até o altar olhando apenas para frente e quando o meu pai me entregou ao Otto, quase voltei correndo para minha casa, mas eu não poderia fazer isso. Eu posso perder a casa e todas as lembranças que estão nela presente — Cuide bem da minha filha rapaz— Otto não responde uma palavra se quer, apenas abaixa a cabeça e me olha de maneira fria Caminhamos até o altar e ele parecia impaciente quanto a tudo — Estamos reunidos para celebrar essa união... — Nós aceitamos— Otto se manifesta sem nem mesmo ouvir os dizeres do padre — Otto, ainda não concluí o discurso— O Padre infirma — Eu sei padre, mas não precisamos disso. Vamos evitar a fadiga e todo o ritual que conhecemos de pressa, se me der licença— ele pega a caneta e assina os papéis do casamento— Você também aceita?— ele me perguntou me fazendo ficar ainda pior, mas eu não podia voltar atrás — É claro— pego a caneta e faço o mesmo — ÓTIMO, ESTAMOS CASADOS— ele fala para toda a igreja e me deixa passar na sua frente. As pessoas nos olha sem entender absolutamente nada e eu agradeço por estar com um véu sobre o rosto. Ele me direciona até o carro e entra bem antes de mim, o motorista me ajuda e seguirmos com o carro Viro meu rosto para a janela, pois essa situação é ultra constrangedora pra mim. Passa-se alguns minutos e chegamos até uma mansão gigante e eu fico me perguntando se iremos morar nesse castelo — Nos deixe a sós— Otto disse ao motorista e o homem se retirou e fechou a porta— Você vai morar nessa casa — E você não vai morar comigo? — Não— ele respira fundo e parece estar com raiva— quero deixar algumas coisas claras entre nós — Pode dizer — Eu não ligo para quem você seja, nós não somos um casal de verdade e você sabe bem disso. Então não espere que eu me apaixone ou algo do tipo, eu não sou o homem que você quer conhecer e só vamos se ver quando ocorrer algum evento importante — Ok, mas alguma objeção? — Meu número está salvo no seu celular, mas não quero que me ligue, quando eu quiser falo com você — Ótimo— penso em ficar quieta mas a minha língua não se segura— eu jamais me apaixonaria por alguém como você e saiba que faço das suas palavras as minhas. Eu não ligo se levar outras mulheres a eventos no meu lugar, pra mim isso será até melhor. Ninguém viu meu rosto e não saberão que sou eu caso você não revele senhor Otto, se não houver mais nenhuma objeção peço-lhe que me deixe sair — Existe uma última— respiro fundo irritada — Então diga para que isso acabe o quanto antes — Eu não gosto de respostas malcriada como está dando, então espero que isso não se repita. Agora saia do carro — Com todo prazer, vossa majestade— abro a porta e ajeito o meu vestido para sair, quando saio do carro dou uma forte pancada entro na casa. SEIS MESES DEPOIS... Já conheço todos os empregados, sei o nome de cada flor do jardim, conheci todos os cômodos da casa, menos um que se encontra trancado. Sei quantos itens têm na casa e as cores de cada lençol, o sol nasce do lado direito e se põe ao lado esquerdo de cada dia Memorizei os cardápios de um ano de eventos grandes e os dias de fazer compras, mas confesso que estou cansada de tudo isso. O Otto nunca mais apareceu e eu acredito que ele venha permanecer assim durante esses anos. Peguei o celular e liguei para o Sr.Cosmo LIGAÇÃO ON — Lhe incomodo? — Incômodo algum, faz tempos que não se vemos — Sim, desde o casamento — É verdade, você poderia vir me fazer uma visita ou algo do tipo. Como anda as coisas com o Otto? — Acho que estamos bem, ele não vem aqui e também não liga desde esse dia do casório. Mas o assunto não é esse, eu gostaria de saber se posso contratar um professor de natação particular ou ir até um local para aprender. A piscina daqui é enorme e eu estou entediada gostaria de fazer algo que não fosse apenas olhar as paredes desse lugar. — Eu mesmo irei lhe arrumar, você pode começar amanhã mesmo — Perfeito, obrigada Sr.Cosmo LIGAÇÃO OFF Ele desliga o celular e eu subo para o quarto, me jogo na cama e fico vendo o quanto me sinto sozinha aqui nessa casa enorme. Pego meu celular e mexo nas redes sociais e mais uma notícia do Otto é apresentada com a Loira intrometida ao seu lado. Eu lembro bem do seu rosto daquele dia e gravei seu nome por me sentir enfurecida Jogo o celular de lado e vou até o meu guarda roupas Percebo a quantidade infinita de roupas sem uso, que tem e separo um vestido branco justo ao corpo para que eu possa usar. Não importa para onde eu irei, e com quem irei sair essa noite, o que importa é que dessa vez eu não vou ficar em casa enquanto o Otto fica se exibindo com outras pessoas Ninguém vai perceber que a mulher do homem mais rico do país está saindo por aí. Afinal, nem ele mesmo talvez deve me conhecer, ele não chegou a levantar o meu véu para me ver, tenho certeza que não vai fazer a mínima diferença de estar em casa ou em qualquer outro lugar Peguei a minha bolsa e coloquei o maior salto que tinha no armário, fiz uma maquiagem extravagante de linda, e segui pelas ruas (...) — Isso é uma boate? — Sim senhora— Silas o motorista fala — Ótimo, eu irei entrar. — Eu não acho que seja uma boa ideia Amália — Por que não? — O senhor Otto já veio aqui por algumas vezes e pode ser que venhamos encontrá-lo aqui — Então você fica no carro me aguardando, se ele estiver aqui eu acho um outro lugar não quero ficar perto desse homem e ele nem vai perceber a minha presença caso eu esteja — Sim senhora Entrei no local lotado de pessoas e a primeira coisa que fiz, foi ir até o bar e pedi algumas bebidas...Amália LeBlanc Estou tentando ligar para o Otto, mas ele não atendeu e nem deu notícias o dia todo, isso fez com que eu ficasse preocupado. Pra piorar, a noite caiu e ele não respondeu uma mensagem minha se quer — Amália você precisa se acalmar, as vezes o Otto age desse jeito— Solange a governanta fala — Solange, como irei me acalmar se ele não responde? — Ele as vezes comete essas loucuras, tenho certeza que logo estará de volta. — Eu espero que ele volte bem, essa aflição está me matando. Começo a andar de um lado para o outro da casa, a cada segundo que passava me deixava ainda mais desesperada por notícias. O dia estava prestes a raiar, quando por fim ouvi o barulho da porta ranger de maneira lenta. Dei um salto do sofá e corri na direção do barulho. Verdadeiramente era o Otto, ele abriu um sorriso ao me ver e eu fui correndo em sua direção com raiva. — Onde você estava? Você me deixou preocupada, droga! — Eu pretendia ter chego mas cedo, desculpa!— ele de
Otto LeBlanc — Otto— ela permaneceu tentando falar enquanto eu precioso seu pescoço na parede — Você tem ideia do que você fez, sua vagabunda! Você quase matou a minha mulher e meu filho e por consequência eu quase fui junto — Não foi minha intenção— ela puxa um suspiro com esforço e eu a solto a gostando no chão— Não era pra ter acontecido isso, eu juro! Não pensei nas consequências— coço as têmporas e lhe encaro com ódio enquanto falo pelos dentes — Você da sorte que prometi a Amália que não faria nada de tão ruim com você, você merece o pior dos castigos. — Por que está fazendo isso comigo? Você sempre me amou.— sorri de maneira sarcasticamente desacreditado — De fato, eu nunca soube o que isso significava ao estar do seu lado, você só despertou o pior em mim, me fez de chacota, agiu como se eu fosse seu brinquedo. Nós nunca tivemos nada profundamente, e isso era ruim pra você e foi apenas por isso que você ficou com o César— ela começa a chorar enquanto me encara, m
Otto LeBlanc Depois que eu sai do hospital, muita coisa se passou na minha cabeça, mas a que permaneceu martelando a todo tempo, foi a questão da Fernanda ainda estar solta. Ela merece o castigo dela e eu estou disposto a fazer o que for necessário. Por mais que César fosse meu irmão, eu estava aliviado por não tê-lo em meu caminho. Nunca desejei sua morte, mas saber que ele havia planejado me matar juntamente com a Fernanda, me deixa totalmente irritado. O pior de tudo não foi resolver apenas isso, foi saber que a Fernanda a todo tempo, queria tirar a vida da minha mulher como se fosse um lixo descartável e por consequência, o meu filho teria chance de não sobreviver. Eu não sei o que ela tinha em mente, mas tenho certeza que nada do que fizesse adiantaria, eu ja.ais lhe perdoaria por seus atos monstruosos. — Como você está?— Ruan pergunta em meu escritório — Na medidas do possível, bem. E você? — Tranquilo. Eu encontrei a Fernanda, o que você pretende fazer com ela?
Amália LeBlanc Dois dias depois... A cirurgia do Otto foi complicada, e ele estava tendo apenas delírios ao meu lado, e não acordou totalmente, mas parece que a cada segundo está se recuperando melhor. Os médicos queriam tirá-lo de perto de mim, mas eu não permiti, ordenei com que montasse uma estrutura apta na mesma sala que eu. Não importa que fique pequena, pra nós três era o suficiente. Por algumas vezes eu reparei que a Aline e o Ruan estavam brigando de uma forma engraçada, eu podia me ver com o Otto no passado e isso de uma certa forma me deixava feliz. Sei que o Ruan é complicado, mas ele jamais faria mal a qualquer ser vivente. Estávamos sozinho na sala e então como os outros dias, eu fui até o leito do Otto conversar com ele dormindo, juntamente com o Owen. — Olha o seu papai, Owen— disse sorrindo para os dois enquanto converso sozinha— Vocês são mesmo parecidos, espero que não me dê tanto trabalho como ele me deu, eu ficaria louca outra vez. Seu papai é o ho
Amália LeBlanc De alguma forma, o parto havia acelerado e por mais que eu quisesse ser uma pessoa forte, eu parecia não conseguir. Eu ouvi a voz do meu marido do lado de fora e achei que estava enlouquecendo, mas não estava. Eu precisava dele, e precisava que meu filho soubesse que o seu pai sempre foi alguém sensacional Otto estava em delírios e sendo costurado na minha frente, e o que deveria ser um dia incrível, se tornou um pesadelo. Minhas forças estavam perdidas e a dele parecia da mesma forma, mesmo que ele estivesse lutando e reclamando com as perfurações que fazia em seu corpo. — Otto, acho que não vou conseguir— digo após muita força fazer— Otto...— gemi chorando e senti sua mão apertar a minha — Você é tão forte coelhinha— ele disse fraco— ainda não desisti da nossa viagem, podemos aguardar alguns meses do Owen — Como pode pensar algo desse tipo, se encontrando nessa situação?— pergunto gemendo — Porque sei que vai conseguir, e se você desistir eu terei
Otto LeBlanc — Vamos levá-lo para a sala de cirurgia as pressas, ele está perdendo muito sangue.— Eu não reconhecia a voz, apenas sabia que se tratava de algum agente de saúde Meu corpo corria por cima de uma maca entre os corredores, e tudo que eu podia lembrar era da minha mulher. — Amália...— A chamo desnorteado, porém, ciente do que quero— Onde está a Amália? — Fique em silêncio. Sr.Otto! O senhor está fazendo muito esforço — Onde estar a minha mulher? Ela está em perigo. Por que a Amália não veio? ALGUÉM FEZ ALGO COM A MINHA MULHER!—Tento me levantar a cada pensamento ruim que me sobrevem enquanto ouço os médicos me advertindo — Fique parado, pode ser pior lara tirar a bala. — Vamos ter que anestesia-lo— vejo a agulha na mão do doutor — EU QUERO A MINHA MULHER PORRA! NÃO QUERO ANESTESIA. — Otto, você vai acabar morrendo!— quatro homens me segura na cama e prende meus braços e pernas — Por favor— peço em súplica— a minha mulher está sozinha com um terror







