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37- O desafio do Rio

Author: CaHostins
last update publish date: 2026-09-12 07:32:36

Na manhã seguinte, Miguel e Laura acordaram com os primeiros raios de sol atravessando as folhas das árvores.

Como já havia se tornado costume, seguiram a mesma rotina de todas as manhãs.

Depois do susto do dia anterior, Miguel decidiu tentar novamente checar o recife.

Caminhou até a margem e observou o mar por alguns minutos, procurando algum sinal de perigo. Mas logo percebeu uma sombra escura se movendo sob a água.

O tubarão ainda estava por ali.

Miguel recuou imediatamente.

— N
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  • Presa na ilha com o herdeiro Bilionário.   42- Um dia de sorte

    A água continuava fria, mas o banho seria um verdadeiro luxo depois de tantos dias. Ela deixou as roupas próximas às pedras e entrou devagar na água. Quando a água caiu sobre seus cabelos, Laura fechou os olhos. Por alguns minutos, esqueceu a ilha. Esqueceu o acidente. Esqueceu o medo. Usou o sabonete cuidadosamente, limpando a pele e os cabelos, sentindo-se pela primeira vez em muitos dias um pouco mais próxima da mulher que era antes de tudo aquilo acontecer. Depois escovou os dentes e lavou o rosto. Ao terminar, sentou-se sobre uma pedra e ficou observando a água cair. Pensou em Miguel. Esperava que a pesca tivesse mais sorte daquela vez. ____ Perto do rio, Miguel preparava a linha. Prendeu uma das minhocas no anzol de espinho e lançou a linha na água. Esperou. Nada. Mudou ligeiramente de posição e lançou novamente. A correnteza fazia a linha se mover devagar. Miguel permaneceu imóvel, atento a qualquer sinal. Naquele momento, não sabia se cons

  • Presa na ilha com o herdeiro Bilionário.   41-Presentes do mar.

    Antes de começarem a explorar a região, Miguel pegou algumas brasas e as colocou cuidadosamente dentro de um pedaço grande de bambu, usando-o para transportá-las sem deixá-las apagar. Os dois subiram até o alto do morro e, com folhas secas e pequenos galhos, conseguiram reacender a fogueira. Quando as chamas finalmente cresceram, Miguel acrescentou mais madeira para mantê-la acesa. Só então voltaram para perto do abrigo e partiram para explorar a ilha. Quanto mais se afastavam do abrigo, mais sinais do acidente apareciam. Havia galhos espalhados pela areia, folhas acumuladas entre as pedras e pedaços de madeira que provavelmente haviam sido carregados pelas ondas. Em alguns pontos, encontraram pequenos fragmentos de plástico, pedaços de tecido e objetos que pareciam ter pertencido aos passageiros. Laura caminhava devagar, olhando para todos os lados. De repente, parou. — Miguel... Ele voltou imediatamente. — O que foi? Ela apontou para a areia. Entre alguns gal

  • Presa na ilha com o herdeiro Bilionário.   40- Depois da tempestade.

    O dia amanheceu com um sol fraco, escondido entre algumas nuvens que ainda cobriam o céu. O vento frio continuava soprando pela ilha, fazendo as folhas das árvores balançarem sem parar. Laura acordou sentindo o corpo pesado e dolorido depois da noite difícil. Por alguns segundos, permaneceu deitada, observando o teto improvisado do abrigo. Ela se levantou devagar e foi até o lugar onde haviam deixado as roupas. — Vou tentar lavar tudo de novo — disse, pegando os tecidos ainda úmidos e sujos. Caminhou até a cachoeira e começou a lavá-los, esfregando cuidadosamente a sujeira que havia ficado presa nas fibras. Depois de enxaguá-los, voltou para o abrigo e estendeu as roupas ao lado, onde poderiam receber um pouco do sol e do vento. Enquanto isso, Miguel decidiu procurar alguma coisa que pudesse servir para fazer fogo. Andou pela mata, afastando folhas e galhos espalhados pelo chão. Depois da tempestade, porém, quase tudo estava encharcado. Ele tentou encontrar pedaços de ma

  • Presa na ilha com o herdeiro Bilionário.   39- A tempestade.

    A noite chegou lentamente sobre a ilha. Depois de um dia cansativo, Miguel e Laura haviam terminado de organizar o abrigo e se preparavam para descansar. O céu, porém, começava a mudar. Nuvens escuras cobriram as estrelas, escondendo a lua. O vento, que antes soprava suavemente entre as árvores, ficou mais forte. Laura olhou para o céu, inquieta. — Miguel... acho que vem chuva. Ele se levantou e observou as nuvens. — Parece que sim. Precisamos reforçar o abrigo. Os dois começaram a trabalhar rapidamente. Miguel firmou os galhos enquanto Laura tentava prender melhor as folhas que cobriam a estrutura. Mas não tiveram tempo suficiente. Um forte trovão ecoou pela ilha. Laura se assustou. Poucos segundos depois, a chuva começou a cair. Primeiro, em gotas grossas e espaçadas. Depois, como se o céu tivesse se aberto. O vento aumentou violentamente, fazendo as árvores se curvarem. As folhas do abrigo começaram a se soltar, e os galhos rangiam sob a força das rajada

  • Presa na ilha com o herdeiro Bilionário.   38- Um encontro inesperado.

    O grito de Laura atravessou a mata. Miguel levantou a cabeça imediatamente. — Laura? Por um instante, ficou imóvel, tentando descobrir de onde vinha o grito. — MIGUEL! SOCORRO! À ouviu gritar novamente. Ele largou o pedaço de madeira que segurava e correu na direção da voz. Quando chegou próximo à cachoeira, encontrou Laura parada, completamente imóvel. As roupas estavam caídas no chão, e alguns metros à frente dela, entre as folhas, uma cobra havia se enrolado. — Laura, não se mexa! Ela olhou para ele, com os olhos arregalados. — Miguel... eu estou com medo. — Fique atrás de mim. Devagar. Miguel se aproximou cuidadosamente, mantendo os olhos fixos no animal. A cobra ergueu a cabeça. Miguel parou. — Calma... Ele pegou um galho comprido que estava no chão e o segurou à frente do corpo. Laura recuou alguns passos. — Miguel ela vai dar o bote! — Não saia daí. Por alguns segundos, nada aconteceu. Então, de repente, a cobra avançou. Miguel reagi

  • Presa na ilha com o herdeiro Bilionário.   37- O desafio do Rio

    Na manhã seguinte, Miguel e Laura acordaram com os primeiros raios de sol atravessando as folhas das árvores. Como já havia se tornado costume, seguiram a mesma rotina de todas as manhãs. Depois do susto do dia anterior, Miguel decidiu tentar novamente checar o recife. Caminhou até a margem e observou o mar por alguns minutos, procurando algum sinal de perigo. Mas logo percebeu uma sombra escura se movendo sob a água. O tubarão ainda estava por ali. Miguel recuou imediatamente. — Nem pensar — murmurou. Não valia a pena arriscar. Se não podia pescar no mar, teria que encontrar outra alternativa. — Vamos tentar o rio — disse, voltando para perto de Laura. — E como você pretende pescar sem uma vara? — ela perguntou. Miguel sorriu. — A vara eu consigo fazer. Ele já sabia onde encontrar bambu e não demorou muito para escolher um pedaço comprido e resistente. Com sua faca improvisada, limpou os galhos e preparou a vara de pesca. O problema seguinte seria o anzol

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