LOGINA médica responsável por Cassienne ajustou levemente a cadeira de rodas antes de olhar para ela mais uma vez.— Vou lembrar você novamente, Sra. Tremont.Cassienne assentiu fracamente.— Eu sei.— Você só poderá ficar por alguns minutos.— Eu entendo.— Se sentir qualquer desconforto, precisa nos avisar imediatamente.— Eu prometo.A médica trocou um olhar com a enfermeira da UTI antes de dar espaço.— A visita pode começar.Cassienne começou a mover a cadeira de rodas lentamente para frente.A Sra. Rawlings instintivamente quis acompanhar, mas Abigail tocou suavemente seu braço.— Deixe os dois terem esse momento.A Sra. Rawlings assentiu.Jessica enxugou discretamente uma lágrima no canto do olho.Junto com os outros, ela permaneceu do lado de fora.Todos observaram enquanto Cassienne desaparecia pelas portas da UTI.Lá dentro, havia um leve cheiro de antisséptico.As máquinas funcionavam com um ruído constante.Bipes suaves ecoavam no silêncio.As mãos de Cassienne apertaram as rod
Do outro lado da linha, Joseph fechou os olhos por um instante.— Graças a Deus.Ray continuou:— Acabei de receber outra atualização importante.Joseph imediatamente ficou atento.— O que foi?— Tina ligou para Cassienne esta manhã.Joseph franziu a testa.— Ela se lembrou de alguma coisa?— Sim.Ray assentiu, mesmo sabendo que Joseph não podia vê-lo.— Ela se lembrou de um nome.— Que nome?— Virelli.Um longo silêncio veio em seguida.Então Joseph soltou o ar lentamente.— A mesma família.Ray continuou:— Se meu instinto estiver certo... é a mesma família com a qual Daisy quase foi ligada através de um casamento.Os olhos de Joseph se estreitaram.Tudo começava a se conectar.As peças separadas já não pareciam tão separadas.Então Ray falou novamente:— Achei que você precisava saber imediatamente.— Você fez certo.Joseph olhou para o outro lado do escritório de Elena.A juíza já havia entendido pela expressão dele que alguma coisa havia mudado.— Vou pegar o próximo voo de volta
A luz suave da manhã atravessava as cortinas do quarto de observação de Cassienne.Ela quase não havia dormido.Toda vez que fechava os olhos, via a mesma imagem do marido.Principalmente a promessa que ele havia feito antes de sair de casa.Eu vou voltar.Só a lembrança já era suficiente para trazer novas lágrimas aos seus olhos.Uma batida suave veio da porta antes que uma médica entrasse acompanhada por duas enfermeiras.— Bom dia, Sra. Tremont.Cassienne conseguiu fazer um pequeno gesto com a cabeça.A médica sorriu gentilmente enquanto verificava o prontuário.— Como está se sentindo esta manhã?Cassienne não respondeu imediatamente.Em vez disso, sua mão foi instintivamente até a barriga.— O bebê?A médica levantou os olhos e sorriu de forma tranquilizadora.— Os batimentos cardíacos do bebê estão fortes.Um suspiro silencioso escapou de Cassienne.— Mas — continuou a médica com cuidado — seu corpo passou por um estresse emocional muito intenso.Fez uma breve pausa.— Sua press
O quarto de observação permanecia silencioso.O som constante do monitor cardíaco preenchia o ambiente enquanto a luz suave do entardecer atravessava as cortinas.Cassienne estava deitada na cama hospitalar parcialmente elevada, o rosto pálido de exaustão.Os médicos haviam garantido a todos que ela e o bebê estavam estáveis por enquanto.Mas também deixaram claro que ela precisava de repouso absoluto.O choque emocional havia sido intenso demais para seu corpo.Principalmente agora que a gravidez já se aproximava do fim.Era exatamente por isso que todos haviam entrado em pânico quando ela desmaiou.Agora, o quarto estava tranquilo outra vez.Abigail permanecia sentada ao lado da cama, acariciando suavemente os cabelos de Cassienne.Jessica ocupava a cadeira perto da janela, com as mãos unidas sobre o colo, observando a prima com preocupação.Durante vários minutos, ninguém falou.Por fim, Cassienne abriu os olhos.A primeira coisa que fez foi olhar para a porta quase por instinto.C
Durante alguns segundos, nenhum dos dois se moveu.Alguma coisa antiga passou entre eles.Não exatamente amor.Pelo menos, não mais.Mas história.Dor.Coisas inacabadas.Coisas que nunca haviam recebido um fim de verdade.A garganta de Aurora se apertou.Corren percebeu imediatamente.Ele seguiu o olhar dela e viu Garry.Então olhou de volta para Aurora.Não tentou afastá-la.Não fez perguntas.Não ficou com ciúmes.Apenas pegou a mão dela e segurou.Aurora olhou para ele.O gesto quase a fez desabar.Porque Corren havia entendido sem obrigá-la a explicar nada.Antes que alguém pudesse falar, passos apressados vieram do corredor dos elevadores.Uma mulher entrou na área de espera.Loira.Bonita.Sem fôlego.O casaco estava jogado sobre um vestido simples, e seu rosto estava molhado de lágrimas.Ela olhou ao redor desesperadamente até que seus olhos encontraram Garry.Então correu.— Garry!Garry se levantou tão rápido que quase tropeçou.A mulher chegou até ele e o abraçou com força.
Os médicos agiram rapidamente.Cassienne foi colocada em uma maca e levada para outra sala, enquanto Jessica a seguiu até que uma enfermeira a impediu.— Não, por favor — disse Jessica, as lágrimas já caindo livremente. — Por favor, deixe eu ir com ela.A enfermeira balançou a cabeça.— Precisamos de espaço para examinar ela e o bebê.Jessica congelou na porta.O bebê.Aquela palavra destruiu o pouco de força que ainda restava na sala de espera.Abigail levou a mão à boca e começou a chorar.Sheila a puxou para os braços.Nora virou o rosto, os olhos úmidos.Garry se levantou lentamente, olhando na direção para onde Cassienne havia sido levada, como se a culpa dentro dele tivesse encontrado outra maneira de esmagá-lo.Joseph permaneceu parado no meio da sala de espera.Por um momento, não conseguiu se mover.Seu filho estava lutando pela vida.Sua nora havia desmaiado.E seu neto ainda não nascido talvez estivesse em perigo.Enquanto isso, em algum lugar fora daquele hospital, a juíza







