تسجيل الدخولNesse momento, Regina saiu da cozinha com um sorriso radiante.— Felícia, você foi mesmo inteligente e sensata. Essa sua ideia de chamar a Sofia para convencer o Gustavo funcionou perfeitamente. Você é a estrela da sorte da nossa família Oliveira.Felícia também sorriu.Mas o motivo da felicidade dela não era o elogio de Regina, e sim o fato de que o plano sugerido por Isabela provavelmente daria certo.......No meio da noite, o silêncio do subúrbio era quase assustador.Pouco tempo depois de sair da casa de Gustavo, Sofia percebeu que estava sendo seguida.E não era apenas um carro.Eram dois.Melhores que o dela.E, com certeza, não havia apenas duas pessoas.Sofia apertou o volante com força.As mãos suavam cada vez mais.No Residencial Luz do Oceano, naquela mesma noite, Isabela não dormiu.Ficou esperando notícias de Felícia.Finalmente, às três da madrugada, recebeu uma mensagem no WhatsApp: [Conseguimos.]Aquilo foi como fogo jogado em gasolina.Isabela ficou tão excitada que p
O quarto enorme estava em absoluto silêncio.Sofia permaneceu quieta.Gustavo estava imóvel, quase como um morto.Quando a viu entrar, os olhos dele brilharam por um instante, mas, fundos daquele jeito, chegavam a causar um certo arrepio.Sofia pegou um copo de água e levou até ele, ajudando ele a beber.A garganta seca finalmente foi aliviada.Gustavo foi o primeiro a falar:— Foram eles que te chamaram para me convencer, não foi?— Foram.Sofia respondeu com sinceridade.Não havia motivo para mentir.Um riso frio escapou da garganta dele.— Você também veio me convencer a casar com a Felícia?O rosto magro e abatido dele estava sombrio, quase assustador.— Eu prefiro morrer de fome a me casar com ela... por quê? Por que esse sentimento que tenho por você não consegue te tocar?— Porque eu não amo você.Ao ouvir novamente aquela resposta direta, Gustavo perdeu o controle e varreu tudo da mesa com um golpe.Os objetos caíram no chão.Não atingiram Sofia.Mas atingiram ele próprio.— Vo
Miguel abriu o estojo que estava em suas mãos.O que havia dentro não combinava com ele.Era um par de chaveiros.Um casal de coelhinhos feitos de miçangas plásticas, abraçados.Nem ele entendia por que tinha comprado aquilo.Antes de viajar para Belmora, passou por uma escola por acaso.Na entrada, alguém vendia aqueles chaveiros.Eram baratos, poucos dólares o par.Os estudantes compravam vários.Miguel não sabia o que tinha acontecido com ele naquele momento.Mas comprou.E ainda mandou embalar em uma loja.O custo da embalagem foi dezenas de vezes maior que o próprio presente.Ele não tinha namorada.Nem sabia para quem dar aquilo.Dentro do círculo social dele, ninguém aceitaria algo assim.A não ser...Miguel deixou os chaveiros sobre a mesa.Depois da meia-noite, já não era mais Dia dos Namorados.Isabela passou a noite inteira no ateliê.Esperou até o amanhecer.Na sala escura, apenas a luz do celular iluminava seu rosto, pálido, quase fantasmagórico.Yasmin tinha dito que uma
Sofia ficou imóvel.Seus longos cílios se ergueram levemente, e, no reflexo do olhar, apareceu a figura de Miguel, firme, sério.Era um rosto sincero.Mas ela não conseguia entender por que ele dizia aquilo com tanta convicção.Ela se lembrava daquela noite.Balões, bolo, fogos de artifício...Uma festa de aniversário incrivelmente romântica.Naquele momento, ficou confusa, mas profundamente tocada.Quanto mais se emocionou, mais se envolveu.E, justamente por isso...Quando veio a decepção, a dor foi ainda mais intensa.Depois de um longo silêncio, Sofia esboçou um leve sorriso.— Não entenda errado. Aqueles fogos não foram para mim.Foram para Isabela.Uma forma de compensar, de justificar o fato de ele ter tirado dela a pedra bruta que já estava reservada.Ela tentou se soltar, mas Miguel segurava seu braço com força.Doía.— O que você está fazendo?!No instante em que Henrique apareceu, Miguel soltou.Só então percebeu as marcas vermelhas na pele clara dela.Tinha apertado com for
A comida chegou rapidamente, e Miguel começou a comer sozinho, em silêncio.A presença de Sofia e Henrique... foi o que o fez permanecer ali.......Henrique conduziu Sofia até uma mesa próxima à janela, de onde era possível ver toda a cidade de Belmora iluminada à noite.A vista era deslumbrante.Mas Sofia não conseguia se concentrar nela.Belmora tinha um valor especial para ela.Maurício morava ali.Vicente, motorista, assistente, guarda-costas e hacker da família Carvalho, também estava na cidade.Toda a família Carvalho havia se mudado da República de Verídia para Belmora.Só ela tinha ficado para trás.Era inevitável.Porque ela já não era mais Camila Carvalho.Sofia soltou um suspiro e desviou o olhar.Foi então que, de relance, viu Miguel.Ao perceber que ele jantava sozinho, com elegância, ela se surpreendeu.E Isabela?Antes, ela tinha pensado que Isabela tinha ido ao banheiro retocar a maquiagem.Mas Miguel não começaria a comer sem esperar por ela.Será que tinham brigado?
Ver Miguel em Belmora surpreendeu Sofia.Mas, pensando bem, sendo Dia dos Namorados, não havia nada de estranho em ele estar ali, naquele restaurante mundialmente famoso.Afinal, Miguel gostava tanto de Isabela... fazia todo sentido levar ela para comemorar em outro país.Só que... Isabela não estava ali.Na mesa de casal, havia apenas Miguel.Sozinho.A presença dele, forte e imponente, destoava completamente do ambiente ao redor.Henrique percebeu o olhar de Sofia e acompanhou a direção.Ao ver Miguel, não a impediu.Pelo contrário — conduziu Sofia diretamente até a mesa.— Que coincidência, Sr. Miguel. Também veio comemorar o Dia dos Namorados?O olhar de Miguel ficou ainda mais frio ao ver Henrique.Henrique, por sua vez, manteve o sorriso elegante de sempre.Miguel não respondeu.Apenas retrucou:— Nós temos essa intimidade?Henrique não se abalou.— Você é o ex-marido da Sofia. Já que nos encontramos por acaso, achei educado vir cumprimentar. Se incomodamos, peço desculpa.As pal







