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Capítulo 218 — O slide sem fotografia

مؤلف: Yekaterina Orman
last update تاريخ النشر: 2026-09-01 00:32:32

Helena recebeu o convite para falar diante de cento e oitenta pessoas e passou os primeiros quatro minutos tentando descobrir quem poderia ir no lugar dela.

Patrícia ouviu as três sugestões sem interromper.

— Rute domina os indicadores melhor que eu.

— Sim.

— Jonas acompanhou mais municípios na implementação.

— Sim.

— Lívia pode apresentar a visão regional inteira.

— Pode.

Helena esperou.

Patrícia não parecia convencida.

— Então?

— Então o convite continua sendo para você.

Era uma quinta-feira
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  • Quando o Inverno Floresce: O Acordo da Fazenda Villagran   Capítulo 222 — Três fins de semana

    Cecília percebeu que não veria Henrique por mais de um mês numa terça-feira às dez e vinte e seis da manhã.Não houve telefonema dramático.Nem passagem cancelada.Nem emergência.Ela estava numa sala da Casa do Pomar com Márcia, Rosa e duas folhas de calendário impressas porque a tela do computador não parecia capaz de produzir sofrimento suficiente.Márcia apontou para o primeiro sábado.— Aqui temos a visita da associação regional de hospedagem.Cecília assentiu.— Eu sei.— Você tinha dito que queria estar.— Quero.Rosa apontou para o seguinte.— Aqui entra o grupo da cooperativa. Cento e doze pessoas entre sexta e domingo.— Esse vocês conseguem sem mim.Márcia levantou os olhos.— Conseguimos.Cecília percebeu o tom.— O quê?— Nada.— Márcia.— Você perguntou se conseguimos. Conseguimos.— Mas?— Você marcou para participar do encontro dos proprietários no sábado à tarde.Ah.Cecília olhou para o calendário.Tinha esquecido daquela parte.Não da reserva.Da reunião.Era justam

  • Quando o Inverno Floresce: O Acordo da Fazenda Villagran   Capítulo 221 — O nome na última página

    Helena entrou na primeira reunião do grupo técnico temporário com sete minutos de antecedência e descobriu que Beatriz Campos já estava lá.Isso imediatamente arruinou qualquer possibilidade de Helena se considerar pontual.— Boa tarde — disse Beatriz pela tela.— Boa tarde.— Você é a segunda.Helena olhou para os quadrados ainda vazios da videoconferência.— Quem foi a primeira?— Eu.— A senhora coordena. Não conta.Beatriz sorriu.— Gostei dessa regra.Helena também.Talvez seis meses fossem suportáveis.O grupo tinha nove pessoas.Beatriz, pela secretaria estadual.Helena e um sanitarista de outra região, Marcelo Farias, pela implementação territorial.Débora Linhares, médica de família e assessora de um consórcio municipal.Mônica Vieira, gestora de saúde de um município de porte médio.André Salgado, pesquisador de políticas públicas de uma universidade estadual.Lúcio Meireles, da vigilância.Carolina Teles, enfermeira de atenção primária com experiência em comunidades ribeiri

  • Quando o Inverno Floresce: O Acordo da Fazenda Villagran   Capítulo 220 — O caminho de volta

    Mateus voltou à Fazenda Villagran numa segunda-feira usando o uniforme cinza da Agromec Vale.Bento percebeu isso antes de perceber a mochila.O uniforme estava limpo demais para um dia de oficina.Mateus parou diante do escritório operacional às oito e sete, cumprimentou Joel no corredor e esperou até Bento terminar uma ligação.— Você está de folga? — perguntou Bento.Mateus olhou para a própria camisa.— Mais ou menos.Era uma resposta ruim.Bento desligou o monitor.— Entra.Mateus sentou na mesma cadeira em que, meses antes, dissera que queria aceitar o emprego em Santa Aurora.Dessa vez não trazia envelope.Trazia uma pasta plástica transparente.Dentro havia três folhas.Bento não pediu.Esperou.— Me mandaram embora sexta.A frase saiu inteira.Sem preparação.Bento ficou quieto por um instante.— Por quê?— Cortaram quatro pessoas.— Da oficina?— Duas da oficina. Duas do administrativo.— Você estava em experiência.— Estava.— Falaram de desempenho?Mateus abriu a pasta e e

  • Quando o Inverno Floresce: O Acordo da Fazenda Villagran   Capítulo 219 — O café da esquina

    O carro chegou numa quinta-feira às nove e doze da manhã.Augusto não estava lá.Essa parte lhe pareceu ofensiva.Eduardo Ramos mandou uma fotografia da oficina de adaptações: o crossover grafite estacionado sob luz branca, porta lateral aberta, plataforma recolhida, banco do motorista deslocado para trás e o sistema de comandos já instalado.Abaixo:Unidade recebida da etapa final. Vamos conferir ajustes hoje e amanhã. Não venha ainda.Augusto leu duas vezes.Depois respondeu:Por quê?Eduardo:Porque ainda não está liberado.Augusto digitou.Apagou.Digitou de novo.Entendido.Bento, do outro lado da mesa, observou.— Doeu?Augusto colocou o telefone virado para baixo.— Muito.— O carro?— Chegou.— E você não pode buscar.— Ainda não.Bento voltou ao orçamento.— Excelente.— Por que todos estão felizes com meu sofrimento?— Porque é raro ver dinheiro não resolver prazo.Na sexta-feira, Eduardo encontrou duas coisas.Uma regulagem do banco precisava de mais alguns milímetros.O po

  • Quando o Inverno Floresce: O Acordo da Fazenda Villagran   Capítulo 218 — O slide sem fotografia

    Helena recebeu o convite para falar diante de cento e oitenta pessoas e passou os primeiros quatro minutos tentando descobrir quem poderia ir no lugar dela.Patrícia ouviu as três sugestões sem interromper.— Rute domina os indicadores melhor que eu.— Sim.— Jonas acompanhou mais municípios na implementação.— Sim.— Lívia pode apresentar a visão regional inteira.— Pode.Helena esperou.Patrícia não parecia convencida.— Então?— Então o convite continua sendo para você.Era uma quinta-feira no fim da tarde. As duas estavam numa sala da regional, cercadas por copos de café, pastas e uma televisão que mostrava o slide de abertura do Encontro Estadual de Práticas em Saúde Rural.O evento aconteceria em três semanas.Capital.Dois dias.Gestores municipais, equipes regionais, profissionais de saúde, universidades e gente suficiente para transformar qualquer corredor em oportunidade de networking, expressão que Helena ainda considerava uma forma muito elegante de dizer “conversar em pé

  • Quando o Inverno Floresce: O Acordo da Fazenda Villagran   Capítulo 217 — Três manhãs

    Elisa pediu que Augusto cuidasse de Davi por três noites, e ele respondeu sim rápido demais.Percebeu no mesmo instante.Ela também.Estavam na cozinha da fazenda numa segunda-feira no fim da tarde. Davi tinha desaparecido com Paçoca no quintal, deixando sobre a mesa uma folha de exercícios de matemática que certamente alegaria ter sido esquecida pelo vento.— Sim — repetiu Augusto, agora em velocidade humana.Elisa apoiou a bolsa na cadeira.— Eu ainda não expliquei tudo.— São três noites.— Terça, quarta e quinta. Eu volto sexta à tarde.— Sim.Ela estreitou os olhos.— Você já está fazendo planilha?Augusto ficou ofendido.— Não.O telefone sobre a mesa ainda mostrava o calendário aberto.Elisa olhou.— Augusto.— Eu estava conferindo compromissos.— Há vinte segundos.— Eficiência.Nair Martins, mãe de Elisa e avó materna de Davi, faria uma cirurgia de catarata na quarta-feira em uma clínica de outra cidade. Procedimento simples, segundo o oftalmologista, mas exigiria chegada ced

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