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Quatro Presentes de Despedida, Don Falcone
Quatro Presentes de Despedida, Don Falcone
作者: Peachy

Capítulo 1

作者: Peachy
Quando descobri que meu marido secreto, o Don Vittorio, estava dormindo com a minha melhor amiga, Carina, decidi deixá-lo.

Empurrei a porta do escritório dele, com os papéis do divórcio apertados na mão. Vittorio estava lá, polindo suavemente uma safira padparadscha.

A ternura em seus olhos era algo que ele nunca, nem uma vez, me deu.

Era difícil respirar.

Vittorio nunca foi do tipo romântico. Dois anos atrás, em um leilão, ele zombou de um bilionário da tecnologia por dar um lance em um colar de diamantes para a esposa.

— Pedras como essa são ativos — ele disse com desdém. — Uma moeda de troca. Mas como presente para uma mulher? Inútil.

Agora, ele tratava aquela pedra como a coisa mais preciosa do mundo.

O que realmente me sufocou foi aquela lembrança. A última postagem de Carina no Instagram: [Quem me der uma safira padparadscha, eu me caso sem pensar duas vezes.]

Foi como um soco no estômago.

Em três anos, ele nunca me comprou nem mesmo uma bugiganga barata. Eu mesma comprei nossas alianças de casamento. Em segredo.

Ao me ver, Vittorio se levantou, colocando a gema cuidadosamente sobre um pano de veludo.

— Sobre o que aconteceu três meses atrás… — Vittorio finalmente se virou para mim, com um tom irritantemente casual. — Eu não sabia o quão grave era. Carina… ela é frágil. Ela estava chorando. Eu entrei em pânico.

Meus dedos começaram a tremer.

— Além disso, você sempre dá conta de si mesma — acrescentou, dando de ombros. — Você é forte. Uma garota das ruas está acostumada a um pouco de sangue.

Das ruas.

O amargor tomou conta da minha boca.

E se ele soubesse que eu era uma princesa da Família Rossi, a organização mais antiga de Chicago? E se ele soubesse do status, da segurança, da honra que eu abandonei por ele? Ele ainda falaria comigo assim?

Mas ele nunca saberia.

Ele nunca se importou com o meu passado, meus sentimentos ou qualquer coisa sobre mim. Ele acreditava no que eu dizia, porque eu não valia o esforço de saber mais.

— Ei, dê uma olhada neste design — Vittorio empurrou um esboço na minha frente, com a voz cheia de orgulho. — Tenho trabalhado com um joalheiro. Esta é a obra-prima dele.

Olhei para baixo. O mundo ficou em silêncio.

"Para minha querida Carina."

O nome dela estava escrito em uma caligrafia elegante no topo. Cada letra zombava da minha estupidez.

Então, era assim que o amor parecia.

Cuidadoso. Cheio de expectativa. Ele até precisou aprovar o design pessoalmente.

E eu?

Em três anos, ele não conseguiu nem lembrar do meu aniversário.

Uma dor lancinante atravessou minha cabeça — as consequências do tiro.

Cambaleei para trás, perdi o equilíbrio e bati com força na quina da mesa. O ferimento mal cicatrizado na minha lateral se abriu novamente. Uma dor aguda e ardente fez meu rosto ficar pálido.

— Droga! — Vittorio deu um passo na minha direção, um lampejo de pânico real em seus olhos.

Mas o olhar dele foi imediatamente atraído para o esboço que escorregava da mesa. Ele girou e o agarrou no ar, pouco antes de atingir o chão.

Ele o examinou com urgência e soltou um longo suspiro.

— Graças a Deus, está tudo bem…

Só depois de colocar o desenho com segurança de volta sobre a mesa, ele se virou para mim, com a testa franzida. Sua voz estava impaciente, encobrindo seu breve momento de pânico.

— Por que você não pode ser mais cuidadosa? Você derramou meu café.

Fiquei apenas ali, observando-o, sentindo meu coração morrer pedaço por pedaço.

O sangue escorria do meu ferimento, manchando o tapete. Mas ele estava preocupado com um pedaço de papel.

Este era o homem pelo qual eu havia desistido de tudo.

— Assine — tirei um maço de papéis da pasta e os coloquei na frente dele. No topo, estavam aprovações urgentes de envio para as docas.

Vittorio franziu a testa, como se finalmente percebesse que algo estava errado.

— Aquele tiro foi bem sério. Você pode descansar. Não precisa se esforçar tanto com os negócios da Família.

Suas palavras soaram como preocupação, mas eram frias. Como uma pergunta de rotina para um soldado ferido.

Ele se inclinou para olhar os papéis, mas o telefone dele tocou.

"Cara mia."

O nome na tela torceu a faca no meu coração.

Eu conhecia o meu nome de contato no telefone dele: “Conselheira”. Frio. Profissional. Nada pessoal.

— Vittorio? — A voz suave de Carina ronronou pelo telefone, com um leve tom brincalhão. — Quando você vem? Quero que me veja experimentar o colar…

— Em breve, querida. Já estou indo. — A voz de Vittorio era tão suave que parecia mel.

Ele escutava, folheando distraidamente a pilha de documentos. Ao ver minha caligrafia familiar e a formatação de sempre, sem pensar duas vezes, ele rabiscou sua assinatura no final de cada página.

Incluindo os papéis do divórcio que eu havia colocado no meio.

— Não estarei em casa para o jantar hoje — disse, terminando a última assinatura e indo em direção à porta.

Ele parou na entrada, olhando para mim, ainda parada ali. Soava irritado.

— Tem mais alguma coisa?

— Não — me ouvi dizer, com a voz oca, como um eco. — A partir de agora… não haverá mais nada.

Vittorio franziu a testa, claramente achando que eu estava estranha.

— Certo. Já que você está aqui, organize meus arquivos. Os arquivos confidenciais. Você é a única em quem eu confio para isso.

A porta se fechou com um clique.

Fiquei sozinha na sala vazia, ouvindo o som do meu próprio coração se partindo.

Essa era a única vez em que eu me sentia “especial”. Quando eu cuidava dos segredos dele.

Que tipo patético de especialidade.

Caminhei até o cofre dele e digitei a combinação. Meus dedos tremiam, mas me forcei a ficar firme.

Lá dentro, deveria haver uma foto nossa tirada em segredo depois do casamento. Numa noite de bebedeira, criei coragem para pedir que ele a guardasse ali. Achei que isso garantiria um lugar em seu coração. Achei que um dia ele me amaria.

Mas a foto não estava lá.

No lugar, havia apenas uma foto de Carina. Ela vestia um vestido branco, sorrindo como um anjo. Como a luz eterna da vida dele.

Encontrei nossa foto jogada em um canto escuro, com as bordas dobradas e amareladas.

Três anos de casamento, jogados em um canto.

Rasguei a foto ao meio, depois em vários pedaços.

Os fragmentos caíram, como os pedaços despedaçados do meu coração.

De volta ao meu quarto, disquei um número criptografado.

— Nunca pensei que a princesinha da Família Rossi me ligaria pessoalmente. — Do outro lado, a voz do Don Orion era baixa e perigosa, mas eu conseguia ouvir a preocupação por trás. — O que aconteceu?

Olhei para mim mesma no espelho. Manchas de sangue floresciam como flores escuras na minha camisa branca. Meu rosto estava pálido como o de um fantasma.

— Você me disse uma vez que queria se casar comigo, Orion. Meu divórcio será finalizado em trinta dias. Se a proposta ainda estiver de pé, eu aceito.
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