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Capítulo 4

مؤلف: Peachy
— Ela fez isso com você — Vittorio disse, com a voz perigosamente baixa. — Como marido da Aurelia, cabe a mim pagar essa dívida.

As palavras dele me atingiram como um raio.

Ele realmente ia “ajudar” Carina?

Eu não conseguia acreditar. O homem que eu amava, o homem que eu chamava de meu marido, estava dizendo algo tão degradante e humilhante.

Minha voz tremeu.

— Então você acha que eu a droguei… só para ver você transar com ela?

— Chega! — Vittorio rugiu. — Não use essa linguagem imunda!

Na cama, Carina estendeu uma mão trêmula e tocou o peito de Vittorio. O corpo dele enrijeceu ao toque dela.

— Vittorio… por favor, não… Eu não posso deixar você trair a sua família — a voz de Carina era fraca, mas sedutora. — Você devia ir… Eu consigo aguentar isso sozinha…

Os dedos dela deslizaram pelo peito dele. A respiração de Vittorio ficou irregular.

— Não. Eu não vou te deixar — disse Vittorio, segurando a mão dela, com os olhos cheios de piedade. — A culpa é dela. Ela deve arcar com as consequências.

Carina fingiu empurrá-lo, mas seu corpo se moveu instintivamente para mais perto.

— Aurelia… me desculpa… Eu não quis tirar o Vittorio de você… mas estou me sentindo tão mal…

Enquanto se desculpava, ela guiou a mão de Vittorio até a própria pele quente.

Algo na minha cabeça se rompeu. Eu não conseguia acreditar no que estavam fazendo dentro da minha casa, me humilhando de forma tão aberta.

— Chega, Carina Romano! — gritei, com a voz rouca. — Pare com essa encenação! Você destrói meu lar, seduz meu marido e agora arma todo esse teatro para levá-lo para a sua cama! Até onde vai a sua falta de vergonha?

No instante em que as palavras saíram da minha boca, Vittorio explodiu.

ESTALO.

O som do tapa ecoou pelo quarto. Minha bochecha esquerda queimava, e eu podia sentir o gosto de sangue.

— Como ousa dizer isso sobre Carina! — Vittorio agarrou meus ombros e me sacudiu com força. — Ela é gentil. Nunca fala mal de você! Mas você… você só tem sido hostil!

— Então toda aquela compreensão que você mostrou hoje foi um teatro! — os olhos dele estavam cheios de decepção e desprezo.

Carina soluçava na cama.

— Vittorio, não culpe a Aurelia… É minha culpa… Eu não devia ter voltado…

Vittorio se virou e acariciou o rosto dela com suavidade.

— Não. Você não é a errada.

Ele puxou um par de algemas da gaveta da mesa de cabeceira e olhou para mim, com os olhos frios.

— Você gosta tanto desses joguinhos com drogas — ele sibilou. — Ótimo. Então você pode me ouvir ajudando a Carina com o “problema” dela.

Ele me arrastou para baixo e algemou meu pulso ao portão de ferro da adega. O metal frio penetrou na minha pele. A dor foi um choque brutal, que me trouxe de volta à realidade.

— Vittorio, você não pode fazer isso comigo! — lutei, mas as algemas só apertaram ainda mais.

— Escute — disse, com a voz trêmula de uma raiva que não conseguia controlar. — Você trouxe isso para si mesma, Aurelia. Agora vai ouvir as consequências da sua “obra-prima”.

Ele se virou e subiu as escadas sem olhar para trás. A porta bateu com força.

Fechei os olhos, com as lágrimas escorrendo pelo meu rosto.

Logo, ouvi os gemidos abafados de Carina vindos de cima. Tentei ignorar, mas nem sequer podia tapar os ouvidos.

— Vittorio… por favor, seja gentil…

— Eu sei. Aguenta só um pouco.

Então veio o rangido rítmico da cama, e os gemidos dela ficaram mais altos, mais ousados.

— Ah… Vittorio… aí… mais forte…

Cada som era uma faca no meu coração.

Encolhi-me no chão frio, o mundo girando. O antigo ferimento de bala começou a doer, e uma cólica violenta tomou meu abdômen. Mas o que mais doía era meu coração, como se estivesse sendo rasgado em pedaços.

Os sons do andar de cima continuaram a noite inteira. A respiração pesada de Vittorio, os gemidos ofegantes de Carina, os gritos deles no auge.

Eu tremia no chão, com as roupas encharcadas de suor frio.

Uma cólica intensa tomou meu ventre. Então senti. Um fluxo lento e quente de sangue descendo pela minha coxa. Um soluço fraco escapou dos meus lábios, mas foi abafado pelo barulho vindo de cima.

Ao amanhecer, tudo ficou em silêncio.

Eu não tinha mais lágrimas. Estava apenas encolhida em uma poça do meu próprio sangue, como um animal morrendo.

Passos na escada.

Vittorio abriu a porta da adega. Ele começou a dizer algo em tom de deboche, mas seu rosto congelou quando me viu.

— Aurelia?! — a voz dele estava cheia de um pânico que eu nunca tinha ouvido antes. Ele correu até mim, as mãos tremendo enquanto tentava destravar as algemas. — Meu Deus, você está sangrando muito…

Levantei a cabeça e usei toda a minha força para olhar para ele.

— Me solte…

Eu desabei. A febre deixava tudo embaçado. Ele me pegou nos braços, suas mãos tocando minhas roupas frias e molhadas. Ele rugiu:

— Vou te levar para o hospital!

Nesse momento, a voz de Carina veio do quarto, carregada de satisfação preguiçosa.

— Vittorio… você foi bruto demais. Acho que não consigo andar…

— Além disso — acrescentou ela, com falsa preocupação — se você levar Aurelia para o hospital da família, todos vão saber sobre nós. Vai ser ruim para a reputação da família.

Os braços de Vittorio se apertaram ao meu redor, depois ficaram imóveis. Eu podia sentir o conflito dentro dele. Ele olhou para meu rosto pálido, com os olhos cheios de dor e culpa.

Mas, no fim, ele se virou para o soldado na porta, com a voz baixa e áspera.

— Chame um médico de rua. Uma clínica de fundo de quintal. Agora.

No final, ele escolheu esconder seu caso com Carina em vez de salvar minha vida.

O sangramento parecia ter diminuído. Eu não conseguia mais me manter consciente. Afundei na escuridão.

Algumas horas depois, acordei em uma clínica pequena e decadente. Não era uma das nossas.

A médica era uma mulher de meia-idade, com uma expressão severa.

— Você estava grávida — ela disse, com o rosto sério. — Cerca de três meses. Entre a perda de sangue e o trauma… você perdeu o bebê.

As lágrimas rolaram silenciosamente pelo meu rosto. Doeu? Eu me sentia vazia.

— Precisamos fazer uma curetagem o mais rápido possível, ou isso pode afetar sua capacidade de ter filhos no futuro.

Fechei os olhos.

— Faça.

Melhor acabar com isso logo. Já que eu não podia salvar o bebê, era hora de encerrar tudo.

Quando o instrumento cirúrgico frio entrou no meu corpo, o resto do meu amor por Vittorio pareceu se esvair.

Tudo o que eu queria agora era escapar desse inferno.

Depois da cirurgia, deitada na cama da clínica, peguei meu telefone criptografado e enviei uma nova mensagem para Orion com a mão trêmula.

[Um mês é tempo demais. Preciso de você em três dias. Me tire daqui.]
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  • Quatro Presentes de Despedida, Don Falcone   Capítulo 24

    Ponto de Vista de AureliaQuando a lâmina envenenada de Carina estava prestes a perfurar minha artéria, fechei os olhos, pronta para o fim.BANG.Um único disparo ensurdecedor ecoou pelo espaço sagrado.O corpo de Carina foi jogado para trás. Uma flor escura perfeita se abriu no centro de sua testa. Seus olhos, arregalados de incredulidade, ainda estavam fixos em mim, cheios de ressentimento e ódio.Sangue respingou sobre o meu vestido de noiva. Eu desabei no chão. O veneno, o choque, o impacto — tudo fez minha consciência mergulhar na escuridão.— Aurelia! — a voz de Orion soou distante, ficando cada vez mais fraca.Com o último resquício da minha visão, eu o vi correndo em minha direção. No alto do coro da igreja, uma sombra se desprendeu da escuridão mais profunda. Era um profissional, desmontando calmamente um rifle de precisão, o trabalho concluído.Então, o mundo silenciou.Quando acordei, estava em um quarto de hospital particular. A luz do sol entrava pela janela, quen

  • Quatro Presentes de Despedida, Don Falcone   Capítulo 23

    Ponto de Vista de AureliaA adaga envenenada de Carina estava pressionada contra meu pescoço. Eu podia sentir o veneno lentamente se espalhando pelo meu sangue.— Eu quero que você e o Vittorio morram juntos — Carina sibilou no meu ouvido. — Vocês dois pertencem ao inferno.Os convidados estavam paralisados de medo, mas eu consegui ver Orion se aproximando lentamente.— Carina, solte-a — a voz de Orion estava calma e mortal. — O que você quiser, descarregue em mim.— Em você? — Carina riu de forma maníaca. — Quem diabos você pensa que é? Isso é entre mim e eles!— Quer uma vida? Pegue a minha — Orion disse, sem hesitar, os olhos fixos em mim. — Eu morreria por ela mil vezes.Meu coração pareceu ser atingido em cheio.Mesmo agora, nesse momento de perigo, Orion só queria me proteger.Nesse instante, uma porta lateral da catedral foi aberta com força.Vittorio entrou correndo, as roupas desalinhadas, sangue fresco no rosto.— Carina! — ele viu a cena e avançou. — Solte-a!— O

  • Quatro Presentes de Despedida, Don Falcone   Capítulo 22

    Ponto de Vista de Aurelia— Você parece nervosa — a voz de Orion veio pelo telefone, com um tom levemente provocador. — O que foi, minha princesa?Ao ouvir o quão relaxado ele soava, o nó no meu estômago afrouxou um pouco.— Os rumores… — minha voz ainda tremia. — Você viu?— Eu vi — a voz de Orion ficou suave. — Chicago inteira está falando disso.Meu coração voltou a disparar.— Então você…— A única coisa que eu sinto quando vejo aquela sujeira é raiva pelo que você sofreu — Orion me interrompeu, a voz baixa como um rosnado. — Seu passado não é algo que eu “aceito”, Aurelia. É parte de você. E eu quero tudo de você.Lágrimas turvaram minha visão instantaneamente.— Orion…— E — a voz dele de repente ficou possessiva — estou te avisando. Nem pense em fugir de novo.— Eu não estava…— Estava, sim — ele disse com certeza. — Eu consigo ouvir o medo na sua voz. Você tem medo de que eu te abandone, igual aquele pedaço de lixo fez.Ele estava certo. Eu estava com medo.— Escu

  • Quatro Presentes de Despedida, Don Falcone   Capítulo 21

    Ponto de Vista de AureliaVittorio estava esperando minha resposta, mas minha resposta nunca esteve tão clara.— Não.Uma única palavra. Ela silenciou o outro lado da linha.Alguns segundos depois, a voz de Vittorio voltou, carregada de uma risada doentia.— Não? — ele repetiu. — Aurelia, você vai mesmo ser tão cruel assim?— Cruel? — zombei. — Vittorio, acho que você não entende o significado dessa palavra.— Tudo bem. Tudo bem — a voz dele começou a soar desequilibrada. — Se você escolhe me odiar, então que seja.— Mesmo que seja ódio, eu vou fazer você se lembrar de mim pelo resto da sua vida — sua voz ficou mais agitada. — Você nunca vai se livrar de mim, Aurelia. Nunca.As palavras dele me fizeram perder a paciência.— Lembrar de você? — eu ri, um som vazio, morto. — Vittorio, você parece estar vivendo sob a ilusão de que ainda importa.— O que você quer dizer?— Você acha que eu sou uma mulher de coração mole? — caminhei até a janela, olhando o horizonte de Chicago. —

  • Quatro Presentes de Despedida, Don Falcone   Capítulo 20

    Ponto de Vista de AureliaA voz de Orion ecoou pelo salão do leilão, cheia de diversão e desprezo.Lá embaixo, o rosto de Vittorio estava pálido, mas ele cerrou os dentes e resistiu.— Doze milhões! — ele gritou, a voz falhando.Vi o homem dele, Marco, mexendo freneticamente no celular, claramente tentando calcular os fundos.Orion soltou uma leve risada e ajustou elegantemente o punho da camisa.— Parece que você realmente quer esse conjunto — ele disse, olhando para Vittorio. — Mas…Ele fez uma pausa, deixando o silêncio pairar no ar.— Eu cubro sua aposta e aumento tudo.As quatro palavras caíram como um trovão.O salão explodiu.“Eu cubro sua aposta e aumento tudo” era a jogada suprema em um leilão. Significava orçamento ilimitado e custo irrelevante.Apenas verdadeiros titãs da riqueza ousavam fazer uma declaração dessas.A plateia suspirou e entrou em frenesi de sussurros.— Meu Deus, a Família Moretti está indo com tudo.— O que o Don dos Falcones vai fazer agora?

  • Quatro Presentes de Despedida, Don Falcone   Capítulo 19

    Ponto de Vista de VittorioFui barrado pela segurança no andar principal da casa de leilões. Só pude observar enquanto Aurelia e Orion pegavam o elevador para as suítes VIP.Era necessário um patrimônio de um bilhão de dólares.Dei um sorriso amargo.Depois que a Família Rossi me cortou, os ativos líquidos da Família Falcone praticamente desapareceram.Mas eu não podia desistir assim.— O senhor pode dar lances daqui — um funcionário me entregou uma placa. — Só não pode entrar na área VIP.Peguei a placa e me sentei em um canto do salão principal.Os convidados ao meu redor cochichavam, lançando olhares ocasionais em minha direção.— Não é o Don da Família Falcone? O que ele está fazendo sentado aqui embaixo?— Ouvi dizer que a família dele está em sérios problemas. Os Rossi os sancionaram.— Tsc, tsc. Como os poderosos caem.Fingi não ouvir os comentários e foquei no catálogo do leilão.Finalmente, encontrei o que estava procurando.Lote 15: Conjunto de joias de esmerald

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