Vittorio me encarou, com os olhos vazios de qualquer calor.— Façam.Antes que eu pudesse reagir, uma corda áspera foi amarrada aos meus pulsos, e eu fui arrastada para o quintal.— Vittorio! — lutei. — Você vai se arrepender disso!Mas ele já havia se virado, segurando Carina enquanto voltava para dentro, sem olhar para trás.O chicote estalou. O primeiro golpe rasgou a pele das minhas costas. Mordi o lábio com força, sentindo o gosto de sangue. Eu me recusei a gritar. O segundo golpe veio. Depois, o terceiro.O sangue escorria pelas minhas costas, encharcando minha camisa branca.No décimo golpe, eu já estava entorpecida. Após o décimo terceiro, minhas costas não passavam de carne dilacerada e sangue. Minhas pernas cederam. Eu desabei em uma poça do meu próprio sangue.Antes de perder a consciência, vi Carina parada na janela do segundo andar, com um sorriso vitorioso no rosto.Ela tinha vencido.Três dias depois, o toque agudo do meu telefone me acordou. Tentei me sentar,
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