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Capítulo 4

مؤلف: Washing Wheat
A voz adocicada de Melissa ecoou pelo alto-falante.

— Senhora... jogue o corpo no penhasco logo. Se os zumbis sentirem o cheiro do sangue, você também vai morrer.

Alguns guardas assistiam à cena com expressões inquietas e hesitantes.

Um dos mais jovens sussurrou para o companheiro ao lado:

— A senhora... não parece estar mentindo...

Ele hesitou um momento antes de continuar com o que vinha pesando em sua cabeça há algum tempo.

— E se algo realmente tiver acontecido na base? O que ela disse não seria...

Não chegou a terminar. O companheiro ao lado o interrompeu.

— O capitão não saberia se algo tivesse acontecido na base? É óbvio que a senhora está com ciúmes da senhorita Melissa e inventou tudo isso. Mulher com ciúmes não tem limite.

Mas o jovem guarda ainda resmungou baixinho, sem conseguir se calar:

— E se for verdade? Nossas famílias estão todas lá dentro...

O líder da equipe os cortou com rispidez, encerrando o assunto.

Pouco depois, fui arrastada à força até o topo da montanha. Meu corpo inteiro não tinha um centímetro intacto — sangue e lama misturados por toda parte.

Melissa se aproximou com um ar de falsa compaixão.

— Luna... você está perdendo muito sangue. Deixa eu fazer um curativo, tudo bem?

Ela estendeu a mão em minha direção.

— Não encoste em mim!

Afastei sua mão com violência, com uma força que a fez cambalear.

— Luna!

A voz de Henrique explodiu.

— Você é mesquinha a esse ponto? A Melissa está tentando ajudá-la e você a trata assim?

Sem mais palavras, ele pisou no meu dedo mínimo.

A dor foi tão intensa que meu corpo inteiro se contraiu em espasmos.

Encolhida no chão, eu mal conseguia respirar. Mas as pessoas lá embaixo ainda estavam esperando que eu as salvasse.

Fixei os olhos em Henrique e falei pausadamente, cada palavra arrancada com esforço:

— Henrique! O abrigo vai ceder a qualquer momento! Cada minuto perdido aqui significa mais um morto!

As palavras saíam como sangue.

— Os uivos dos zumbis lá embaixo — você não está ouvindo?

Melissa começou a chorar imediatamente.

— Henrique... desculpa, a culpa é minha. Eu não devia ter feito aniversário hoje. Eu não devia existir nesse mundo.

Ele a abraçou cheio de pena e virou para mim com o rosto fechado.

— Luna, até quando vai continuar com essa encenação? A base tem o sistema de defesa mais completo que existe, não tem como...

Eu o interrompi, a voz carregada de desespero.

— Toda a tropa de elite está aqui em cima protegendo você e a Melissa! A energia da cerca elétrica foi toda redirecionada para esta montanha! Henrique, você vai se arrepender disso!

Alguns guardas se entreolharam inquietos, virando os olhos instintivamente para a base lá embaixo.

— Capitão... talvez devêssemos mandar alguém verificar... — um guarda mais jovem falou com cautela.

Um veterano ao lado deu uma risada de escárnio.

— Você não conhece a Luna? Ela vive criando confusão por ciúmes da senhorita Melissa. Não é a primeira vez que inventa uma história dessas.

Outro guarda concordou na hora.

— Exatamente! Da outra vez ela ainda acusou a senhorita Melissa de tê-la empurrado escada abaixo!

O rosto de Henrique escureceu ainda mais.

— Alguém me traga uma corda! Amarrem ela numa árvore até que aprenda a se comportar!

Nos braços dele, Melissa abaixou a cabeça — mas o canto da boca se curvou num sorriso satisfeito.

Alguns guardas avançaram e me agarraram com brutalidade.

Lutei com tudo que me restava.

— Henrique! Você vai se arrepender!

Foi exatamente naquele instante.

"UUUUUUUU—"

Um alarme lancinante subiu do sopé da montanha. O alarme de nível máximo da base.

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