Masuk
A voz do oficial era gelada.— Salvar você?— Quem vai salvar as pessoas que você matou?— AAAHHH!Um zumbi se lançou sobre Melissa e a derrubou. Ela se debatia freneticamente, mas não conseguia se soltar. Então outro zumbi abriu a boca e cravou os dentes na sua panturrilha — e todos ali ouviram com clareza o estalo do osso se partindo.— Me salvem... eu sei que errei... está doendo demais...O gemido dela chegou aos ouvidos de cada pessoa presente.Mas ninguém se moveu.Mais zumbis convergiram sobre ela, rasgando o corpo com fúria.O último olhar de Melissa foi fixado no céu — cheio de desespero.Quando a horda se dispersou rosnando, no chão restava apenas uma massa irreconhecível de sangue e carne.Em meio ao silêncio mortal, o veterano que havia liderado as zombarias contra mim caiu de joelhos diante de mim com um baque surdo.Com as mãos tremendo apoiadas no chão, ele bateu a testa com força contra o chão.— Senhorita Luna, nós erramos! Todos nós erramos!A voz dele s
— É isso! A cerca elétrica...Quando correram para a sala de controle, se depararam com uma verdade devastadora.— Capitão! A energia da cerca elétrica... foi toda redirecionada para os equipamentos de fogos de artifício no topo da montanha!O guarda voltou com o rosto cinza de desespero.— O quê?Henrique cuspiu sangue e seus olhos se encheram de desespero e arrependimento.O veterano que antes havia defendido Henrique com tanta convicção também desmoronou. Ele caiu de joelhos e gritou:— Foi tudo culpa nossa! Por causa do aniversário de uma mulher, cortamos nossa única saída!Escondida atrás da pedra, senti meu coração despedaçar ao ver aquela cena.Diante de uma catástrofe assim, o ser humano é tão pequeno. Tão frágil.Mas...Por menor que seja, não posso me curvar ao destino.No instante em que um zumbi se lançou sobre o guarda jovem, saí de trás da pedra sem hesitar.Com meu corpo destruído, me joguei na frente dele e absorvi o golpe fatal com o próprio corpo.— Luna
Henrique caminhou em minha direção passo a passo, o olhar frio e cruel.— Víbora!Ele rosnou e chutou com força no meu abdômen.Ainda não satisfeito, agarrou meu cabelo e desferiu tapa após tapa no meu rosto."PAC! PAC!"Minhas bochechas incharem instantaneamente, os ouvidos zumbindo sem parar.— Por que você fez isso?!— Se não fosse você, minha mãe ainda estaria viva!Ele gritava enquanto me batia.Olhando para aquela face hipócrita, não consegui conter uma risada baixa e amarga.Ria de mim mesma. De ter sido tão cega a ponto de me apaixonar por um homem tão covarde e tão incapaz de encarar a verdade.O meu sorriso apenas alimentou ainda mais a fúria de Henrique.Ele agarrou minha mão ferida e espremeu com força o dedo decepado. O sangue jorrou de imediato.A dor foi tão lancinante que empalideci, o suor frio escorrendo pelo corpo inteiro.Só quando eu estava prestes a desmaiar ele me jogou no chão como se fosse lixo, me olhando de cima com desprezo.— Matar você rápid
— Você ainda tem coragem de perguntar pela sua mãe?Encarei seus olhos diretamente.— Helena morreu. Explodida pelo foguete que você mesmo disparou.Minha voz começou a tremer fora do meu controle. Diante dos meus olhos voltou a imagem de Helena com o corpo destroçado pela explosão.— Henrique! O corpo da sua mãe está no fundo daquele penhasco sendo devorado pelos abutres. Foi você! Você a matou!Gritei a última frase com o que restava da minha voz, as lágrimas escorrendo sem parar.Os joelhos de Henrique fraquejaram. Ele caiu de joelhos no chão.— Impossível... não fui eu, como poderia ter sido eu!Um peso sufocante de tristeza se abateu sobre todos ali presentes, denso a ponto de tirar o ar.Foi então que Melissa, que permanecia em silêncio num canto, deu um passo à frente.Com uma expressão de confusão calculada, disse baixinho:— Por que os zumbis não vieram em outro momento... por que precisou ser justamente no dia do meu aniversário?Ela franziu a testa como se realme
O alarme máximo significava uma única coisa.O abrigo havia sido completamente invadido. Não havia sobreviventes.Todos congelaram.O veterano que momentos antes zombava de mim foi o primeiro a reagir. Cambaleou até a beira do penhasco e ficou olhando para baixo com os olhos arregalados.— O alarme máximo... é o alarme máximo! Minha esposa e meu filho ainda estão lá dentro!O jovem guarda também empalideceu, os lábios tremendo sem controle.Em meio ao silêncio mortal, reuni o que restava das minhas forças e olhei para Henrique.— Está ouvindo, Henrique? Eles todos morreram...— Foi esse o nascer do sol que você comprou com a vida de todos. Está satisfeito agora?!— Até a sua própria mãe — a mulher que você mais admirava — você a matou com suas próprias mãos!Na base, a porta de segurança estava retorcida e escancarada de forma grotesca. Poças de sangue se espalhavam pelo chão. Membros decepados, roupas rasgadas, vísceras espalhadas — tudo misturado numa visão que não cabia na
A voz adocicada de Melissa ecoou pelo alto-falante.— Senhora... jogue o corpo no penhasco logo. Se os zumbis sentirem o cheiro do sangue, você também vai morrer.Alguns guardas assistiam à cena com expressões inquietas e hesitantes.Um dos mais jovens sussurrou para o companheiro ao lado:— A senhora... não parece estar mentindo...Ele hesitou um momento antes de continuar com o que vinha pesando em sua cabeça há algum tempo.— E se algo realmente tiver acontecido na base? O que ela disse não seria...Não chegou a terminar. O companheiro ao lado o interrompeu.— O capitão não saberia se algo tivesse acontecido na base? É óbvio que a senhora está com ciúmes da senhorita Melissa e inventou tudo isso. Mulher com ciúmes não tem limite.Mas o jovem guarda ainda resmungou baixinho, sem conseguir se calar:— E se for verdade? Nossas famílias estão todas lá dentro...O líder da equipe os cortou com rispidez, encerrando o assunto.Pouco depois, fui arrastada à força até o topo da m