Se connecterThiry tinha sido pega de surpresa por aquela pequena criatura que a prendeu em um campo de força. Logo que se livrou dele, ficou furiosa por ter sido humilhada daquela forma. Seus seguidores começaram a se erguer e tomar suas posições naquela batalha, digamos no mínimo covarde. Eram doze Strix sendo uma Striga, contra três Strix adultos e três crianças, pois até então não se sabiam dos poderes de Brida.
— Giles, meu amigo, você veio. — Flavian recebeu os amigos atrás de uma pedra onde estavam tentando se esconder.
— Chegamos agora há pouco na cidade, e Brida sentiu o que estava havendo aqui. — Conversavam e se abaixavam cada vez que um raio caia mais perto deles. — A boa notícia é que consegui falar com um dos membros da alta cúpula antes de fazerem a assembleia. Já estão enviando emissários Strions para nos auxiliar.
— Como conseguiu?
— Brida fez acontecer, depois te explico.
Os raios de Thiry e Urd estavam cada vez mais próximos. O duque e seus amigos, juntamente com as crianças, tentavam atacar, mas eles eram em grande número. Brida tinha muito poder, mas nenhuma experiência. O duque a orientou a fazer um campo de força em volta dos Strix pais, pois eram muito vulneráveis. Se fossem atingidos, seria fatal.
Thiry estava à frente da batalha seguida por Urd. Ela lançou um raio no duque que estava atacando um seguidor na lateral esquerda. A Baronesa viu que ele não estava esperando o ataque e se lançou no caminho do raio. Esta caiu imediatamente, gravemente ferida. O Barão olhou aquilo tudo com muito espanto e agonia. Thiry sorri e continua seu ataque ainda mais feroz. O Barão com lágrimas nos olhos sabia que não podia ceder, tinha que continuar lutando. Os pais estavam cada vez mais aflitos, mesmo as crianças estando atrás dos adultos, era muito arriscado. O duque na sua fúria, feriu três dos seguidores, mas foi atingido na perda por Urd. Ainda de joelhos, não parava um minuto de lançar raios. A sua aprendiz Sally, foi para frente quando viu que seu mestre estava debilitado.
— Desistam enquanto podem! — Gritou Thiry. — Vamos fazer o seguinte: Me deem a pequena Striga, vou criá-la como uma filha... HAHAHA!!!
Terminando de dizer isso olhou para Urd e juntos lançaram um raio em Sally que foi lançada a um quilômetro de distância, chocando-se contra uma pedra pontiaguda. Sua morte foi instantânea. Agora só restava o Barão ferido, a Baronesa desacordada e as crianças. Não tinham a menor chance.
— “PAREM IMEDIATAMENTE!!!” Thiry ouviu uma voz dentro de sua cabeça. Olhou para trás e já havia sido pegos cinco dos seus seguidores por emissários da alta cúpula.
— Vocês não têm o direito de fazerem isso. — Ela estava furiosa. — Porque não prendem eles também?
Um homem alto e muito forte, vestido com uniforme de bombeiro falava em nome dos outros que o seguiam, eram quinze no total, entre homens e mulheres, alguns vestidos de policiais, outros do exército, médicos, enfermeiros e alguns de civis com distintivos.
— Porque não ouvi nenhum deles fazer ameaças, Thiry. Além de não ter a ficha suja como a sua.
Ela tentou disparar um raio sobre o emissário, mas este nem se deu ao trabalho de detê-lo, só desviou, como se já tivesse previsto isso.
— Thiry, Urd e sua corja. Enquanto estavam aqui atormentando esses Strix, foi feita uma assembleia e a alta cúpula decreta o seguinte.
— Não vou ficar aqui ouvindo essa… — Thiry tentou terminar a frase, mas foi interrompida pela equipe de emissários que fizeram um campo em volta de todos eles.
— De hoje em diante, Urd Thoma III e seus seguidores Strix machos não terão mais poderes, apenas os hipnóticos sobre mentes humanas. Cortesia de ser réu primário.
— NÃO!!! De que adianta ser um Strix e não ter poderes? Vocês estão loucos. — Urd coloca as mãos sobre a cabeça e esbravejava como um leão enjaulado. Os seus seguidores também não se conformaram.
— Thiry e suas seguidoras fêmeas, manterão seus poderes… — Ela deu um sorriso perverso olhando para Flavian. — Porém, estará aprisionada ao seu companheiro Urd, e só poderá libertar-se quando surge a lua, quando esta se for, ela também irá. Dividiram seis corpos machos ao dia com seis corpos fêmeas à noite. Assim reduzimos seus poderes pela metade. Não poderão entrar no lar de nenhum ser, se esta não lhes convidar...
Thiry não emitiu nenhum som. Seus seguidores choravam e se desesperavam. Iriam viver pela metade.
Flavian e Asher abraçaram os gêmeos. Giles e Alfena abraçaram a Brida. O Barão e os emissários médicos socorrem a Baronesa.
Os emissários começaram a preparar os seguidores Urd e Thiry para o ritual que seria feito ali mesmo por três Strigas que estavam entre eles e trabalhavam como emissárias também. Elas iam preparar a mente deles para que entrassem em transe e não resistissem ao encantamento ou maldição, como chamaria Thiry. Mas esta, que o tempo todo se manteve calada, quieta, observando os outros esbravejarem, falou com Urd em pensamento. Pois o líder dos emissários era quem segurava a Thiry no momento.
— “Ataque o emissário líder. AGORA!!!”
Urd lançou um raio no homem, que defendeu com um escudo que fez instantaneamente. Mas o que eles não esperavam foi que Thiry reuniu toda sua fúria e energia e lançou com a mão direita um sobre as crianças que se abraçavam, e com a mão esquerda sobre o adulto que faziam o mesmo. Brida por instinto fez um escudo protegendo a si e seus amigos, mas não havia tempo para salvar mais ninguém.
Durante os anos que se seguiram, o Barão pediu permissão à comunidade ao qual Flavian e Giles pertenciam para cuidar dos pequeninos órfãos. Ele os treinava para todo tipo de luta, corporal e mental, e contava a história de sua espécie. A Baronesa ia se recuperando com a ajuda de Brida, ficaram muito ligadas desde então. Quando completaram doze anos, o Barão explicou que iam viver com famílias humanas, na mesma cidade, mas separadamente.
— Mas porque, padrinho? — Gaia mal continha as lágrimas.
— Querida, já conversamos diversas vezes. Apesar de Thiry estar terminantemente proibida de entrar no país, facilita para ela nos achar se estivermos juntos.
— Mas se eu não gostar dessas pessoas?
Dessa vez foi a Baronesa que respondeu, segurando-se ao máximo para não desmoronar com a garotinha.
— Meu amor, eu mesma pesquisei muito sobre essas pessoas, e a cidade que vamos realocar vocês. E além do mais, vamos estar sempre por perto.
— Promete?
— Prometo. — E segurou a menina no colo e a beijou carinhosamente.
— ÚLTIMA CHAMADA PARA SETOR B!!! — o alto-falante da prisão, anunciava o final da jornada de passeio no pátio daquele dia.— Prisioneira T77, Dra.Flor a aguarda. — Antes que a moça entrasse na cela, uma guarda a alertou.— A hora mais feliz do meu dia. — Uma moça de lindos cabelos cacheados e compridos, pele morena, jambo e traços simétricos; respondeu com tom de ironia e sarcasmo.O consultório era dividido por um vidro “fortificado”, não somente em termos comuns. De um lado um belo escritório clássico, com mesa, estantes e muitos livros. Nele uma mulher muito elegante, sentada em uma cadeira com um notebook em mãos, esperava sua paciente das 17h.Do outro lado, a prisioneira chegou e antes de ser convidada se jogou em um pequeno sofá, que era a única coisa que fi
— Bom dia, flor do dia. — Gaia abria as cortinas do quarto do irmão, deixando entrar a luz sobre o rosto do rapaz.— Qual é, milady. Ainda está muito cedo ainda. — Phílos cobria a cabeça com o travesseiro.— Nada disso, vamos levantar, já fiz o café. E ela deve estar chegando a qualquer momento.— Ok, ok!! Agora vai, que vou tomar um banho. — E jogou o travesseiro na irmã.Gaia foi até a cozinha e pegou uma xícara de café, levou para sala onde fechou os olhos e invocou a irmã.— “Onde você está?”— “No aeroporto, acabei de pousar.”— “Porque não abriu um portal e apareceu aqui?”— “Já te falei, tenho medo de ir parar no Everest ou em Marte e morrer sem ar.”Gaia ria muito disso, cad
— “Brida, para ele completar o ritual, precisa de uma Striga, então você fará o seguinte... — O Barão falava com a garota em sua mente.”— Phílos, venha aqui, agora. — Pedro ordenava.— “Phílos, ganhe tempo. — O Barão pediu.”— Não, sem mim nada pode fazer.— Tem razão, amigão. Mas mato ela por pura diversão. — E apertou seu pescoço, fazendo a garota gemer.Phílos quase desmaiou tamanha foi a sensação de agonia que sentiu ao ver sua amada sofrer. Mas tinha que se segurar, concentrou-se em sua raiva.— Vou me render, seu monstro.— “AGORA, MENINAS.”Em um momento de distração Gaia, a Baronesa e Brida lançaram um raio contra Pedro, lançando o jovem para longe de Jéssica. O Barão que est
No caminho para resgatar seus amigos, Brida explicou sobre como seria o ritual que possivelmente Thiry queria fazer para tomar o poder dos jovens amantes. Ela iria precisar de mais uma Striga, a energia de seis seres humanos, sendo três machos e três fêmeas, o casal de amantes, sendo um Strix e um humano. O humano tem que dar seu poder de bom grado a Striga, e está se tornará além de imortal, sem precisar mais sugar mais ninguém, mais poderosa que qualquer um dos Strix.Depois que ela falou, todos ficaram em silêncio o resto da viagem, mergulhados em seus pensamentos mais sombrios.Gaia e Phílos chegaram no mirante, ele pisou no freio com tanta força que o carro derrapou quase chegando ao precipício, de onde estavam já avistaram Amanda. Mal o carro parou e Gaia abriu a porta do carro e saltou, correu até a amiga que faltava pouco para cair.— Mandi, Mandi!!! Acorde!!! El
— Tenho que ir em casa, você leva a Jéssi pra lá.— Mas Brida, o que você descobriu?— Acho que sei porque Thiry voltou. E melhor: Como detê-la. — Ela já falava e andava. — Tenho que ir.Ela correu para casa, no seu quarto tinha uma estante com vários livros comuns para as jovens da sua idade, livros escolares e mais abaixo, vários jogos de videogame. Ela passou a mão em frente aos livros que se revelaram outros muito diferentes. Mais antigos, alguns muito grossos e com capas de couro. Ela puxou um da estante. Era muito grosso, com páginas amareladas, tinha o papel áspero e cheio de figuras, cada página tinha a borda dourada. Folheou bastante procurando algo em específico.— ACHEI!!!— Que foi besta? Que livro é esse? — Um garotinho ruivo entrou pulando em sua cama, devia ter uns sete anos.— Oi
— Brida, aquela é Amanda, minha melhor amiga, ela… — Gaia falava levando a garota para mais perto quando foi interrompida.— Já sei de tudo, querida irmã. — Pois depois da tragédia que os uniu, era assim que se consideravam. — Quando me despertaram, me atualizei de toda a situação. Infelizmente não posso quebrar o encantamento de outra Striga sozinha. — Brida viu a esperança esvair do olhar da irmã. — Hei!! — Ela passou a mão pelo rosto da garota, segurou em seu queixo e olhou bem em seus olhos. — Não disse que não a salvaremos. — As duas se abraçaram. — Vamos sair daqui. Deixei os outros apenas desmaiados. Temos muito o que conversar.— E Amanda?— Vou