MasukEram 10:00am no anfiteatro da escola, a equipe do comitê escolar estava reunida inclusive Flávia, e o que todos duvidavam que um dia pudesse acontecer, aconteceu... Amanda não estava.
— Já ligou pra ela, Flavinha? — Cristina, que era uma das participantes, perguntava com meio sorriso nos lábios.
Flávia não se deu ao trabalho de responder, a preocupação era muito maior que uma inveja boba de adolescentes.
— Vamos começar sem ela por enquanto, tenho certeza que logo entrará em contato. — Deu início a reunião o vice-presidente do comitê.
Flávia ia tentar ligar pela vigésima vez para a amiga quando chegou a mensagem:
Amanda diz: "Ví, estou chegando, fala pro Luciano começar a reunião pra mim, não consigo falar com ele.”
Flávia diz: “Não se preocupe, ele já começou. Você está bem?”
Amanda diz: “Era a oportunidade que ele sonhou para dirigir uma reunião. Deve ter deixado o celular desligado de propósito (emoticons de carinha furiosa). Amiga, perdi a hora. Eu que sempre acordo antes do despertador, não sei...espera, vou pagar o taxi.”
Alguns minutos depois:
Amanda diz: “Ví, já chego aí.”
— Não é Flávia?? — Luciano olhava para a moça com as sobrancelhas erguidas, e os outros fizeram silêncio pra esperar a resposta da garota.
— Desculpe, não ouvi, qual era a pergunta? — Não quis dar o gosto de ver a cara dele quando Amanda chegasse à reunião e lhe tirasse o trono.
— O que você… — e foi interrompido pela chegada da presidente Amanda, e ele nem disfarçou a cara de desapontamento. — Amanda, bom dia!
— Bom a todos, desculpe a demora. — Sentou e abrindo seu notebook, como sempre fez, começou a distribuir as perguntas.
Flávia, agora que sabia que estava tudo bem aparentemente com a amiga, precisava encontrar Phílos imediatamente. Mas como faria isso? A última vez que o viu foi no campo de futebol no escuro, mas ela ainda estava sob o encantamento e nem o identificou, não sabia que nome ele usava agora. Pelo comportamento dele da noite anterior, ele não tinha recobrado a sua consciência, ou será que tinha? Enfim, devia estar na mesma escola, foi o que combinamos antes de…
— Ví, recebeu o e-mail da formação da equipe para o encerramento sábado? — Amanda a olhava com certa preocupação na voz.
— Sim, só falta uma confirmação e já te envio com tudo checado. — Era muito difícil continuar com aquela infantilidade de evento com tantas coisas sérias acontecendo. Inclusive a segurança da sua amiga. Sabia que uma energia como a dela era puro sangue para aquelas vampiras. — Mandi, pode me dar licença? Preciso sair.
— Está tudo bem com você?
— Sim, sim, não se preocupe. — E fez um gesto falando com a boca sem voz, mexendo no celular. Que quis dizer te mando mensagem. Claro que todos ali entenderam.
Não sabia por onde começar a procurar, a escola estava tomada de jogos, ótima oportunidade para eles voltarem, mas como conseguiram? E onde estava Brida? Era muita coisa pra pensar, resolveu ir em uma de cada vez. Olhou para um mapa que estava colado na parede com o diagrama dos jogos. Quando teve a ideia de ir a cada jogo que acontecia naquele momento, sentiu uma forte energia a atraindo. Agora que estava consciente de seus poderes, sabia como usá-los. Olhou para o corredor onde estava e percebeu que tinham muitas pessoas passando, procurou algum mais vazio. Do lado de fora do prédio, atrás de onde se encontrava, havia algumas lixeiras que impediam a visão de quem passava, ali ela abriu um portal na parede se concentrando onde vinha a energia que ela sentia, isso a levou direto para o ginásio. Ela não podia ser vista por ninguém, procurou por Phílos, esperava que sua aparência não tivesse mudado tanto, no meio de tantas pessoas achou que seria bem difícil, mas procurou com calma olhando para as arquibancadas, foi quando avistou Urd e entendeu de onde estava saindo tanta energia. Ele estava usando seus poderes e pela forma como estava concentrado, só podia estar invadindo a mente de um deles, se não era ela só podia ser Phílos ou Brida, que não se revelaria, então tinha que ser o irmão. Imediatamente, possuiu sua mente. Encontrou Urd em posição de ataque, que covardia, só poderia fazer aquilo no momento que seu irmão estivesse fragilizado pela camuflagem. Se colocou à frente do garoto e se prontificou a defendê-lo, soltou um raio de energia sobre ele o lançando para longe. Olhou para o irmão, queria muito conversar com ele, mas quanto mais ele ficasse naquele estado mental, mais frágil ele ficaria, precisava acordá-lo. E assim o fez. Quando o irmão saiu da mente de Urd, ainda lá dentro advertiu o inimigo:
— Não pense que vai dominá-lo aproveitando da situação, assim que nos encontrarmos vamos prender todos vocês.
— Mande lembranças para Mandi, seu sabor já foi experimentado, não há como escapar.
E Urd a expulsou com violência de sua mente. Gaia ainda deu uma última olhada para Phílos, sentindo uma imensa vontade de fechar o portal e ir pessoalmente até lá e abraçar o irmão, mas sabia que alguém muito mais frágil que ele precisava dela agora.
Quando voltava para o corredor que levava ao anfiteatro, olhou para o celular que já tinham cinco mensagens de Amanda.
Amanda diz: “Onde você está?”
Amanda diz: (emoticons de carinhas triste) ??????
Amanda diz: “Ví!!! kd vc???”
Amanda diz: (emoticon de carinha chorando) (emoticon de uma caveira) (emoticon de uma carinha brava)
Amanda diz: “Amiga!!! Responde!!!”
Flávia diz: “Estou aqui atrás de você.”
Flávia, enquanto lia foi andando até chegar bem pertinho da amiga e a surpreendeu, levou uns tapinhas no braço, mas deu risada da agonia da moça.
— Ví, quer me matar? A reunião acabou há horas.
— Hurrum, sei. — Flávia colocou a boca de lado com um biquinho e cruzou os braços, duvidando da amiga.
— Tá, tá, agorinha a pouco. Mas fiquei preocupada, o que te deu?
— O que deu em você, amiga!!! Anos que te conheço e nunca se atrasou desse jeito sem enviar com antecedência uma declaração mais que plausível da sua ausência.
— Ví, que coisa né — Amanda fez uma cara de espanto para a amiga, foi pegando suas coisas e de braços dados começaram a caminhar. — Você sabe que acordo antes do despertador, e dessa vez dormi muito, e quando acordei ainda estava cansada. Vou marcar um médico urgente.
Flávia sabia que aquele pouco de energia que elas tentaram sugar dela no campo de futebol a deixou mais fraca. Sabia como ajudar, mas não podia fazer ali.
— Mandi, vamos almoçar lá em casa hoje? Estou enjoada desses fast food.
— Claro, florzinha. Eu nem tive tempo de preparar nada saudável pra gente mesmo. E depois posso tirar mais um cochilo, porque lá em casa com certeza Agnes não deixaria, garotinha barulhenta, aff!!!
— ÚLTIMA CHAMADA PARA SETOR B!!! — o alto-falante da prisão, anunciava o final da jornada de passeio no pátio daquele dia.— Prisioneira T77, Dra.Flor a aguarda. — Antes que a moça entrasse na cela, uma guarda a alertou.— A hora mais feliz do meu dia. — Uma moça de lindos cabelos cacheados e compridos, pele morena, jambo e traços simétricos; respondeu com tom de ironia e sarcasmo.O consultório era dividido por um vidro “fortificado”, não somente em termos comuns. De um lado um belo escritório clássico, com mesa, estantes e muitos livros. Nele uma mulher muito elegante, sentada em uma cadeira com um notebook em mãos, esperava sua paciente das 17h.Do outro lado, a prisioneira chegou e antes de ser convidada se jogou em um pequeno sofá, que era a única coisa que fi
— Bom dia, flor do dia. — Gaia abria as cortinas do quarto do irmão, deixando entrar a luz sobre o rosto do rapaz.— Qual é, milady. Ainda está muito cedo ainda. — Phílos cobria a cabeça com o travesseiro.— Nada disso, vamos levantar, já fiz o café. E ela deve estar chegando a qualquer momento.— Ok, ok!! Agora vai, que vou tomar um banho. — E jogou o travesseiro na irmã.Gaia foi até a cozinha e pegou uma xícara de café, levou para sala onde fechou os olhos e invocou a irmã.— “Onde você está?”— “No aeroporto, acabei de pousar.”— “Porque não abriu um portal e apareceu aqui?”— “Já te falei, tenho medo de ir parar no Everest ou em Marte e morrer sem ar.”Gaia ria muito disso, cad
— “Brida, para ele completar o ritual, precisa de uma Striga, então você fará o seguinte... — O Barão falava com a garota em sua mente.”— Phílos, venha aqui, agora. — Pedro ordenava.— “Phílos, ganhe tempo. — O Barão pediu.”— Não, sem mim nada pode fazer.— Tem razão, amigão. Mas mato ela por pura diversão. — E apertou seu pescoço, fazendo a garota gemer.Phílos quase desmaiou tamanha foi a sensação de agonia que sentiu ao ver sua amada sofrer. Mas tinha que se segurar, concentrou-se em sua raiva.— Vou me render, seu monstro.— “AGORA, MENINAS.”Em um momento de distração Gaia, a Baronesa e Brida lançaram um raio contra Pedro, lançando o jovem para longe de Jéssica. O Barão que est
No caminho para resgatar seus amigos, Brida explicou sobre como seria o ritual que possivelmente Thiry queria fazer para tomar o poder dos jovens amantes. Ela iria precisar de mais uma Striga, a energia de seis seres humanos, sendo três machos e três fêmeas, o casal de amantes, sendo um Strix e um humano. O humano tem que dar seu poder de bom grado a Striga, e está se tornará além de imortal, sem precisar mais sugar mais ninguém, mais poderosa que qualquer um dos Strix.Depois que ela falou, todos ficaram em silêncio o resto da viagem, mergulhados em seus pensamentos mais sombrios.Gaia e Phílos chegaram no mirante, ele pisou no freio com tanta força que o carro derrapou quase chegando ao precipício, de onde estavam já avistaram Amanda. Mal o carro parou e Gaia abriu a porta do carro e saltou, correu até a amiga que faltava pouco para cair.— Mandi, Mandi!!! Acorde!!! El
— Tenho que ir em casa, você leva a Jéssi pra lá.— Mas Brida, o que você descobriu?— Acho que sei porque Thiry voltou. E melhor: Como detê-la. — Ela já falava e andava. — Tenho que ir.Ela correu para casa, no seu quarto tinha uma estante com vários livros comuns para as jovens da sua idade, livros escolares e mais abaixo, vários jogos de videogame. Ela passou a mão em frente aos livros que se revelaram outros muito diferentes. Mais antigos, alguns muito grossos e com capas de couro. Ela puxou um da estante. Era muito grosso, com páginas amareladas, tinha o papel áspero e cheio de figuras, cada página tinha a borda dourada. Folheou bastante procurando algo em específico.— ACHEI!!!— Que foi besta? Que livro é esse? — Um garotinho ruivo entrou pulando em sua cama, devia ter uns sete anos.— Oi
— Brida, aquela é Amanda, minha melhor amiga, ela… — Gaia falava levando a garota para mais perto quando foi interrompida.— Já sei de tudo, querida irmã. — Pois depois da tragédia que os uniu, era assim que se consideravam. — Quando me despertaram, me atualizei de toda a situação. Infelizmente não posso quebrar o encantamento de outra Striga sozinha. — Brida viu a esperança esvair do olhar da irmã. — Hei!! — Ela passou a mão pelo rosto da garota, segurou em seu queixo e olhou bem em seus olhos. — Não disse que não a salvaremos. — As duas se abraçaram. — Vamos sair daqui. Deixei os outros apenas desmaiados. Temos muito o que conversar.— E Amanda?— Vou







