MasukGaia olhava para o quarto de Jéssica tentando entender quem era aquela moça que tinha a mesma energia do irmão. Via uma estante com diversos livros, bichinhos fofos de pelúcia e porta-retratos, inclusive o que chamou mais atenção era a fotografia do lindo casal. Olhou como seu irmão havia crescido e tinha se tornado um rapaz muito belo, forte e estava feliz.
— Venha aqui querida, deixe-me ver um pouco do meu irmão na sua vida.
As duas sentaram lado a lado na cama e Gaia começou a sua visão em um quarto olhando para uma cama de solteiro com desenhos de carros e bolas de futebol, nas paredes posters de cantores gospel. Uma estante com vários CD’s embaixo de um aparelho de som. Mais ao canto uma mesa de estudo com livros e cadernos jogados, várias canetas e materiais escolares. A garota foi até uma janela e olhando para ela ficou imaginando que seria uma benção a garota que conquistasse o coração desse lindo jovem que tinha acabado de conhecer no jantar. Viu quando ele chegou ao quarto pelo reflexo e ficou admirando ele, como era belo e principalmente devotado assim como pediu a Deus. O reflexo era do seu irmão Phílos. Ela viu como ele olhava para ela e como brilhava de forma que só a visão deles podia ver. Mas como pode ser? Em séculos nunca se havia falado de uma conexão como essa, não na sua espécie.
As duas voltaram do devaneio quando a campainha tocou incessantemente. Era seu irmão, sentiu logo sua presença, ficou muito feliz que finalmente ia reencontrá-lo. Ouviu vozes conversando enquanto subiam as escadas.
— Ah, imagina Marcelo, bondade sua! — a mãe de Jéssica agradecia o elogio que o garoto fez a ela. — Filha, hoje você está cheia de visitas.
— Benção!!! — Jéssica se atirou nos braços do namorado sem se importar com a presença da mãe e da nova amiga.
— Hoje vou abrir uma exceção, já que estão acompanhados e deixar vocês ficarem aqui no quarto, mas por favor, mantenha a porta aberta. Regrinhas da casa.
— Mãe!!! — Jéssica ficou corada. — Já sabemos. Depois de inúmeras palestras, pode confiar em nós, né.
— Não custa avisar. Se precisar…
— Tá bom, já sabemos. — E deu um beijo no rosto da mãe para acelerar que ela fosse embora sem ser grosseira.
— Entra amor, Flávia está aqui… — Jéssica parou de repente e ficou imóvel.
E Gaia correu para abraçar seu irmão que a acolheu em seus braços. Não pôde conter as lágrimas, afinal, a última vez que se viram tinham em mente que só iam se encontrar no próximo encontro dos Strix e pelas suas contas ainda faltam alguns anos. E os dois ainda não sabiam porque foram despertados dos seus “papéis humanos” tão cedo.
— Ah meu irmão, quanta saudade. Você ficou bem forte e cresceu bastante.
— E você minha milady, está baixinha como sempre. — Brincando com sua irmã, deu umas suaves batidinhas na sua cabeça.
— Ainda sou cinco minutos mais velha, não me provoque. — E os dois sorriram e se abraçaram.
Depois Phílos ficou com um ar sério:
— Como ela está? — virando para Jéssica.
— Está ótima, não se preocupe. Elas não vieram para cá.
— Deve ter algo muito errado. — Levou sua amada hipnotizada para a cama e a acomodou encostada na cabeceira. — Elas saíram antes de mim, já deveriam estar aqui.
Gaia viu como o irmão com todo carinho arrumava os travesseiros atrás da garota e depois acariciava seu rosto.
— Irmão, como isso foi possível? Quero dizer, essa conexão. — E quanto mais olhava o casal, maior a energia que emanava dos dois.
— Não sei, pensei que quando despertasse tudo acabaria, mas muito pelo contrário. Assim que despertei e ouvi Samanta… — lembrou dos amigos que acabara de perder.
— O que houve, irmão? Quem é Samanta?
— Deixa eu te mostrar. — Olhou nos olhos verdes da garota e deixou que ela visse todo o horror que há poucas horas havia presenciado. Ela devia saber com que mal estavam lidando.
— Meu Deus, temos que detê-los imediatamente.
O celular de Gaia tocou. Era uma chamada de vídeo.
— Phílos, tenho que atender se não ela não me deixará em paz. Será só um instante.
— Oi Ví!!! — Amanda estava com um sorriso bem largo no rosto e muito animada. — Adivinha quem veio me visitar.
— Quem, Mandi?
— Ah!!! Sua chatonilda. Adivinha. Ela é uma amiga de longa data.
— Mandi, não faço a menor ideia, só conheço… — seu coração gelou.
— Olha que linda, já estamos super amigas. — E mostrou a Thiry, que aparecia de rosto colado com a da amiga e um belo sorriso malicioso. — Fala oi pra Ví.
— Oi, Flávia! — e acentuou bem o nome que Gaia usava no seu disfarce de humana, como uma provocação. — Encontrei essa florzinha quando chegava em sua casa. Quando a convenci que nos conhecíamos ela… — e falou puxando o celular das mãos de Amanda, pausadamente e piscando o olho — me convidou para entrar na sua casa.
— Mandi! Mandi! — Gaia ficou desesperada.
— O que milady? — seu irmão viu a palidez no rosto da moça.
A chamada foi desligada e a última coisa que Gaia viu foi a gargalhada cínica de Thiry no visor.
— Vamos pra lá, Phílos, rápido.
— Gaia, se ela quisesse fazer mal a ela agora não faria esse vídeo. Com certeza é uma armadilha. Nós dois contra as seis vamos ser alvo fácil. Temos que despertar Brida.
— Sim, quando será a próxima lua minguante?
— Vou pesquisar. — O rapaz digitou no celular e viu que ia ser na noite seguinte. — Amanhã a lua será minguante, então no nascer do sol de sábado podemos fazer o ritual.
— Temos mais o dia de amanhã inteiro. O que será da minha amiga. — E começou a chorar.
— Calma, sabemos pela frase bem declarada de Thiry que elas vão ficar na casa de Amanda por enquanto. E que o objetivo não é sua amiga, e sim vingança.
— ÚLTIMA CHAMADA PARA SETOR B!!! — o alto-falante da prisão, anunciava o final da jornada de passeio no pátio daquele dia.— Prisioneira T77, Dra.Flor a aguarda. — Antes que a moça entrasse na cela, uma guarda a alertou.— A hora mais feliz do meu dia. — Uma moça de lindos cabelos cacheados e compridos, pele morena, jambo e traços simétricos; respondeu com tom de ironia e sarcasmo.O consultório era dividido por um vidro “fortificado”, não somente em termos comuns. De um lado um belo escritório clássico, com mesa, estantes e muitos livros. Nele uma mulher muito elegante, sentada em uma cadeira com um notebook em mãos, esperava sua paciente das 17h.Do outro lado, a prisioneira chegou e antes de ser convidada se jogou em um pequeno sofá, que era a única coisa que fi
— Bom dia, flor do dia. — Gaia abria as cortinas do quarto do irmão, deixando entrar a luz sobre o rosto do rapaz.— Qual é, milady. Ainda está muito cedo ainda. — Phílos cobria a cabeça com o travesseiro.— Nada disso, vamos levantar, já fiz o café. E ela deve estar chegando a qualquer momento.— Ok, ok!! Agora vai, que vou tomar um banho. — E jogou o travesseiro na irmã.Gaia foi até a cozinha e pegou uma xícara de café, levou para sala onde fechou os olhos e invocou a irmã.— “Onde você está?”— “No aeroporto, acabei de pousar.”— “Porque não abriu um portal e apareceu aqui?”— “Já te falei, tenho medo de ir parar no Everest ou em Marte e morrer sem ar.”Gaia ria muito disso, cad
— “Brida, para ele completar o ritual, precisa de uma Striga, então você fará o seguinte... — O Barão falava com a garota em sua mente.”— Phílos, venha aqui, agora. — Pedro ordenava.— “Phílos, ganhe tempo. — O Barão pediu.”— Não, sem mim nada pode fazer.— Tem razão, amigão. Mas mato ela por pura diversão. — E apertou seu pescoço, fazendo a garota gemer.Phílos quase desmaiou tamanha foi a sensação de agonia que sentiu ao ver sua amada sofrer. Mas tinha que se segurar, concentrou-se em sua raiva.— Vou me render, seu monstro.— “AGORA, MENINAS.”Em um momento de distração Gaia, a Baronesa e Brida lançaram um raio contra Pedro, lançando o jovem para longe de Jéssica. O Barão que est
No caminho para resgatar seus amigos, Brida explicou sobre como seria o ritual que possivelmente Thiry queria fazer para tomar o poder dos jovens amantes. Ela iria precisar de mais uma Striga, a energia de seis seres humanos, sendo três machos e três fêmeas, o casal de amantes, sendo um Strix e um humano. O humano tem que dar seu poder de bom grado a Striga, e está se tornará além de imortal, sem precisar mais sugar mais ninguém, mais poderosa que qualquer um dos Strix.Depois que ela falou, todos ficaram em silêncio o resto da viagem, mergulhados em seus pensamentos mais sombrios.Gaia e Phílos chegaram no mirante, ele pisou no freio com tanta força que o carro derrapou quase chegando ao precipício, de onde estavam já avistaram Amanda. Mal o carro parou e Gaia abriu a porta do carro e saltou, correu até a amiga que faltava pouco para cair.— Mandi, Mandi!!! Acorde!!! El
— Tenho que ir em casa, você leva a Jéssi pra lá.— Mas Brida, o que você descobriu?— Acho que sei porque Thiry voltou. E melhor: Como detê-la. — Ela já falava e andava. — Tenho que ir.Ela correu para casa, no seu quarto tinha uma estante com vários livros comuns para as jovens da sua idade, livros escolares e mais abaixo, vários jogos de videogame. Ela passou a mão em frente aos livros que se revelaram outros muito diferentes. Mais antigos, alguns muito grossos e com capas de couro. Ela puxou um da estante. Era muito grosso, com páginas amareladas, tinha o papel áspero e cheio de figuras, cada página tinha a borda dourada. Folheou bastante procurando algo em específico.— ACHEI!!!— Que foi besta? Que livro é esse? — Um garotinho ruivo entrou pulando em sua cama, devia ter uns sete anos.— Oi
— Brida, aquela é Amanda, minha melhor amiga, ela… — Gaia falava levando a garota para mais perto quando foi interrompida.— Já sei de tudo, querida irmã. — Pois depois da tragédia que os uniu, era assim que se consideravam. — Quando me despertaram, me atualizei de toda a situação. Infelizmente não posso quebrar o encantamento de outra Striga sozinha. — Brida viu a esperança esvair do olhar da irmã. — Hei!! — Ela passou a mão pelo rosto da garota, segurou em seu queixo e olhou bem em seus olhos. — Não disse que não a salvaremos. — As duas se abraçaram. — Vamos sair daqui. Deixei os outros apenas desmaiados. Temos muito o que conversar.— E Amanda?— Vou







