Masuk— Que xi, que nada!! — Lucas estava atrás do amigo na arquibancada olhando para o campo, mas não conseguia ver nenhuma luz azul, nem ouvir nenhum som. Mas… — Quem são aquelas garotas? Está muito escuro.
— Meu Deus, o que estão fazendo com Maia. —Vamos até lá. — Mas quando estava indo, viu mais duas moças chegarem no local. — Aonde aquela moça vai? Espere aqui.
Marcelo viu duas moças chegarem ao campo, de mãos dadas, observou que a que seguia a frente via algo que a de trás não via porque andava com muita dificuldade. Depois de observar um pouco, ficou intrigado com o que aconteceu, a moça que vinha atrás se desprendeu da outra e foi puxada por um dos raios azuis, sendo atraída para o centro do campo. Marcelo correu na direção das meninas, mas só deu tempo de segurar a mão da magrinha que já ia atrás da outra. Achou imprudente ela ir sozinha lá, queria um tempo para agir. Mas a moça gritou, e depois disso a luz azul se apagou, e ele teve certeza de que ela a via também. Conversaram sem saber o que fazer, até as garotas chegarem bem perto e pronunciarem:
— Phílos e Gaia! Enfim nos encontramos.
Naquele momento Marcelo queria encher aquela garota de perguntas, mas uma névoa densa chegou muito repentinamente e deixou tudo às cegas. Alguns minutos depois a névoa se dissipou e ele percebeu que só ele, Lucas e as duas desconhecidas estavam ali.
— Lucas, amigão, acorde!!! — Marcelo dava batidinhas no rosto do amigo.
— Não fui eu!!! — gritou o amigo e já foi levantando.
— Calma, não é a sua mãe. Sou eu, Marcelo.
— Caracas maluco, que pesadelo. Já vi até o chinelo vindo na minha direção.
— Levante daí, temos que achar a Maia!
Marcelo conversava com o amigo sempre olhando para o meio do campo, e mesmo estando escuro dava pra ver que ela, como as garotas, não estavam mais ali.
— Como vim para aqui no campo de futebol?
— Não se lembra de nada?
Observou que as desconhecidas também foram embora sem dar tempo de ele interrogá-las. Então voltaram para o terraço. Chegando lá estavam todos preocupados, queria interrogar, enchendo os dois de perguntas, e porque não responderam o celular. Só então Marcelo e Lucas viram que seus aparelhos estavam desligados completamente sem baterias.
— Jéssica está querendo saber onde você estava — falou LM com um olhar que “se deu mal”.
— Nem brinca, ela deve estar uma onça, alguém me empresta o celular!
Pedro tirou o celular do bolso e deu ao amigo.
Pedro diz: “Jéssica, é o Marcelo, meu celular está sem bateria, me desculpe oncinha, amanhã te recompenso de beijos antes do jogo, prometo. (emoticons de corações).”
— Aqui está amigo, muito obrigada.
— Mas enfim, o que houve com vocês?
— Nós fomos atrás da Maia e…
— Maia foi embora já tem uns 20 minutos! — Disse Pedro. — Ela nos mandou uma mensagem que não se sentia bem e que sua mãe estava vindo buscá-la.
— Posso ver a mensagem? — Marcelo pegou o celular de Pedro novamente e leu.
Maia diz: “Não sinto que estou bem, assim não poderei continuar em suas companhias, minha mãe virá ao meu encontro.”
Marcelo achou muito estranho a forma como a amiga escreveu, mas o que naquela noite não estava sendo estranho afinal. O pessoal ficou mais uma hora por lá, os rapazes ficaram de ir dormir na casa de Marcelo, já que seus pais estavam viajando e a casa seria só deles até o domingo. LM foi levar Helena na casa dela, depois iria pra lá.
Chegando à casa de Marcelo, Lucas que já era de casa correu para o banheiro sem fazer cerimônia, Pedro pediu um copo de água e Marcelo disse ao amigo que ficasse à vontade.
— Percebi que não está legal amigo, é a dona onça? — puxou conversa enquanto abria a geladeira.
— Não Pedro, na verdade estou preocupado com outra coisa, algo muito mais sério.
— Sabe que sempre contar conosco, qual o lance?
Marcelo percebeu que precisava compartilhar aquilo que vivenciou com os amigos e pediu a Pedro que tivesse um pouco de paciência e esperasse LM para contar tudo de uma só vez. Quando o amigo chegou, ele começou a falar desde que desceu com o Lucas atrás da luz azul até a hora de voltar e a bateria dos celulares estarem sem carga. Todos ouviram sem interromper, a não ser por um movimento ou outro de se ajeitar no sofá, ou ficar pasmo com algo em específico. E no final todos ficaram alguns segundos calados, quando LM quebrou o silêncio interrogando:
— As garotas eram gatas?
E todos menos Marcelo é claro, caíram na gargalhada, com Lucas levantando os braços junto com os ombros ao mesmo tempo.
— Te falei cara, isso é absurdo!
— Não esperava isso de vocês!!! — se zangou Marcelo, levantou e foi para a cozinha.
— Qual é amigão, volta aqui. Não é que não acreditamos, é que deve ter sido diferente. Aqui entre nós, está tomando seus remédios? — Lucas foi atrás.
Um assunto que Marcelo realmente tinha aversão de conversar. Desde que se lembra seus pais o fazia tomar uma medicação que demorou muito a se adaptar, com o passar dos anos eles disseram que era para déficit de atenção, mas o garoto pesquisou e não tinha nada na composição do remédio que dizia que era pra isso que ele era indicado, o que surgiu uma discussão de horas entre ele e os pais. Claro que os pais ganharam e ele teve que continuar tomando, mas com a viagem dos pais recentemente, realmente ele não havia tomado desde então.
— Lucas, eu podia esperar isso deles, mas de você não, cara. — E olhou para o amigo de maneira que o fez se sentir o último das pessoas na terra.
— Tem razão, mas não consigo lembrar de nada, só lembro de estar indo atrás de você e depois acordar no campo de futebol … peraí, está sentindo isso?
— Sentindo o que? — os dois estavam na cozinha e Lucas parecia fungar por todos os lados procurando um cheiro em específico.
— Quando lembro do campo de futebol me vem um perfume bem forte, mas não é você ou algo aqui.
— Sim, eu também senti, vem das garotas que te falei!
O telefone de Marcelo que estava carregando tocou neste momento e ele correu para atender, pensou de imediato em Jéssica, mas quando olhou para tela eram seus pais, mais especificamente sua mãe.
— Boa noite, pimpão da mamãe! — a voz deu pra ouvir na sala toda pois era uma vídeo chamada.
— AH!!!! — todos começaram a gritar — ... “pipão da mamãe” kkkkkkkk.
— Mãe, esqueceu que a galera está aqui, poxa.
— Oi, galera!!!
— Oi, Sra. Sonia!!! — todos responderam em um coro animado.
— Tá gatona, hein! Quando vai chutar o Sr. Gomes e ficar comigo? — Lucas brincava, se mostrando atrás do Marcelo para aparecer no vídeo.
— Eu ouvi isso. — Uma voz masculina falava ao fundo do vídeo sem se mostrar, era o Sr. Marcos Gomes, pai de Marcelo. — Pode tirar o cavalinho da chuva.
— Obrigada Lucas, mas já tenho homens demais no meu coração, não cabe mais nenhum pimpão. — E deu uma piscadinha em meio de um belo sorriso. — Marcelo meu amor, quero te dar boa noite e pedir que não esqueça seu remédio.
— Ok, ok, mãe. Está tudo bem por aí?
— Sim, eu e seu pai chegamos bem, e amanhã vamos visitar uma linda vinícola, te mandamos as fotos de lá.
— Boa noite, mãe!
— Boa noite, meu anjo. Dorme com Deus, te amamos! — e a voz masculina do fundo disse o mesmo. — Ah, não esqueça o remédio.
O pessoal não perdeu a oportunidade de gritar “boa noite, mamãe” todos juntos. E o vídeo foi encerrado com todos abanando as mãos.
A noite foi passando e não tocaram mais no assunto da história do campo de futebol, Marcelo ficou disperso o tempo todo, principalmente preocupado com Maia. Não achou que aquela mensagem fosse algo que pudesse ser algo que ela enviaria, deveria ter sido forçada ou algo do tipo, mas se ele comentasse com os garotos, iam achar mais uma maluquice dele. Assim que o celular carregou visualizou, algumas mensagens de Jéssica e a que dizia:
“Benção, que bom que respondeu, estava preocupada, amanhã nos vemos no jogo. Beijos, te amo".
— ÚLTIMA CHAMADA PARA SETOR B!!! — o alto-falante da prisão, anunciava o final da jornada de passeio no pátio daquele dia.— Prisioneira T77, Dra.Flor a aguarda. — Antes que a moça entrasse na cela, uma guarda a alertou.— A hora mais feliz do meu dia. — Uma moça de lindos cabelos cacheados e compridos, pele morena, jambo e traços simétricos; respondeu com tom de ironia e sarcasmo.O consultório era dividido por um vidro “fortificado”, não somente em termos comuns. De um lado um belo escritório clássico, com mesa, estantes e muitos livros. Nele uma mulher muito elegante, sentada em uma cadeira com um notebook em mãos, esperava sua paciente das 17h.Do outro lado, a prisioneira chegou e antes de ser convidada se jogou em um pequeno sofá, que era a única coisa que fi
— Bom dia, flor do dia. — Gaia abria as cortinas do quarto do irmão, deixando entrar a luz sobre o rosto do rapaz.— Qual é, milady. Ainda está muito cedo ainda. — Phílos cobria a cabeça com o travesseiro.— Nada disso, vamos levantar, já fiz o café. E ela deve estar chegando a qualquer momento.— Ok, ok!! Agora vai, que vou tomar um banho. — E jogou o travesseiro na irmã.Gaia foi até a cozinha e pegou uma xícara de café, levou para sala onde fechou os olhos e invocou a irmã.— “Onde você está?”— “No aeroporto, acabei de pousar.”— “Porque não abriu um portal e apareceu aqui?”— “Já te falei, tenho medo de ir parar no Everest ou em Marte e morrer sem ar.”Gaia ria muito disso, cad
— “Brida, para ele completar o ritual, precisa de uma Striga, então você fará o seguinte... — O Barão falava com a garota em sua mente.”— Phílos, venha aqui, agora. — Pedro ordenava.— “Phílos, ganhe tempo. — O Barão pediu.”— Não, sem mim nada pode fazer.— Tem razão, amigão. Mas mato ela por pura diversão. — E apertou seu pescoço, fazendo a garota gemer.Phílos quase desmaiou tamanha foi a sensação de agonia que sentiu ao ver sua amada sofrer. Mas tinha que se segurar, concentrou-se em sua raiva.— Vou me render, seu monstro.— “AGORA, MENINAS.”Em um momento de distração Gaia, a Baronesa e Brida lançaram um raio contra Pedro, lançando o jovem para longe de Jéssica. O Barão que est
No caminho para resgatar seus amigos, Brida explicou sobre como seria o ritual que possivelmente Thiry queria fazer para tomar o poder dos jovens amantes. Ela iria precisar de mais uma Striga, a energia de seis seres humanos, sendo três machos e três fêmeas, o casal de amantes, sendo um Strix e um humano. O humano tem que dar seu poder de bom grado a Striga, e está se tornará além de imortal, sem precisar mais sugar mais ninguém, mais poderosa que qualquer um dos Strix.Depois que ela falou, todos ficaram em silêncio o resto da viagem, mergulhados em seus pensamentos mais sombrios.Gaia e Phílos chegaram no mirante, ele pisou no freio com tanta força que o carro derrapou quase chegando ao precipício, de onde estavam já avistaram Amanda. Mal o carro parou e Gaia abriu a porta do carro e saltou, correu até a amiga que faltava pouco para cair.— Mandi, Mandi!!! Acorde!!! El
— Tenho que ir em casa, você leva a Jéssi pra lá.— Mas Brida, o que você descobriu?— Acho que sei porque Thiry voltou. E melhor: Como detê-la. — Ela já falava e andava. — Tenho que ir.Ela correu para casa, no seu quarto tinha uma estante com vários livros comuns para as jovens da sua idade, livros escolares e mais abaixo, vários jogos de videogame. Ela passou a mão em frente aos livros que se revelaram outros muito diferentes. Mais antigos, alguns muito grossos e com capas de couro. Ela puxou um da estante. Era muito grosso, com páginas amareladas, tinha o papel áspero e cheio de figuras, cada página tinha a borda dourada. Folheou bastante procurando algo em específico.— ACHEI!!!— Que foi besta? Que livro é esse? — Um garotinho ruivo entrou pulando em sua cama, devia ter uns sete anos.— Oi
— Brida, aquela é Amanda, minha melhor amiga, ela… — Gaia falava levando a garota para mais perto quando foi interrompida.— Já sei de tudo, querida irmã. — Pois depois da tragédia que os uniu, era assim que se consideravam. — Quando me despertaram, me atualizei de toda a situação. Infelizmente não posso quebrar o encantamento de outra Striga sozinha. — Brida viu a esperança esvair do olhar da irmã. — Hei!! — Ela passou a mão pelo rosto da garota, segurou em seu queixo e olhou bem em seus olhos. — Não disse que não a salvaremos. — As duas se abraçaram. — Vamos sair daqui. Deixei os outros apenas desmaiados. Temos muito o que conversar.— E Amanda?— Vou






