MasukJéssica acordou deitada no chão da relva na mata onde havia sido a festa e olhou ao seu redor onde muitos, ainda adormecidos, estavam sendo acordados por outros jovens. Muito confusa ela olhou para LM e perguntou o que estava acontecendo.
— Não sei. Acordei a pouco, encontrei você primeiro, vamos procurar os outros.
Eles começaram olhar entre os que estavam deitados e encontraram mais adiante Lucas e Bruna acordando Maia que estava ainda sentada tentando entender tudo aquilo.
Os jovens do local conversavam entre si tentando encontrar uma resposta para tudo aquilo. Muitos tentavam acessar o sinal de celular em vão, outros corriam para seus carros e iam embora.
— Onde está Samanta? — perguntou Jéssica aos seus amigos.
— Vamos nos dividir e procurar. — disse Lucas.
Procuraram por muito tempo, até que o local foi ficando cada vez mais e mais vazio. Se encontraram e nada de achar a amiga.
— O que faremos? — falou Maia com um tom muito preocupada.
— Vamos procurar a polícia? — sugeriu LM.
— Ainda não. Vamos até o posto de gasolina, lá tem sinal de celular, ela pode ter nos deixado algum recado. — Bruna disse já se dirigindo para o carro.
Todos a acompanharam e partiram para o posto. Chegando lá, as mensagens que estavam suspensas começaram a chegar nos celulares. Uma delas era de Marcelo para Jéssica dando boa noite, outras eram de pais preocupados, mas nenhuma delas de Samanta.
— E aí, vamos até a casa dela? — comentou Bruna.
— Sabem como é o pai dela, se o incomodarmos essa hora e ela aparecer numa boa, ele vai matá-la, literalmente. — Jéssica falou entonando a voz com terror e olhos esbugalhados.
— Não podemos simplesmente ficar parados, temos que fazer algo. — Bruna falou levantando as mãos a cabeça, demonstrando preocupação e procurando uma solução.
— Já sei, porque não pensei nisso antes. — LM deu um pulo de onde estava sentado e com um sorriso pegou o celular e começou a digitar. — Tenho o contato do irmão dela, o Maurício, precisei falar com ele sobre cortar a grama lá de casa.
— Show! — Bruna aplaudiu. — Nos avise quando ele responder.
Todos muito aflitos, esperaram alguns minutos que pareciam horas, e nada do garoto responder. Foi quando LM resolveu ligar em vez de só m****r mensagem. Chamou uma, duas e na terceira vez uma voz rouca e sonolenta atendeu.
— Quê? Quem fala? — Maurício atendeu entre estar acordado e ainda em transe do sono.
— Aí cara, desculpa te ligar essa hora, mas quero te perguntar uma coisa sobre sua irmã.
— Qual?
— A Samanta. — Lembrou que ele tinha três irmãs.
— Quem tá falando? — Maurício parecia um pouco irritado.
— Sou o Lucas, amigo dela, é que ela saiu com a gente… — foi interrompido pelo garoto.
— Por que não liga pra ela, cara?
— Ela não está atendendo e estamos preocupados, dá pra olhar se ela está em casa? Por favor, amigão.
O telefone ficou em silêncio por um tempo, mas o locutor ainda estava com ele ligado. LM colocou na viva voz, e esperou juntamente com a turma que olhava para o aparelho quase imóveis e em total silêncio, na expectativa de obter respostas sobre onde estava a amiga.
— Ela tá tomando banho. Beleza, tchau! — Maurício desligou.
— Hurruu!!! — foi um grito meio que geral.
— Mas peraí, como ele sabe se era ela? Não ouvi ele perguntar nada. — Indagou Maia.
A turma parou de comemorar por um instante.
— Ele deve ter visto ela entrar no banheiro ou ter visto as roupas dela. — falou Jéssica tentando achar uma resposta. — Não falaria com tanta convicção se não tivesse certeza.
— Isso aí, vamos relaxar. Daqui a pouco vamos nos reunir na escola e dar uma bronca naquela garota por nos deixar tão preocupados. — Bruna disse acalmando Jéssica.
Eles decidiram ir pra casa e combinaram de se encontrar no ginásio pela manhã.
Marcelo e Jéssica se encontraram mais cedo, passaram na barraca do açaí e procuraram um banco embaixo das árvores para conversar e desfrutar sua refeição. Jéssica não via a hora de contar para Marcelo o que aconteceu com Samanta, mas esperou até que os dois estivessem acomodados.
— Então foi isso que aconteceu — concluiu a garota depois de relatar a aventura que vivenciou. — O que você acha de tudo isso, benção? — era assim que ela se referia ao seu amado.
— Uau! Muita coisa para assimilar. — Marcelo fez um olhar de espanto e abaixava a sobrancelha indignado por não estar presente quando seu amor precisou dele. — Mas você passou por tudo isso e só está me contando agora!
— O pessoal estava lá comigo, benção. Tenha calma. Não teria porque te acordar e preocupá-lo, sendo que nada podia fazer a respeito. Eu estou bem e daqui a pouco vamos pessoalmente interrogar Samanta sobre o que houve.
— Ela não disse nada ainda no grupo. Será que está tudo bem mesmo? — o garoto ainda muito espantado com tudo que tinha ouvido, perguntava meio que a si mesmo.
— É verdade. Todos, menos a Samanta e Maia confirmaram irem para o ginásio nos encontrar. — Falou Jéssica verificando mais uma vez o celular. — E Maia disse que tinha reunião do comitê antes dos jogos de hoje.
Os dois terminaram suas refeições ainda comentando tudo o que havia acontecido e logo após foram em direção ao ginásio. No caminho até lá encontraram Pedro e Lucas, os cumprimentaram e continuaram juntos. Na entrada, observaram uma pequena agitação na porta de um dos vestiários. Um garoto tentava entrar e era impedido por dois rapazes grandes e fortes, dizia ele:
— Fala que é o Lino, sou seu amigo…
— Ninguém pode entrar! — e os dois faziam uma barreira à porta, onde o garoto ruivo e franzino não tinha a menor chance.
Marcelo recordou que o garoto era o mesmo que falava ao telefone na fila para o banheiro no dia anterior. Achou tudo uma grande coincidência e seguiu seu caminho.
LM já estava sentado aguardando o pessoal chegar, eles se acomodaram e começaram a conversar sobre a noite anterior. Lucas já tinha atualizado tudo para Pedro.
— Mas como todos estavam dormindo? — Indagou Pedro.
— Não sabemos, uma hora estávamos conversando e… — Jéssica foi interrompida por Lucas.
— Não, a gente foi dançar. Não se lembra?
— Tenho uma lembrança de dançar, mas não me lembro de ter ido. Que estranho. — Falou LM, tentando se lembrar.
— Oi pessoal, alguma notícia da Samanta? — Bruna chegou, deu um beijo na amiga e um aceno com a mão para os meninos.
— Qual é, também quero beijo. — brincou Lucas.
— Não começa sua besta, beijo é exclusivo para as tops girls. — E soltou uma gargalhada depois mostrou a língua para o amigo.
— Bruna, se lembra do que houve antes de nós dormimos daquele jeito ontem? — perguntou Jéssica.
— Não, já tentei de todas as formas. Eu me lembro que estava andando com Samanta, as gatas sexys começaram a dançar e todos nós fomos acompanhar. Aí acordei com a besta aí me chacoalhando.
— Que gatas sexys? — perguntou Marcelo que logo levou uma cotovelada da namorada ciumenta na barriga.
— As mesmas da festa de segunda no terraço, e dessa vez vieram de arrasar! — Bruna falava fazendo gesto como se estivesse com um leque abanando o Lucas. — Como se fosse possível.
— Taí, é mesmo! Apesar de elas chamarem toda atenção da festa, não estava lembrando que estavam lá. — Jéssica falou tentando lembrar das garotas na festa.
No ambiente do ginásio tocava uma música enquanto os jogos não começavam e a turma parou de conversar quando o locutor anunciou a entrada dos times que iriam jogar.
— E o time que lidera o vôlei masculino este ano, da escola de Segundo Grau Célia Dias, os Teen Blood ... — e todos aplaudiram, menos a turma que ficou completamente em choque.
Não era pelos meninos altos e fortes, sem expressão que mais pareciam marchar do que correr para a quadra, nem a estranha forma que os reservas entraram em um ritmo muito ensaiado e sentaram um após outro no banco de reserva, nem ao menos o técnico que em um terno de corte irrepreensível e óculos escuros se posicionava em pé diante do time ao lado da linha limite onde podia atuar. Mas sim pela nova integrante da banca de equipe técnica que sentava atrás dos reservas, Samanta.
Ela estava quase irreconhecível. Samanta tinha em torno de 1,60 de altura, era magra e tinha a pele clara mais morena do sol, cabelos pretos e lisos cortados Chanel. Sempre vestia jeans, camisetas e tênis, era básica. A Samanta que se via na quadra estava com um vestido de cotton roxo, que marcava seu corpo esbelto, botas cano alto pretas e usava uma maquiagem até pesada para o horário, tinha também os óculos de sol. Ao seu lado um rapaz franzino, não muito alto, camiseta, calça jeans e as jaquetas pesadas do time, também estava de óculos escuros.
A turma toda se levantou ao ver a amiga, e Jéssica foi a primeira que disse que iria lá falar com ela, Bruna quis ir junto.
— Vocês ficam aí, logo voltamos com notícias!
Chegaram lá tinha uma proteção de madeira impedindo que entrassem diretamente na quadra. Encostadas lá, logo atrás da amiga, chamaram por ela. No começo acharam que ela não ouvia por causa da música que tocava enquanto os times aqueciam. Gritaram ainda mais a plenos pulmões, e nada da amiga olhar para trás.
— Vamos dar a volta e pedir para nos deixar passar — Bruna deu a ideia.
Quando chegaram na abertura feita para a entrada dos times na quadra, tinha os voluntários da organização do evento que explicaram para as meninas que só quem era da equipe dos times que tinha passe. Disseram da urgência de falar com a amiga, mas eles insistiram que se deixassem entrar uma pessoa logo todos iam querer entrar, sugeriu que enviasse uma mensagem ou continuassem tentando chamar sua atenção pela arquibancada.
Enquanto discutiam com os organizadores, o garoto que viu tentando entrar no vestiário, aproveitou a distração e ultrapassou o limite de proteção e correu até o banco onde estava o rapaz franzino. Lino, desesperado, puxou o braço do amigo e o levantou de supetão fazendo com que seus óculos escuros caíssem no chão. Lino soltou seu braço com um olhar de espanto e quase sem voz perguntou:
— O que está havendo, Cristiam?
Cristiam abaixou calmamente e pegou os óculos, o time que estava jogando veio em direção aos dois e como uma barreira de proteção afastou o invasor do novo integrante da equipe, sem emitir nenhuma palavra. Lino foi retirado pelos jovens organizadores do evento e direcionado para fora do ginásio, onde começou a vomitar na grama e sentiu-se tonto. Outros voluntários que foram chamados ao local antes que se formasse um tumulto, levaram o rapaz para sentar em um banco próximo e pelo aparelho de comunicação Walk talk chamou uma equipe da enfermaria mais próxima. Alguns curiosos pararam para ver o que acontecia, e Lino um pouco melhor do enjoo e tontura começou a ficar desajeitado com a situação.
— Posso andar até lá. Não preciso de maca nem nada disso!
— Tem certeza, amigo?
— Sim, por favor. Quero sair daqui.
Enquanto isso, as meninas Jéssica e Bruna acompanharam tudo o que havia ocorrido, e decidiram voltar para a arquibancada, mas quando estavam passando pelo local onde estava Samanta, os rapazes do time voltaram para aquecer e o técnico com um gesto de cabeça fez com que dois garotos do banco de reservas acompanhassem Samanta e Cristiam para voltar ao vestiário. Isso foi no exato momento que as meninas cruzaram os olhares com a amiga, e esta não expressou nenhuma reação.
— Vamos Jéssica, depois falamos com ela. — Bruna puxava a amiga pela mão depois de sentir a frieza da tão transformada Samanta.
— ÚLTIMA CHAMADA PARA SETOR B!!! — o alto-falante da prisão, anunciava o final da jornada de passeio no pátio daquele dia.— Prisioneira T77, Dra.Flor a aguarda. — Antes que a moça entrasse na cela, uma guarda a alertou.— A hora mais feliz do meu dia. — Uma moça de lindos cabelos cacheados e compridos, pele morena, jambo e traços simétricos; respondeu com tom de ironia e sarcasmo.O consultório era dividido por um vidro “fortificado”, não somente em termos comuns. De um lado um belo escritório clássico, com mesa, estantes e muitos livros. Nele uma mulher muito elegante, sentada em uma cadeira com um notebook em mãos, esperava sua paciente das 17h.Do outro lado, a prisioneira chegou e antes de ser convidada se jogou em um pequeno sofá, que era a única coisa que fi
— Bom dia, flor do dia. — Gaia abria as cortinas do quarto do irmão, deixando entrar a luz sobre o rosto do rapaz.— Qual é, milady. Ainda está muito cedo ainda. — Phílos cobria a cabeça com o travesseiro.— Nada disso, vamos levantar, já fiz o café. E ela deve estar chegando a qualquer momento.— Ok, ok!! Agora vai, que vou tomar um banho. — E jogou o travesseiro na irmã.Gaia foi até a cozinha e pegou uma xícara de café, levou para sala onde fechou os olhos e invocou a irmã.— “Onde você está?”— “No aeroporto, acabei de pousar.”— “Porque não abriu um portal e apareceu aqui?”— “Já te falei, tenho medo de ir parar no Everest ou em Marte e morrer sem ar.”Gaia ria muito disso, cad
— “Brida, para ele completar o ritual, precisa de uma Striga, então você fará o seguinte... — O Barão falava com a garota em sua mente.”— Phílos, venha aqui, agora. — Pedro ordenava.— “Phílos, ganhe tempo. — O Barão pediu.”— Não, sem mim nada pode fazer.— Tem razão, amigão. Mas mato ela por pura diversão. — E apertou seu pescoço, fazendo a garota gemer.Phílos quase desmaiou tamanha foi a sensação de agonia que sentiu ao ver sua amada sofrer. Mas tinha que se segurar, concentrou-se em sua raiva.— Vou me render, seu monstro.— “AGORA, MENINAS.”Em um momento de distração Gaia, a Baronesa e Brida lançaram um raio contra Pedro, lançando o jovem para longe de Jéssica. O Barão que est
No caminho para resgatar seus amigos, Brida explicou sobre como seria o ritual que possivelmente Thiry queria fazer para tomar o poder dos jovens amantes. Ela iria precisar de mais uma Striga, a energia de seis seres humanos, sendo três machos e três fêmeas, o casal de amantes, sendo um Strix e um humano. O humano tem que dar seu poder de bom grado a Striga, e está se tornará além de imortal, sem precisar mais sugar mais ninguém, mais poderosa que qualquer um dos Strix.Depois que ela falou, todos ficaram em silêncio o resto da viagem, mergulhados em seus pensamentos mais sombrios.Gaia e Phílos chegaram no mirante, ele pisou no freio com tanta força que o carro derrapou quase chegando ao precipício, de onde estavam já avistaram Amanda. Mal o carro parou e Gaia abriu a porta do carro e saltou, correu até a amiga que faltava pouco para cair.— Mandi, Mandi!!! Acorde!!! El
— Tenho que ir em casa, você leva a Jéssi pra lá.— Mas Brida, o que você descobriu?— Acho que sei porque Thiry voltou. E melhor: Como detê-la. — Ela já falava e andava. — Tenho que ir.Ela correu para casa, no seu quarto tinha uma estante com vários livros comuns para as jovens da sua idade, livros escolares e mais abaixo, vários jogos de videogame. Ela passou a mão em frente aos livros que se revelaram outros muito diferentes. Mais antigos, alguns muito grossos e com capas de couro. Ela puxou um da estante. Era muito grosso, com páginas amareladas, tinha o papel áspero e cheio de figuras, cada página tinha a borda dourada. Folheou bastante procurando algo em específico.— ACHEI!!!— Que foi besta? Que livro é esse? — Um garotinho ruivo entrou pulando em sua cama, devia ter uns sete anos.— Oi
— Brida, aquela é Amanda, minha melhor amiga, ela… — Gaia falava levando a garota para mais perto quando foi interrompida.— Já sei de tudo, querida irmã. — Pois depois da tragédia que os uniu, era assim que se consideravam. — Quando me despertaram, me atualizei de toda a situação. Infelizmente não posso quebrar o encantamento de outra Striga sozinha. — Brida viu a esperança esvair do olhar da irmã. — Hei!! — Ela passou a mão pelo rosto da garota, segurou em seu queixo e olhou bem em seus olhos. — Não disse que não a salvaremos. — As duas se abraçaram. — Vamos sair daqui. Deixei os outros apenas desmaiados. Temos muito o que conversar.— E Amanda?— Vou