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CAPÍTULO 88 - FIM DO PESADELO

مؤلف: arianecfliborio
last update تاريخ النشر: 2026-01-30 00:10:05

POV Arthur

Cheguei ao hospital com o coração batendo alto demais para o corredor silencioso, não precisei perguntar nada. O simples fato de ver um dos meus homens postado à porta do quarto me deu a certeza que eu precisava — Helena estava ali, viva e protegida, pelo menos por enquanto.

Empurrei a porta devagar, como se o menor ruído pudesse desfazer aquela realidade frágil.

Ela estava deitada, pálida, exausta, mas consciente. Os olhos se voltaram para mim no instante em que entrei, e tudo o que
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  • SOB CONTRATO COM O CORAÇÃO - A BABÁ DO CEO   CAPÍTULO 180 -O RECOMEÇO QUE ESCOLHEMOS

    POV HELENA.Os dias que vieram depois foram estranhamente silenciosos, mas não um silêncio ruim. Não aquele que sufoca, que aperta o peito e faz a gente lembrar de tudo o que perdeu, era um silêncio diferente. Como se a vida estivesse respirando junto com a gente, pela primeira vez sem urgência.Arthur permaneceu no hospital por mais alguns dias, a recuperação foi lenta, cuidadosa, quase meticulosa. Cada movimento era observado, cada reação analisada — e, ainda assim, cada pequeno avanço parecia uma vitória gigantesca.Eu não saía do lado dele, nem por um minuto, não por obrigação mas porque, depois de tudo, eu precisava vê-lo ali. Precisava tocar, sentir, ter certeza de que ele ainda era real, que nós ainda éramos reais. Sofia foi quem trouxe leveza antes de qualquer outra coisa.— Mamãe, o papai já pode voltar pra casa?Todos os dias, sem falhar. Sentada ao lado da cama, com os olhos brilhando e uma esperança que não conhecia limites. Arthur sorria, ainda fraco, mas sorria.— Logo,

  • SOB CONTRATO COM O CORAÇÃO - A BABÁ DO CEO   CAPÍTULO 179 - O PESO DO FIM E A LEVEZA DO RECOMEÇO

    POV HELENA.A notícia não chegou como um choque, chegou como um silêncio pesado, profundo e inevitável.Eu estava sentada ao lado da cama de Arthur quando ouvi a porta se abrir devagar, não levantei os olhos de imediato. Meu mundo, naquele momento, cabia ali — no som do monitor, na respiração ainda frágil dele, na mão que eu não soltava por nada, mas algo no ar mudou e eu senti.— Helena…A voz de Isabella veio baixa, diferente. Eu levantei o olhar e, antes mesmo que ela dissesse qualquer coisa, eu soube.Meu peito apertou, mas não como antes, não com medo ou com desespero, era outra coisa. Uma sensação estranha, difícil de explicar.— Ele… não resistiu — ela completou.As palavras ficaram suspensas entre nós e, por alguns segundos eu não reagi. Fiquei ali, parada, olhando para ela, como se meu corpo estivesse tentando entender algo que a minha mente já havia aceitado.Jorge estava morto, meu pai. Aquele homem que, por tanto tempo, foi mais sombra do que presença. Mais dor do que prot

  • SOB CONTRATO COM O CORAÇÃO - A BABÁ DO CEO   CAPÍTULO 178 - FIM E RECOMEÇOS

    A madrugada parecia suspensa no tempo.No hospital, os corredores ainda carregavam o peso do que havia acontecido. O cheiro de antisséptico, os passos apressados, os sussurros contidos — tudo denunciava que aquela não tinha sido uma noite comum e, de fato, não foi.Em uma ala isolada, longe da sala onde Arthur se recuperava, outro desfecho se desenhava definitivo e irreversível.Jorge não resistiu.O tiro que atravessou seu peito não deu margem para segundas chances, nem tempo para arrependimentos tardios. Os médicos tentaram, a equipe agiu rápido mas havia limites que nem a ciência conseguia ultrapassar e ele havia cruzado todos.O corpo agora repousava coberto por um lençol branco, silencioso, distante de toda a fúria que um dia carregou. Sem voz, sem poder e principalmente sem controle.A notícia precisou ser dada e o nome que surgiu primeiro foi inevitável: Clarice.Do outro lado da cidade, o telefone tocou insistentemente frio.Clarice demorou alguns segundos para atender. O cora

  • SOB CONTRATO COM O CORAÇÃO - A BABÁ DO CEO   CAPÍTULO 177 - ENTRE SOMBRAS E LUZ

    SUBCONSCIENTE DE ARTHUR.Escuridão, não era uma escuridão comum, não era apenas ausência de luz, era um vazio denso, silencioso. Profundo demais para ser explicado.Arthur não sentia o corpo, não havia dor, peso, tampouco tempo. Estava apenas flutuando em algum lugar entre o que era real e o que talvez nunca mais fosse mas, aos poucos, algo começou a surgir. Um som distante e abafado, como vozes atravessando água.— Pressão caindo…— Aumenta a dose…— Vamos, mantém estável…As palavras iam e vinham, sem forma, sem sentido completo e então, uma luz. Fraca no início, quase imperceptível, mas ali, Arthur tentou se mover. Não havia corpo, tentou falar, mas não havia voz. Ainda assim, algo dentro dele reagia, como se aquela luz o chamasse e, junto com ela vieram imagens.Fragmentos de memórias: Sofia correndo pelo jardim, o riso leve, os cabelos ao vento.— Papai, olha!A cena mudou, dessa vez, Helena estava na varanda. O olhar doce, mas firme.— Você não precisa carregar tudo sozinho.A v

  • SOB CONTRATO COM O CORAÇÃO - A BABÁ DO CEO   CAPÍTULO 176 - ESPERANÇA

    O tempo, naquela sala de espera, parecia não seguir as mesmas regras do mundo lá fora, os minutos se arrastavam lentos e até cruéis.Helena estava sentada, o corpo inclinado levemente para frente, as mãos entrelaçadas sobre o ventre, como se aquele gesto fosse a única coisa capaz de mantê-la inteira. O olhar perdido em algum ponto do chão não acompanhava o movimento ao redor, mas ela ouvia tudo, do tilintar das xícaras ao ruído constante dos passos no corredor e, principalmente, o silêncio entre um pensamento e outro.Túlio permanecia por perto, atento, discreto. Em alguns momentos, levantava-se para buscar água e chá, qualquer coisa que pudesse oferecer algum tipo de conforto.— Toma… — disse, entregando uma xícara quente nas mãos de Helena.Ela segurou, mas não bebeu. Observava o vapor subir lentamente, dissipando-se no ar, assim como a pouca calma que ela tentava manter.— Obrigada… — murmurou.Helena tinha a voz fraca, cansada. Enquanto o relógio na parede marcava uma hora que já

  • SOB CONTRATO COM O CORAÇÃO - A BABÁ DO CEO   CAPÍTULO 175 - CORRIDA CONTRA O TEMPO

    O carro avançava pelas ruas com pressa, rápido demais para uma noite comum e lento demais para o desespero que tomava conta de Helena.No banco de trás, ela apertava as mãos uma contra a outra, os dedos trêmulos, enquanto o olhar fixo pela janela mal enxergava o caminho. As luzes da cidade passavam borradas, como se o mundo lá fora não tivesse importância alguma, porque, naquele momento, nada importava além dele Arthur.— Vai ficar tudo bem… — disse Túlio, quebrando o silêncio.A voz dele era firme, controlada, mas carregava um cuidado genuíno. Ele dirigia com precisão, atento a cada movimento da rua, desviando, acelerando quando possível, fazendo o que estava ao alcance para chegar mais rápido. Helena não respondeu de imediato, apenas levou a mão ao ventre, como se precisasse lembrar a si mesma que ainda precisava ser forte.— Ele não pode… — a voz falhou — Ele não pode me deixar.— Ele não vai. — afirmou, sem hesitar.A resposta veio como uma ordem, como uma certeza que ele precisav

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