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Capítulo 65 - Você é impossivel

مؤلف: Maryah J Cruz
last update تاريخ النشر: 2025-09-29 22:35:43
Paloma terminava de recolher as roupas do varal, quando o celular vibrou sobre a mesa improvisada do casebre. Pegou-o com as mãos ainda ligeiramente trêmulas. Uma mensagem curta, direta, do jeito dele:

“Vou passar para te levar. Jantar fora. Vista algo bonito.”

Ela leu e releu aquelas palavras, sentindo o coração acelerar.

Era a primeira vez que César a convidava para sair daquela forma, como um casal, em público. O convite carregava um peso que ia além da refeição: era um gesto de exposição, de
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  • Seduzida pelo CEO que prometi Odiar   Epílogo

    Desceram do jipe com duas cestas de vime, o vento quente do litoral bagunçando os cabelos de Paloma. Assim que seus pés tocaram a areia fina e dourada, ela fez menção de correr, sentindo-se leve como há muito não se sentia.Mas César foi mais rápido.— Você está grávida. Nada de correr.Ela girou nos calcanhares, irritada, as sobrancelhas arqueadas.— Pelo amor de Deus, César! Não sou uma inválida.Ele sustentou o olhar dela, mas um sorriso brincou no canto da boca. Desde que ela lhe mostrara o teste positivo de gravidez, seis meses antes, César havia se transformado no retrato da superproteção. Às vezes, o cuidado exagerado era adorável. Outras, sufocante.Carregou sozinho as duas cestas e até a bolsa dela, que mal pesava um quilo. Abriu a cadeira de praia, ajeitou a toalha, verificou a sombra do guarda-sol. Paloma, no entanto, preferia a areia quente sob o corpo, o toque salgado do vento, a sensação de liberdade.Enquanto ele montava a mesinha dobrável com os lanches do piquenique,

  • Seduzida pelo CEO que prometi Odiar   Capítulo 97

    Paloma arregalou os olhos quando César simplesmente tomou a mala de suas mãos, abriu o zíper e despejou todas as roupas sobre a cama.— Ficou louco?— Sim. Estou louco, Paloma. — largou a mala e apoiou as mãos na cintura, o peito arfando, tentando parecer no controle. — E você não vai embora.Ela bufou, incrédula.— Eu não estou entendendo nada, sabia? Por que não aproveita que eu estou te deixando livre?— Livre? — ele deu um passo à frente, a voz baixa, mas carregada de tensão. — Eu não sou livre desde o dia em que você entrou na minha sala, me encarou com esses olhos e ameaçou me processar. A partir dali, Paloma, eu fiquei preso em você.Ela o olhou, confusa, com o coração acelerado.— Você está mais louco do que eu imaginava. Não fala coisa com coisa. — deu um passo para trás, sentindo o ar rarefeito entre eles. — Daqui a pouco vai acabar dizendo que gosta de mim.Os olhos dele brilharam. Um sorriso lento, perigoso, surgiu em seus lábios.— Não percebeu, Paloma?— Percebi o quê?—

  • Seduzida pelo CEO que prometi Odiar   Capítulo 96

    Nos dois dias seguintes, Cesar quase não saiu do hospital. Ficava ali, na mesma poltrona, lendo relatórios que trazia da empresa ou apenas observando-a dormir. Quando precisava ir resolver algo urgente, Bella vinha substituí-lo, e Paloma percebia o cuidado sincero da sogra.Mas ela não falava muito. Não era cansaço, nem o trauma. Era outra coisa; um silêncio que nascia de dentro, feito de percepções que se acomodavam com dolorosa clareza.No segundo dia, o médico apareceu pela manhã, confirmou que ela estava se recuperando bem e que poderia ter alta no dia seguinte. Bella sorriu, aliviada. César apenas assentiu.Quando o médico saiu, Paloma continuou deitada, olhando o teto.— Você vai voltar pra casa amanhã. — disse César, rompendo o silêncio.Não estava muito animada quando voltou para a propriedade dos Monteiro.Bella contou que a família dela fez contato para saber do estado dela assim que tia Cida espalhou para todos a perda do bebê. Preferiram ligar para sua sogra, pois tinham

  • Seduzida pelo CEO que prometi Odiar   Capítulo 95

    — Ela acordou. — disse Bella, com um sorriso discreto. — Vou deixá-los um pouco. Procurar uma máquina de café.César apenas assentiu, agradecendo num gesto. Quando a sogra deixou o quarto, o som da porta se fechando soou alto demais, afundando os dois em um silêncio pesado.Ele ficou de pé por alguns segundos, sem saber por onde começar. O ar do hospital era frio, mas o peito de César parecia queimando.Aproximou-se da cama devagar, os passos lentos, o rosto abatido. Paloma o acompanhou com o olhar, sem emoção, apenas uma observação distante, como se olhasse um estranho que invadira seu quarto por engano.César puxou uma cadeira, arrastando-a pelo chão com um leve rangido, e sentou-se. Passou as mãos pelo rosto, tentando encontrar forças para falar.Paloma o observava em silêncio. Continuava tão bonito, uma beleza rebelde em sua camisa branca de gola em V e calças de alfaiataria.— Você quer água? — perguntou ele, por fim, a voz grave.— Não. — respondeu sem hesitar, sem olhar para el

  • Seduzida pelo CEO que prometi Odiar   Capítulo 94

    A dor veio como uma lâmina atravessando-lhe o corpo.Paloma tentou se mover, mas o mundo girava. As vozes ao redor soavam distantes, fragmentadas, misturadas a passos apressados e gritos que pareciam ecoar dentro de sua cabeça.— Meu Deus, ela caiu! — alguém gritava.— Chamem ajuda! — outra voz, mais distante.Paloma tentou focar o olhar.Acima dela, o teto dourado do salão girava. Os sons se misturavam com o barulho das taças caindo, o farfalhar das roupas, o choro contido de alguém.Então uma sombra se inclinou sobre ela.Leliana.O rosto da mulher estava pálido, os olhos arregalados de susto.— Paloma! — disse, ajoelhando-se ao lado dela. — Meu Deus...A voz de Leliana tremia. Por um instante, Paloma acreditou ver um lampejo sincero de aflição. Tentou responder, mas o ar parecia preso no peito.Leliana segurou sua mão, mas antes que pudesse dizer algo mais, César apareceu.Empurrou Leliana com força para o lado, quase fazendo-a cair.— Saia de perto dela! — a voz dele soou áspera,

  • Seduzida pelo CEO que prometi Odiar   Capítulo 93

    A música agora ecoava forte, o ritmo quente de um forró adaptado fazia os convidados baterem palmas e sorrirem, enquanto pares se aventuravam na pista improvisada. Paloma olhou para César, sentindo a coragem surgir dentro dela.— Vem, quero dançar. — disse, quase em súplica, mas com um brilho nos olhos.Ele a fitou por um instante, sério, como se fosse recusar. O coração dela se apertou. Então, para sua surpresa, César estendeu a mão, puxou-a pela cintura e a levou para o centro.— Vamos dançar, então.Ela riu, aliviada.Os passos dele eram firmes, simples, mas se ajustavam aos dela como se sempre tivessem dançado juntos. O vestido leve de Paloma rodava quando ele a girava, e ela sentiu uma onda de alegria pura. Esqueceu as palavras venenosas, os olhares atravessados, as inseguranças. Ali, só havia o calor da música e os braços dele em sua cintura.— Você dança bem — disse, sorrindo.— Não tanto quanto você. — Ele respondeu sem sorrir, mas o tom tinha algo de cúmplice.Rodaram pela pi

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