LOGIN— Se tem algo a dizer, diga logo. Não tenho tempo para ficar aqui com você. — Laura falou calmamente.— Srta. Laura, não acha que está sendo muito excessiva? — Disse Marina. — Você prometeu que deixaria o Henrique, mas continua aparecendo e chamando a atenção dele. Por causa disso, a nossa vida de casados está sendo seriamente afetada.Hã? Ela já tinha se mudado para a Cidade N e, mesmo assim, ainda conseguia afetar a vida conjugal deles?— Vocês não se dão bem? Já têm até um filho. O que, você está tão preocupada assim que eu vá roubar o Henrique de você? — Laura pressionou os lábios. — Srta. Marina, não está sendo insegura?— Então você fez isso de propósito, não foi? Foi embora de propósito para atrair a atenção do Henrique! — O rosto de Marina ficou frio. — Laura, eu já sabia que você é esse tipo de mulher cheia de artimanhas. Só quer manter o Henrique preso!— Manter Henrique preso? Então por que eu terminaria o noivado? — Laura soltou uma leve risada. — Eu já vim para a Cidade N,
Entre as amigas de Valéria, muitas tinham, em maior ou menor grau, problemas para controlar os próprios maridos. Apenas ela vivia tranquila, sem qualquer preocupação, sendo sempre alvo da inveja das outras.— Você está prestes a se tornar avô, deveria manter a calma. Se não der certo, posso dar cinco milhões para Laura, como uma forma de compensação. — Ela se aproximou e puxou Gelson pelo braço.— Ela já foi embora, então para que dizer esse tipo de bobagem agora? Você deveria ter controlado melhor o seu filho e ter impedido que ele fizesse uma coisa tão absurda!Henrique foi trancado.Marina, usando o título de futura esposa, passou a morar na casa da família Nicácio.— Henrique, por favor, me escute. Se você aceitar se casar comigo, eu te digo imediatamente onde a Laura está. Que tal? — Ela disse com um sorriso bajulador.Henrique soltou uma risada fria.— Você realmente mal pode esperar para se casar comigo, não é? Naquela época, você disse que me ajudaria a explicar tudo. Era tudo
— Custe o que custar? Você não é capaz de pagar esse preço! — Gelson disse com a voz fria. — Como eu pude ter um filho que é pior que um animal? Já que você gosta tanto de trair, por que se deu ao trabalho de noivar com a Laura? Ela salvou a sua vida! Com essa sua natureza desprezível, você ainda quer se casar com ela? Você pode não ter vergonha na cara, mas eu ainda tenho!Ao ouvir isso, Valéria imediatamente saiu em defesa do filho.— O meu filho não é tão deplorável quanto você diz. No fim das contas, foi aquela safada que o seduziu!— Se não consegue controlar a sua genitália, é melhor cortar de uma vez! — Assim que Gelson terminou de falar, Hilda apareceu apressada.— Gelson, ele é seu filho! Não pode fazer isso! Ele é o precioso herdeiro da nossa família! Você está confuso. Aquela Laura tinha segundas intenções. Desde a primeira vez que a vi, já sabia que era uma mulher ardilosa. Se o Henrique se casasse com uma mulher assim, estaria acabado!— E você se atreve a dizer isso?! Foi
Muito rapidamente, Laura se concentrou totalmente em apreciar as pinturas, sem perceber que alguém, atrás dela, tirava fotos às escondidas e as publicava na internet.Enquanto isso, Marina estava pensando em como poderia engravidar o mais rápido possível. Pelo menos precisava fazer a família Nicácio acreditar que Henrique tinha sentimentos por ela e que estava disposto a deixá-la ter um filho dele.De repente, por acaso, ela viu aquela foto. Ela esfregou os olhos e, ao confirmar que a mulher na imagem era realmente Laura, mordeu os lábios.Quem era o homem ao lado de Laura?Os dois pareciam muito próximos, claramente tinham uma boa relação. Talvez Laura já tivesse traído Henrique com outro homem há muito tempo. Mas por que ela estava em uma cadeira de rodas?Tudo isso deixou Marina muito intrigada. Logo, porém, uma ideia surgiu em sua mente.Ela pagou alguém para editar fotos e, depois, enviou para o e-mail de Henrique imagens de Laura ao lado de diversos homens.Quando Henrique viu as
Mas ela não tinha dinheiro, nem beleza, nem família influente. Apenas vagava sozinha pela Cidade N, sem apoio algum. O que ele poderia querer dela? Será que ele estava interessado no fato de ela morar sozinha?— Você pode descansar aqui esta noite, tudo bem? — Victor disse de repente. — Seu pé está um pouco ruim, é melhor não pisar no chão. Ou então, posso carregá-la de volta para casa.Só de imaginar os vizinhos do bairro vendo aquilo, Laura balançou a cabeça com força. Mas passar a noite na casa de um homem não seria absurdo?— Este é o quarto de hóspedes. Pode descansar à vontade. — Victor se levantou, deixando o quarto para ela sozinha.Não exatamente sozinha. Havia um cachorro que continuava lambendo sua mão sem parar. Pipoca pulou direto na cama e se enfiou nos braços dela, extremamente entusiasmado.Em contraste, com Victor ele parecia um pouco frio.Laura soltou um leve suspiro.Victor realmente era uma boa pessoa.Na manhã seguinte, bem cedo, Laura sentiu algo pulando de um la
Laura sentiu uma vontade irresistível de acariciar o cachorro. Ela não resistiu e acariciou o cachorro algumas vezes.Logo Pipoca começou a se esfregar sem parar contra ela, enfiando-se em seus braços, sendo extremamente afetuoso.Laura ficou completamente absorvida em fazer carinho no cachorro, quando percebeu que Victor já havia ido para a cozinha e trazia os pratos que tinha preparado. O aroma era delicioso.Laura sabia cozinhar, mas, depois de conhecer Henrique, na maioria das vezes, ele a levava para comer fora. Só ocasionalmente cozinhavam em casa, e mesmo assim era sempre Laura quem preparava tudo. Era a primeira vez que ela comia algo feito por outra pessoa. Ela parecia um pouco nervosa.— Pode comer, Lala. — A voz masculina suave soou. Com o rosto de Victor acompanhando aquelas palavras, era difícil sentir qualquer tipo de aversão.Ela provou uma colher do arroz com caril feito por ele. E seus olhos se iluminaram um pouco.— Está ruim? — Perguntou Victor.Laura balançou a cabe







