FAZER LOGINParte 1
Jessé entrou no quarto de cabeça baixa, pisando forte e foi logo falando.
_ Desculpe entrar apressado assim, Vitor, mas estou um pouco preocupado.
Vitor ficou nervoso e deu um pulo rápido para ficar na frente dela, assim impedir o irmão de vê-la. Só teve tempo de puxar a calça para cima e nem pegou a camisa, ficando descalço com cara de idiota na frente dela, inchando o peito para tentar escondê-la.
_ Cara, desculpe ir entrando, mas será que você sabe da Juliana? - tirou o chapéu de couro marrom e bateu na perna, levantando o rosto _ Ela não voltou para casa ontem depois da festa e a Briana se preocupou muito, já que ela não tem costume de fazer isso. Ainda mais sem avisar e depois de uma festa como a de ontem à noite em que ela...
Ele parou de falar quando percebeu que havia outra pessoa atrás de Vitor, encolhida no canto da cama. Percebeu que tinha cometido uma indiscrição.
_ Cara, me desculpe, não deveria ter entrado assim sem esperar você abrir a porta - disse sem jeito.
Jessé se virou para sair do quarto logo, quando um vestido jogado no chão chamou sua atenção. Ele franziu a testa. Conhecia aquele vestido. Seu rosto mudou de expressão e virou de novo para Vitor.
Deu um passo adiante e viu alguém atrás dele. Apertou os olhos. Inclinou um pouco a cabeça e então seus olhos aumentaram ao ver que era Juliana encolhida, puxando o lençol sobre o corpo.
Ele olhou de novo para Vitor, apenas de calça e sua mente então registrou a cena íntima que estava diante de seus olhos. Os dois na cama. Não precisou de muito tempo para captar o que era. Sentiu o rosto aquecer.
_ Seu... Filho da p**a...
Jessé então pulou sobre Vitor na cama e com o punho fechado e com toda a raiva do momento o acertou em cheio, não lhe dando tempo de desviar.
Vitor ainda rolou rápido de lado, mas quando sentiu a força do punho, cambaleou e acabou pulando da cama, recuperando o equilíbrio e se preparando para um novo golpe, erguendo os punhos também em defesa.
Juliana ficou horrorizada com a atitude do irmão. Ela já o tinha visto com raiva, mas nunca agredindo outra pessoa e acabou gritando.
_ Jessé! - gritou apertando o lençol _ Pare com isso!
Não adiantou nada pois o irmão foi pra cima de Vitor de novo e de cara fechada com raiva.
_ Pare, por favor!
Vitor deu um passo para trás e ergueu as mãos na frente do corpo, tentando parar o homem nervoso e o grito estridente de Juliana chegou a apertar um botão em sua cabeça que já estava dolorida e isso só aumentou o desconforto. Não queria brigar.
_ Espere um pouco, Jessé! - falou alto.
Ela voltou a gritar para que parasse e ele travou o passo, ainda de cara feia e punhos cerrados.
_ Calma, homem...
_ Que porra você fez? - gritou com raiva.
O senso de proteção da irmã mais nova estava alerta a toda, gritando dentro de sua cabeça que ela precisava dele.
_ Posso falar? - Vitor foi abaixando as mãos.
_ Falar o que? Você pensa que é quem, para fazer o que fez... Com minha irmã - falou alto o final da frase.
Os dois estavam ofegantes devido a reação repentina e as emoções que saltaram do nada, mais ainda Vitor que além da ressaca agora tinha um queixo dolorido também.
_ Se me deixar falar, posso explicar.
Vitor apertou o queixo dolorido e mexeu de um lado para outro. Não estava quebrado, mas com certeza teria um roxo em breve e ficaria dolorido um tempo.
Ele só não sabia como começar a explicar o que Jessé estava vendo ali. Nem mesmo ele sabia como foram parar nessa situação e agora o que menos queria era aumentar a raiva do homem à sua frente.
Só que ele tinha dormido com sua irmã e isso por si só já era motivo de ódio. Teria que ter cuidado com o que ia falar para não piorar a situação ridícula em que estava. Nem pensar ele poderia dizer que foi um engano ou talvez Jessé o enchesse de porrada de novo e teria que se defender. Ou seja, seria praticamente uma luta de MMA.
Jessé ainda soltou um xingamento pesado antes de aceitar que ele se defendesse, sempre de punho cerrado.
_ É melhor que seja uma boa explicação, Vitor, ou você está ferrado comigo. Nós confiamos em você. Ela só tem vinte e um anos, porra!
Vitor sabia bem disso. Engoliu em seco e respirou fundo se sentindo um imbecil.
_ Eu sei disso - abaixou as mãos.
Vitor não ligava para a questão da idade quando saía com outras garotas, mas com Juliana era diferente, por vários motivos e um deles estava ali, parado o olhando feio.
Vinte e um anos para uma garota vivida não queria dizer nada, mas para alguém como ela, super protegida pela família, era outra coisa. Se sentiu mal, apesar de saber que não foi o único culpado, mas deveria admitir isso.
_ Se sabe, por que diabos você...
_ Olha só, eu estou bem aqui - ela disse chateada _ E se puderem, falem comigo, não sobre mim.
Nenhum deles deu importância ao que ela disse e nem mesmo a olharam. Juliana apertou os lábios chateada e cruzou os braços, balançando a cabeça.
Jessé também baixou os punhos ao lado do corpo. Iria dar uma chance de explicação para ele.
_ O que infernos você estava pensando, cara?
_ Que inferno digo eu - ela falou alto _ Não preciso de ninguém defendendo minha virtude - bateu no colchão irritada _ Isso é ridículo, Jessé!
_ Você cale a boca! - ambos disseram ao mesmo tempo, para mais raiva ainda dela.
Vitor sabia que tinha cometido um erro. Já estava trabalhando na fazenda há um bom tempo e tinha feito boas amizades ali. Vinha trabalhando muito e duro.
Eles confiavam mesmo nele. Não deveria ter feito tal coisa, mesmo ela participando e querendo. Foi algo muito feio e uma falta de respeito muito grande.
Eles o respeitavam e tratavam muito bem, sabiam valorizar seu trabalho e já estava com dinheiro suficiente para ter sua própria fazenda e viver bem.
Claro que não seria nada perto do que eles tinham, mas dava para começar a ter um patrimônio e se aquietar, formando seu nome no lugar. Poderia até mesmo começar uma criação de bovinos com o que tinha guardado.
E a esposa dele, Briana, já tinha dito que era como se fosse um membro da família e sempre o convidava para os eventos em casa e até para um lanche ou almoço de vez em quando. Não foi certo o que fez.
Autora Ninha Cardoso.
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Final do livro 1 - Sem QuererJuliana nunca pensou que poderia passar por algo assim. Se sentia ainda perdida.Ao mesmo tempo em que estava feliz por ter Vitor ao seu lado a ajudando, se sentia triste por ter Vitor ao seu lado. Como isso era possível?Estava se sentindo acuada agora da mesma forma como se sentiu tempos atrás ao tentar falar com os irmãos sobre suas ideias e ele nem quiseram ouví-la.Era difícil entender. Não queria sexo com Vitor para não criar um problema maior depois e ao mesmo tempo adorava sentir seu cheiro e seu gosto.O beijo a deixara leve e pe
Parte 3_ É, não seria nada bom mesmo - descansou o queixo na cabeça dela _ Sabe, você ainda não fez o teste.Ela rodou os olhos._ Está bem, vamos fazer agora. Vou pegar o teste e vamos para seu quarto. Assim sabemos juntos.Ela passou pelos irmãos que ainda conversavam sobre o casamento e foi até o quarto. Pegou uma caixinha de teste e saiu pela sala, assim ninguém a via.Foram até o quarto dele. Vitor trancou a porta enquanto ela ia para o banheiro._ Isso demora? - ele perguntou._ Se
Parte 2_ E demora? - ele perguntou._ Não. Depois de amanhã entro em contato com vocês. Vão ler cada termo e se tiverem dúvidas eu explico. Se for necessário retirar ou acrescentar algo, fazemos na hora._ Ok, então vamos aguardar - Vitor levantou e apertou a mão dele _ Obrigado pela ajuda._ Esse é meu trabalho.Eles se despediram e saíram de mãos dadas. Na calçada Vitor comentou:_ Tenho certeza de que ele pensa que sou gay._ O que? - ela riu.
Parte 1Juliana nunca pensou que estaria em um carro indo se casar. E logo cedo, em uma manhã de ventos fortes.Passaram a noite quase toda conversando sobre os termos da convivência deles como um casal. Foram até o início da madrugada, até que chegaram a um acordo final que ficaria bom para ambos.Como o irmão Joel chegaria cedo, eles também resolveram sair cedo. Vitor conhecia um escrivão e falou com ele sobre fazer o casamento.Quando chegaram ao cartório foram os primeiros a serem atendidos, mas não foi bem como pensaram que seria._ Não posso fazer o casamento assim, às pressas - mostrou um
Parte 3_ Não quero um centavo seu - tocou sua perna _ Eu meti você nessa confusão, deveria ter tido mais cuidado... Agora já foi - puxou o ar _ E acho que até que a gente está melhor do que poderiam pensar. Não acha também?De certa forma ele tinha sido uma surpresa bem diferente para ela. A impressão que tinha dele não batia com o comportamento que mostrava agora.Antes só o via como um cabeça dura e que era mais um peão igual aos outros. Mas Vitor tinha um jeito diferente, era simples e direto e isso era bom._ É, acho que sim - sorriu _ Vamos começar?Ele assentiu. Come&
Parte 2Não fizeram nada muito diferente do que ela já havia feito. Limparam bem a pele e os olhos dele com muita água e até um pouco de soro até a remoção do produto nos olhos que ficaram bem vermelhos._ Vai ter uma irritação que vai passar aos poucos. Evite coçar os olhos - o médico de plantão indicou _ A queimação da garganta, olhos e pele vai diminuindo. Beba muito líquido e lave os olhos sempre que a ardência voltar._ Eu vou ficar cego? - ele perguntou._ Não - o médico sorriu _ Esse desconforto vai passar. A cegueira é momentânea e a tosse logo passa. Só tem que ter calma. Infelizmente







