INICIAR SESIÓNParte 3
_ Não quero um centavo seu - tocou sua perna _ Eu meti você nessa confusão, deveria ter tido mais cuidado... Agora já foi - puxou o ar _ E acho que até que a gente está melhor do que poderiam pensar. Não acha também?
De certa forma ele tinha sido uma surpresa bem diferente para ela. A impressão que tinha dele não batia com o comportamento que mostrava agora.
Antes só o via como um cabeça dura e que era mais um peão igual aos outros. Mas Vitor tinha um jeito diferente, era simples e direto e isso era bom.
_ É, acho que sim - sorriu _ Vamos começar?
Ele assentiu. Começaram a falar sobre os planos com o terreno. Vitor queria participar de sua ideia de ter um local para ajudar animais, mas não abriu mão de ter também uma parte onde pudesse trabalhar com cavalos.
_ Só não vai poder ter criação de gado lá.
_ E por que não? - cruzou os braços.
_ Porque eu não quero - balançou o bloco _ Eu nem como carne há mais de dois anos, nunca notou?
_ Não - esfregou a testa pensando _ Tudo bem, eu faço isso no meu terreno. Mas não vai me encher o saco para virar vegetariano, hein!
Ela riu. Não faria isso. Cada pessoa tem seu ponto de mudança.
Com ela aconteceu anos antes. Até comia carne como todo mundo, mas um dia em que viu uma vaca chorar, isso mudou.
Contou ao irmão e ele riu, disse que era bobagem dela. No dia seguinte a vaca sumiu, foi pro abate e ela ficou muito triste.
Passou a pesquisar sobre vegetarianos e foi aprendendo. Começou devagar, não era fácil essa mudança de hábito.
Com o tempo foi se envolvendo e passou a ajudar em dois abrigos na cidade e via como os animais sofriam. Por abandono ou mal trato e isso só fez com que sentisse que precisava fazer algo.
Passou devagar a ser vegana. Agora estava mais acostumada. Não negava que o cheiro de um churrasco ainda a fazia salivar, mas isso não a interessava mais.
Só que respeitava o modo de cada pessoa e não forçava ninguém a mudar. Cada um tem seu tempo.
_ Sou vegana agora e não se preocupe, não vou te encher. Se mudar por vontade própria, tudo bem. Se não, eu posso conviver com isso.
_ Ainda bem - sorriu _ Tem gente que é chata demais sobre isso.
_ Mas eles têm motivos.
_ E sobre onde vamos morar?
_ No terreno, claro.
_ Eu sei, mas até que fique tudo pronto vai demorar - meneou a cabeça _ Vai querer continuar morando aqui? Seu irmão já disse que é pra gente ficar.
_ Não - balançou a cabeça _ Quero meu lugar.
_ Então porque não no meu terreno? Já tem uma casa lá.
_ Acha que dá?
_ A casa já estava quase toda mobiliada quando comprei o terreno, só não fiquei lá porque aqui é melhor. O trabalho é aqui, então fiquei no alojamento.
_ Podemos ir lá pra conhecer? - se animou.
_ Claro, vamos no sábado.
Ele pensou no que os irmãos dela iriam falar sobre isso. Com certeza não iriam gostar.
_ Bom, eles vão ter que aceitar minha decisão. E se vou ter um marido, então não podem reclamar.
_ Veremos - coçou a cabeça _ E enquanto o prazo não chega, ficamos aqui?
_ Nossa, vai ser pesado - bateu a caneta no bloco _ Mas não tem outro jeito.
_ E se nós já estivermos casados?
_ Mas essas coisas levam tempo.
_ Eu não me importo com festas - gesticulou _ Só se você quiser. Por mim a gente casava e pronto.
Ela pensou um pouco. Não tinha mesmo esse sonho de uma noiva normal. Não via seu futuro preso a um homem, mas sim em outras coisas.
Sua cunhada iria adorar planejar uma festa grande de casamento, seus irmãos iriam querer que continuassem morando na fazenda e ela tinha a chance de começar logo o que queria com a ajuda dele.
_ Tudo bem, vamos casar logo - disse segura.
Ele segurou sua mão e apertou. Sentiu algo forte em seu coração, como um abraço apertado que prende a gente e nos deixa feliz.
Final do livro 1 - Sem QuererJuliana nunca pensou que poderia passar por algo assim. Se sentia ainda perdida.Ao mesmo tempo em que estava feliz por ter Vitor ao seu lado a ajudando, se sentia triste por ter Vitor ao seu lado. Como isso era possível?Estava se sentindo acuada agora da mesma forma como se sentiu tempos atrás ao tentar falar com os irmãos sobre suas ideias e ele nem quiseram ouví-la.Era difícil entender. Não queria sexo com Vitor para não criar um problema maior depois e ao mesmo tempo adorava sentir seu cheiro e seu gosto.O beijo a deixara leve e pe
Parte 3_ É, não seria nada bom mesmo - descansou o queixo na cabeça dela _ Sabe, você ainda não fez o teste.Ela rodou os olhos._ Está bem, vamos fazer agora. Vou pegar o teste e vamos para seu quarto. Assim sabemos juntos.Ela passou pelos irmãos que ainda conversavam sobre o casamento e foi até o quarto. Pegou uma caixinha de teste e saiu pela sala, assim ninguém a via.Foram até o quarto dele. Vitor trancou a porta enquanto ela ia para o banheiro._ Isso demora? - ele perguntou._ Se
Parte 2_ E demora? - ele perguntou._ Não. Depois de amanhã entro em contato com vocês. Vão ler cada termo e se tiverem dúvidas eu explico. Se for necessário retirar ou acrescentar algo, fazemos na hora._ Ok, então vamos aguardar - Vitor levantou e apertou a mão dele _ Obrigado pela ajuda._ Esse é meu trabalho.Eles se despediram e saíram de mãos dadas. Na calçada Vitor comentou:_ Tenho certeza de que ele pensa que sou gay._ O que? - ela riu.
Parte 1Juliana nunca pensou que estaria em um carro indo se casar. E logo cedo, em uma manhã de ventos fortes.Passaram a noite quase toda conversando sobre os termos da convivência deles como um casal. Foram até o início da madrugada, até que chegaram a um acordo final que ficaria bom para ambos.Como o irmão Joel chegaria cedo, eles também resolveram sair cedo. Vitor conhecia um escrivão e falou com ele sobre fazer o casamento.Quando chegaram ao cartório foram os primeiros a serem atendidos, mas não foi bem como pensaram que seria._ Não posso fazer o casamento assim, às pressas - mostrou um
Parte 3_ Não quero um centavo seu - tocou sua perna _ Eu meti você nessa confusão, deveria ter tido mais cuidado... Agora já foi - puxou o ar _ E acho que até que a gente está melhor do que poderiam pensar. Não acha também?De certa forma ele tinha sido uma surpresa bem diferente para ela. A impressão que tinha dele não batia com o comportamento que mostrava agora.Antes só o via como um cabeça dura e que era mais um peão igual aos outros. Mas Vitor tinha um jeito diferente, era simples e direto e isso era bom._ É, acho que sim - sorriu _ Vamos começar?Ele assentiu. Come&
Parte 2Não fizeram nada muito diferente do que ela já havia feito. Limparam bem a pele e os olhos dele com muita água e até um pouco de soro até a remoção do produto nos olhos que ficaram bem vermelhos._ Vai ter uma irritação que vai passar aos poucos. Evite coçar os olhos - o médico de plantão indicou _ A queimação da garganta, olhos e pele vai diminuindo. Beba muito líquido e lave os olhos sempre que a ardência voltar._ Eu vou ficar cego? - ele perguntou._ Não - o médico sorriu _ Esse desconforto vai passar. A cegueira é momentânea e a tosse logo passa. Só tem que ter calma. Infelizmente







