FAZER LOGINFinal do livro 1 - Sem Querer
Juliana nunca pensou que poderia passar por algo assim. Se sentia ainda perdida.
Ao mesmo tempo em que estava feliz por ter Vitor ao seu lado a ajudando, se sentia triste por ter Vitor ao seu lado.
Como isso era possível?
Estava se sentindo acuada agora da mesma forma como se sentiu tempos atrás ao tentar falar com os irmãos sobre suas ideias e ele nem quiseram ouví-la.
Era difícil entender. Não queria sexo com Vitor para não criar um problema maior depois e ao mesmo tempo adorava sentir seu cheiro e seu gosto.
O beijo a deixara leve e pesada ao mesmo tempo. Ainda sentia seu gosto nos lábios enquanto caminhava de volta para casa pensando na vida.
Ao entrar ouviu as vozes das cunhadas na sala de tevê e foi para a cozinha. Não estava animada para uma conversa boba sobre casamento.
Gostava das duas, mas ambas achavam que a vida se resumia a ter um marido e não era bem isso o que ela queria.
Tinha muito mais a fazer, coisas para organizar, uma vida diferente da que tinha sido preparada para ter e sabia que isso aborrecia os irmãos.
Amava os dois, mas as ideias deles eram diferentes das dela e mesmo que não entendessem, adoraria que eles a apoiassem pelo menos.
Esperava não ter que entrar em uma briga judicial com eles para usar a herança.
Ainda bem que tinha Vitor para ajudar nisso ou poderia perder a compra da propriedade. Essas coisas demorarm para se resolver.
Pedir um empréstimo séria mais fácil, porém como Vitor mesmo disse, mais difícil também porque o nome da família era muito conhecido e com certeza iriam querer aprovação deles por serem os responsáveis pela parte financeira deixada pelos pais.
_ O que está acontecendo com você?
Ela se virou e viu Joel parado na entrada da cozinha de braços cruzados.
_ Nada - deu de ombro _ Estou normal.
Ele balançou a cabeça suspirando.
_ Diga a verdade... Tem algo mais nessa história de casamento. Ele está forçando você?
_ Credo... Não... Que ideia, Joel - pegou um copo _ Será que eu não posso me casar? Você acabou de se casar, não foi?
_ Não entendo como isso aconteceu, Ju - se aproximou _ Vocês só falavam de trabalho e pouco ficavam juntos... Como agora isso de casar?
_ Aconteceu - encheu o copo com suco _ A gente percebeu que se gosta e decidimos. Pronto.
_ Pronto? Assim, de repente?
_ Hum, hum...
_ Você não quer me dizer, mas eu sei que tem mais por trás dessa decisão. Uma hora vou descobrir.
_ Ah, vai sim... Quero dizer, se houvesse algo.
Ela saiu bebendo o suco e foi até as cunhadas, deixando o irmão mais curioso.
_ Ju, senta aqui - Briana chamou _ Temos que combinar seu casamento. Tem muita coisa para fazer.
_ Ainda bem que temos tempo - Analice disse.
Ela sabia que não tinham, porém não tinha coragem de confessar isso. As duas ficariam decepcionadas quando soubessem que em breve ela já estaria casada e morando fora dali.
_ Não se preocupem com isso, eu não quero nada grande.
_ Nada disso, tem que ser algo bonito como foi o meu casamento - Analice disse _ Estou animada. Todas casadas e morando juntas.
_ Ai, vai ser ótimo ter mais uma mulher aqui, não é Ju? - Briana perguntou _ Ei, está voando?
_ Não, só pensando - sorriu de leve _ Tem muita coisa pra fazer, sabe como é.
“Meu Deus, como estou mentirosa”.
_ Isso é normal de noiva, ficamos doidas - Analice riu _ Não se preocupe, vamos te ajudar.
_ Que bom - deu um meio sorriso _ Gente eu vou no meu quarto, esqueci uma coisa.
Ela saiu depressa se sentindo agoniada. Cada hora se enrolava mais. Talvez tivesse sido melhor deixar o irmão sentar a mão na cara de Vitor e o m****r embora e pronto, estaria de boa.
Mas ela tinha que abrir a boca. Foi ela quem inventou a história e ele só a seguira. Agora estavam enrolados e prestes a cometer uma loucura.
Só Deus mesmo para ajudá-la a sair disso.
Fechou a porta do quarto e foi para a janela. Lá fora ela viu os homens passando carregando sacos no carrinho e logo atrás Vitor e Jessé vinham conversando.
Suspirou fundo. Encostou a cabeça no vidro olhando para eles.
Como ela nunca tinha percebido o modo de Vitor e seu jeito amigo? Teria sido preconceituosa por ele ser apenas um empregado? Não costumava ser assim, não era uma pessoa com preconceitos.
Olhando bem até que ele era mesmo muito bonito e entendia o tanto de mulher que ficava atrás dele querendo sua atenção.
Sua história triste sobre seu casamento a fez ver um outro lado dele. Nunca parou para pensar que tinha um motivo triste para ter ido parar na fazenda.
Não sabia muito dele. Agora queria saber. E mesmo assim, se sentia bem ao lado dele. De uma forma que antes nunca sentira.
E Joel tinha razão em desconfiar dele, afinal, nunca pararam nem mesmo para uma conversa longa, o que dirá um namoro.
Na festa do irmão ela sentiu algo diferente ao olhar para ele dançando com outra garota. Estava muito bonito e sexy na roupa escura e lhe chamou atenção.
De repente se pegou com vontade de dançar com ele também e até de causar um pouco de inveja nas outras que o olhavam com desejo.
Foi como um desafio, algo assim. Talvez pela bebida ou não. Não tinha mais certeza disso agora. O que interessava era seu futuro agora.
Certa ou errada iria seguir adiante. A questão principal agora era Vitor.
O que ele realmente queria?
Como se estivesse sentindo algo, Vitor parou de caminhar e Jessé seguiu. Ele se virou em direção à casa e olhou para cima, na direção do quarto.
Viu que Juliana estava parada à janela, olhando para fora. Tirou o chapéu da cabeça e ficou olhando em sua direção.
O vento soprou seu cabelo e ele sentiu um arrepio de frio. O tempo estava mudando. Assim como ele novamente.
O que faria com ela?
FIM
* O livro 2 dessa duologia se chama Por você e já está pronto para ser publicado aqui. Aguarde e procure por ele, para saber como vai ser o final dessa história divertida e carinhosa.
Obrigada por sua companhia!
Final do livro 1 - Sem QuererJuliana nunca pensou que poderia passar por algo assim. Se sentia ainda perdida.Ao mesmo tempo em que estava feliz por ter Vitor ao seu lado a ajudando, se sentia triste por ter Vitor ao seu lado. Como isso era possível?Estava se sentindo acuada agora da mesma forma como se sentiu tempos atrás ao tentar falar com os irmãos sobre suas ideias e ele nem quiseram ouví-la.Era difícil entender. Não queria sexo com Vitor para não criar um problema maior depois e ao mesmo tempo adorava sentir seu cheiro e seu gosto.O beijo a deixara leve e pe
Parte 3_ É, não seria nada bom mesmo - descansou o queixo na cabeça dela _ Sabe, você ainda não fez o teste.Ela rodou os olhos._ Está bem, vamos fazer agora. Vou pegar o teste e vamos para seu quarto. Assim sabemos juntos.Ela passou pelos irmãos que ainda conversavam sobre o casamento e foi até o quarto. Pegou uma caixinha de teste e saiu pela sala, assim ninguém a via.Foram até o quarto dele. Vitor trancou a porta enquanto ela ia para o banheiro._ Isso demora? - ele perguntou._ Se
Parte 2_ E demora? - ele perguntou._ Não. Depois de amanhã entro em contato com vocês. Vão ler cada termo e se tiverem dúvidas eu explico. Se for necessário retirar ou acrescentar algo, fazemos na hora._ Ok, então vamos aguardar - Vitor levantou e apertou a mão dele _ Obrigado pela ajuda._ Esse é meu trabalho.Eles se despediram e saíram de mãos dadas. Na calçada Vitor comentou:_ Tenho certeza de que ele pensa que sou gay._ O que? - ela riu.
Parte 1Juliana nunca pensou que estaria em um carro indo se casar. E logo cedo, em uma manhã de ventos fortes.Passaram a noite quase toda conversando sobre os termos da convivência deles como um casal. Foram até o início da madrugada, até que chegaram a um acordo final que ficaria bom para ambos.Como o irmão Joel chegaria cedo, eles também resolveram sair cedo. Vitor conhecia um escrivão e falou com ele sobre fazer o casamento.Quando chegaram ao cartório foram os primeiros a serem atendidos, mas não foi bem como pensaram que seria._ Não posso fazer o casamento assim, às pressas - mostrou um
Parte 3_ Não quero um centavo seu - tocou sua perna _ Eu meti você nessa confusão, deveria ter tido mais cuidado... Agora já foi - puxou o ar _ E acho que até que a gente está melhor do que poderiam pensar. Não acha também?De certa forma ele tinha sido uma surpresa bem diferente para ela. A impressão que tinha dele não batia com o comportamento que mostrava agora.Antes só o via como um cabeça dura e que era mais um peão igual aos outros. Mas Vitor tinha um jeito diferente, era simples e direto e isso era bom._ É, acho que sim - sorriu _ Vamos começar?Ele assentiu. Come&
Parte 2Não fizeram nada muito diferente do que ela já havia feito. Limparam bem a pele e os olhos dele com muita água e até um pouco de soro até a remoção do produto nos olhos que ficaram bem vermelhos._ Vai ter uma irritação que vai passar aos poucos. Evite coçar os olhos - o médico de plantão indicou _ A queimação da garganta, olhos e pele vai diminuindo. Beba muito líquido e lave os olhos sempre que a ardência voltar._ Eu vou ficar cego? - ele perguntou._ Não - o médico sorriu _ Esse desconforto vai passar. A cegueira é momentânea e a tosse logo passa. Só tem que ter calma. Infelizmente







