LOGINParte 3
_ É, não seria nada bom mesmo - descansou o queixo na cabeça dela _ Sabe, você ainda não fez o teste.
Ela rodou os olhos.
_ Está bem, vamos fazer agora. Vou pegar o teste e vamos para seu quarto. Assim sabemos juntos.
Ela passou pelos irmãos que ainda conversavam sobre o casamento e foi até o quarto. Pegou uma caixinha de teste e saiu pela sala, assim ninguém a via.
Foram até o quarto dele. Vitor trancou a porta enquanto ela ia para o banheiro.
_ Isso demora? - ele perguntou.
_ Se você calar a boca, quem sabe eu posso fazer xixi no palito - disse alto _ Depois esperamos cinco minutos.
_ Tudo isso? - esfregou as mãos ansioso.
_ Cala a boca - gritou.
Estava um pouco nervosa agora, tinha que admitir. Leu a instrução e seguiu. Lavou as mãos e saiu do banheiro com a canetinha do teste.
_ Pronto - sentou segurando o teste.
_ E agora? - sentou ao lado dela.
_ Esperamos - fez uma careta.
Vitor pegou o celular e marcou cinco minutos. Estava tão ansioso que as mãos suaram.
_ Se você estiver grávida...
_ Não estou - torceu a boca.
_ Se você estiver grávida - repetiu _ Então vou ser pai de verdade pela primeira vez - estalou os dedos nervoso _ Não vai me negar isso, vai?
Ela o encarou. Vitor tinha os olhos bem abertos, uma clara demonstração de nervosismo com ansiedade. Se estivesse grávida isso mudaria seus planos.
_ Não se anime tanto... E não faria isso, mesmo que não seja o que eu quero.
_ Porque seria meu? - disse meio triste.
_ Não - torceu a boca de novo _ Porque iria atrapalhar meus planos. E sou muito nova para isso.
Eles ficaram calados esperando. O celular tocou aos final do tempo. Juliana respirou fundo e levantou a caneta do teste. Apenas uma listinha azul.
_ Isso quer dizer que é um menino?
Ele se espantou ao ver. Ela deu uma risada.
_ Não - balançou a cabeça _ Não estou grávida. Uma lista apenas. Se fossem duas seria positivo. Sinto muito - apertou os lábios _ Eu acho, né?
_ Não... Claro - levantou _ É melhor assim - abanou a mão _ E agora?
Juliana sentiu uma leve tristeza por ele. Vitor estava tenso, dava para ver. Seus ombros meio caídos, o rosto sem expressão. Levantou e o abraçou pela cintura.
Fazer isso foi um erro, mas só percebeu depois que sentiu seu calor e seu coração disparou.
_ Tudo bem... Se eu te beijar? - ele perguntou.
Ela não respondeu, só ergueu o rosto para ele e o beijo aconteceu. Foi lento dessa vez e com mais carinho envolvido.
Os dois estavam em um dilema. Nenhum deles queria mesmo se casar. Cada um tinha um motivo para isso e essa união acontecera sem querer, sem planejar.
Vitor queria ajudá-la e manter sua palavra. Ela queria sair de casa e criar seu caminho. Ambos eram necessários um para o outro.
Ambos teriam vantagens.
Ele não tinha certeza se conseguiria manter o acordo com ela. Apenas um beijo já o deixava excitado, querendo mais. Viver ao lado dela diariamente seria uma tortura, mas ele tentaria mudar isso.
Não era um hipócrita. Foi Juliana quem inventou essa de nada de sexo. Por ele ficaria com ela ali mesmo e se isso trouxesse um filho para sua vida seria ainda melhor. No entanto tinha feito uma promessa.
Iria ajudá-la e depois cada um iria para seu lado, seguir seu caminho. Juntos e separados.
Ele teria uma parte na propriedade. O acordo dizia que ele lhe daria o dinheiro para finalizar a compra e ela lhe permitiria usar uma parte do terreno para sua criação de cavalos.
Ao se divorciarem ela continuaria pagando a ele o valor e permitiria que continuasse ali. Após encerrado ele passaria a lhe pagar um aluguel pelo uso do local.
O advogado entendera tudo. Não seria tão ruim. Difícil mesmo seria manter as mãos longe dela, ainda mais tendo que fingir na frente dos outros. E quando estivesse à sós, tentar se segurar para não cair na tentação de fazer amor com ela.
Ficaria muito difícil se eles continuassem a se beijar assim. A cada momento ele se sentia mais preso a ela, mais à vontade, como se estivesse mesmo apaixonado.
Sua vida complicava a cada dia e Juliana o estava confundindo. Se pelo menos soubesse que gostava um pouco dele, ficaria mais fácil.
Mas ela insistia em dizer que um homem agora era só atraso.
_ Como foi que isso aconteceu? - perguntou.
_ Não sei - ela suspirou.
Eles ficaram se olhando. Ouviram vozes passando e isso os fez se afastar. Juliana abriu a porta e saiu sem dizer nada.
Vitor ficou parado olhando enquanto ela se afastava.
Teria sido tão mais fácil e melhor se eles apenas continuassem brigando de vez em quando por coisas do trabalho. Agora estava em um impasse e sentia que estava em desvantagem.
Era como se ela fosse a dona da mesa e desse as cartas do jogo. Se ele jogasse errado sairia perdendo e se jogasse certo, também poderia sair perdendo, dependendo só dela e de suas regras.
É por isso que ele era bem melhor cuidando das vacas e dos cavalos do que tentando ser romântico com uma mulher.
Era só um peão chucro mesmo.
* Autora Ninha Cardoso
Final do livro 1 - Sem QuererJuliana nunca pensou que poderia passar por algo assim. Se sentia ainda perdida.Ao mesmo tempo em que estava feliz por ter Vitor ao seu lado a ajudando, se sentia triste por ter Vitor ao seu lado. Como isso era possível?Estava se sentindo acuada agora da mesma forma como se sentiu tempos atrás ao tentar falar com os irmãos sobre suas ideias e ele nem quiseram ouví-la.Era difícil entender. Não queria sexo com Vitor para não criar um problema maior depois e ao mesmo tempo adorava sentir seu cheiro e seu gosto.O beijo a deixara leve e pe
Parte 3_ É, não seria nada bom mesmo - descansou o queixo na cabeça dela _ Sabe, você ainda não fez o teste.Ela rodou os olhos._ Está bem, vamos fazer agora. Vou pegar o teste e vamos para seu quarto. Assim sabemos juntos.Ela passou pelos irmãos que ainda conversavam sobre o casamento e foi até o quarto. Pegou uma caixinha de teste e saiu pela sala, assim ninguém a via.Foram até o quarto dele. Vitor trancou a porta enquanto ela ia para o banheiro._ Isso demora? - ele perguntou._ Se
Parte 2_ E demora? - ele perguntou._ Não. Depois de amanhã entro em contato com vocês. Vão ler cada termo e se tiverem dúvidas eu explico. Se for necessário retirar ou acrescentar algo, fazemos na hora._ Ok, então vamos aguardar - Vitor levantou e apertou a mão dele _ Obrigado pela ajuda._ Esse é meu trabalho.Eles se despediram e saíram de mãos dadas. Na calçada Vitor comentou:_ Tenho certeza de que ele pensa que sou gay._ O que? - ela riu.
Parte 1Juliana nunca pensou que estaria em um carro indo se casar. E logo cedo, em uma manhã de ventos fortes.Passaram a noite quase toda conversando sobre os termos da convivência deles como um casal. Foram até o início da madrugada, até que chegaram a um acordo final que ficaria bom para ambos.Como o irmão Joel chegaria cedo, eles também resolveram sair cedo. Vitor conhecia um escrivão e falou com ele sobre fazer o casamento.Quando chegaram ao cartório foram os primeiros a serem atendidos, mas não foi bem como pensaram que seria._ Não posso fazer o casamento assim, às pressas - mostrou um
Parte 3_ Não quero um centavo seu - tocou sua perna _ Eu meti você nessa confusão, deveria ter tido mais cuidado... Agora já foi - puxou o ar _ E acho que até que a gente está melhor do que poderiam pensar. Não acha também?De certa forma ele tinha sido uma surpresa bem diferente para ela. A impressão que tinha dele não batia com o comportamento que mostrava agora.Antes só o via como um cabeça dura e que era mais um peão igual aos outros. Mas Vitor tinha um jeito diferente, era simples e direto e isso era bom._ É, acho que sim - sorriu _ Vamos começar?Ele assentiu. Come&
Parte 2Não fizeram nada muito diferente do que ela já havia feito. Limparam bem a pele e os olhos dele com muita água e até um pouco de soro até a remoção do produto nos olhos que ficaram bem vermelhos._ Vai ter uma irritação que vai passar aos poucos. Evite coçar os olhos - o médico de plantão indicou _ A queimação da garganta, olhos e pele vai diminuindo. Beba muito líquido e lave os olhos sempre que a ardência voltar._ Eu vou ficar cego? - ele perguntou._ Não - o médico sorriu _ Esse desconforto vai passar. A cegueira é momentânea e a tosse logo passa. Só tem que ter calma. Infelizmente







