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Continua Capítulo Treze

last update Fecha de publicación: 2022-02-13 19:46:09

Parte 2

Não fizeram nada muito diferente do que ela já havia feito. Limparam bem a pele e os olhos dele com muita água e até um pouco de soro até a remoção do produto nos olhos que ficaram bem vermelhos.

_ Vai ter uma irritação que vai passar aos poucos. Evite coçar os olhos - o médico de plantão indicou _ A queimação da garganta, olhos e pele vai diminuindo. Beba muito líquido e lave os olhos sempre que a ardência voltar.

_ Eu vou ficar cego? - ele perguntou.

_ Não - o médico sorriu _ Esse desconforto vai passar. A cegueira é momentânea e a tosse logo passa. Só tem que ter calma. Infelizmente o desconforto é grande - pegou uma receita _ Use esse produto até que se sinta melhor.

_ Obrigada pela ajuda!

Juliana agradeceu ajudando Vitor a sair da sala e andando de braço dado com ele até o carro.

_ Se não quer se casar, é só me falar, não precisa me matar por causa disso.

Ela segurou o riso e o ajudou a entrar.

_ Seu carro está lá no bar?

_ Sim - resmungou.

_ Olha, a culpa foi toda sua, eu só me defendi, tá - ela ligou o carro _ Isso só prova que eu não preciso que um homem fique no meu pé.

_ Não fico no seu pé.

_ E por que estava lá?

_ Saí para te avisar que o Joel chega amanhã cedo - ele gemeu alto _ Liguei várias vezes e não atendia. Fiquei preocupado e vim atrás.

_ Amanhã? Mas ele não chegava só no sábado?

_ Era, mas Briana me disse que ele havia ligado e dito que chegava logo cedo - gemeu de novo _ Meu Deus, Juliana... Vou ficar cego, mulher.

_ Ah, para de frescura - torceu a boca _ O médico disse que vai ficar bem.

Ficou preocupada com a volta do irmão antes do tempo. E agora? Teria que adiantar seu plano também antes que Joel fizesse algo.

Ligou para Miranda e disse o que havia ocorrido e entre gargalhadas ela ficou de avisar ao dono do bar que o carro iria dormir no estacionamento.

Mandaria alguém pegar o carro dele no dia seguinte. Vitor não tinha condição de dirigir.

_ Eu já ia embora, não precisava vir até aqui. O que queria na verdade, Vitor?

_ Avisar você - disse irritado com a dor.

_ Mentira - olhou para ele coçando os olhos _ O médico disse pra não fazer isso.

_ Está ardendo demais.

Ela bateu em sua mão.

_ Não seja infantil, só vai piorar.

_ Porque não é você - resmungou.

_ Deus do céu... - balançou a cabeça _ Vocês homens vivem arrotando força e coragem por aí, mas se algo dói parecem meninos. Ridículo!

_ Deveria ter pena de mim, afinal, foi você quem fez isso comigo.

_ Ohhh... Tadinho dele - foi irônica _ O que quer? Que eu cuide de você meu bebê?

_ Seria bom mesmo. Como vou trabalhar amanhã desse jeito?

_ Não vá - deu de ombro _ Meu irmão sabe bem o quanto é competente. Pode lhe dar uma folga.

Ele ficou resmungando baixinho e ela chegou a ouvir alguns palavrões. Se sentiu culpada.

_ Ah, vá, vá... Eu fico com você hoje.

_ No meu quarto? - virou o rosto rápido.

_ Óbvio, no meu é que não vai ser - fez um bico _ Mas não se acostume com isso. É só porque eu sei que isso dói - sorriu _ Já caiu nos meus olhos uma vez.

Vitor sorriu. Se sentia nauseado pelo gosto na garganta e seus olhos lacrimejavam demais, quase não via direito. Seria bom ter alguém cuidado dele um pouco. E se fosse ela, melhor ainda.

*******

Quando chegaram em casa contaram o ocorrido e o irmão junto com Briana cairam na gargalhada.

_ Olha amor, que bonitinho - Briana disse _ Ela vai cuidar do noivo - fez um som meloso.

_ Não enche o saco vocês dois - respondeu.

_ Desculpe Jessé, não vou conseguir trabalhar dessa forma - Vitor disse agoniado com o ardor.

_ Tudo bem, não esquenta - riu mais _ Que vergonha, um homem do seu porte e não pode com uma magrela como a Juliana.

_ Ela me pegou desprevinido.

_ Certo, acredito - continuou a rir _ Bem, já vai se acostumando com o que vai ter ao se casar com ela.

Vitor balançou a cabeça rindo. A situação era mesmo engraçada, apesar de muito desconfortável.

Foram para o quarto dele.

_ O que está fazendo? - ele perguntou ao vê-la se esticar no pequeno sofá.

_ Vou deitar aqui e ver um pouco de tevê.

_ Tem que ajudar a me despir. Não posso ver.

_ Ah, que mentira, Vitor - abanou a mão.

_ Você me cegou - continuou _ É responsável por mim agora.

_ Eu sou responsável por mim, apenas - suspirou e levantou _ Você está se aproveitando da situação, isso sim.

Ele sorriu. Estava mesmo. Não ia negar que era bom tê-la em seu quarto outra vez e a situação até que era divertida. Por que negar que queria uma aproximação maior com ela?

Seu corpo sentia os efeitos da aproximação dela e reagia sem querer.

_ Pare de me olhar assim, Vitor - puxou a camisa dele para fora da calça _ Só vou te ajudar, nada mais - o empurrou de leve.

_ Eu não disse nada - deu uma risadinha _ Você está imaginando coisas com sua mente fértil.

_ Ah, vá... Por que a gente não aproveita agora e faz um rascunho do nosso acordo?

Ele sentou na cama. Olhou para ela de modo inseguro e torceu a boca de um lado pra outro. Então ela iria mesmo em frente. Bom!

_ Eu não quero ficar sem fazer amor com você enquanto a gente ficar casado. Não faz sentido.

_ Sabia - ergueu as mãos _ Você só quer se aproveitar - colocou as mãos na cintura _ Vitor, se vai entrar nessa comigo, já sabe o que eu quero. Meu canto, meus animais, minha vida!

_ Tá, já entendi - tirou as botas e jogou no canto _ Só que seu irmão já veio falar comigo sobre eu te tratar bem. Com certeza ficar sem sexo é algo que vai acabar me irritando.

_ E eu com isso? - fez uma cara engraçada.

_ Vou acabar ficando ranzinza e ele vai perceber. Vai achar que estamos com problemas no casamento - puxou a calça pra baixo.

Ela olhou em volta torcendo a boca.

_ O que procura?

_ Papel e caneta. Vamos fazer nosso acordo agora - mexeu no armário de canto _ Você é muito bagunceiro, não acho nada.

_ Sou organizado em minha bagunça.

Ele levantou só de cueca e Juliana ficou olhando sua bunda enquanto ele ia até a prateleira de canto e pegou um bloco e caneta.

_ Aqui - entregou _ Você escreve, eu não posso.

Juliana sentou na cama e ele sentou ao lado, tocando as pernas. Isso a fez engolir em seco.

_ Depois que entrarmos em um acordo, levamos até um advogado - ele disse.

_ Certo... Começamos com a questão financeira? - o olhou de lado.

_ É uma boa coisa. Assim você não vai achar que estou dando o golpe do baú.

Ela arregalou os olhos.

_ O que? - riu _ Acha que eu não percebi como você ficou quando ouviu os empregados fofocando? Já disse que tenho meu próprio dinheiro e meu terreno.

_ Eu sei, mas...

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