LOGINHeitor tinha uma característica marcante: com amigos e subordinados, era extremamente generoso, mas, com inimigos, sua crueldade não tinha limites.Hana só agora começava a sentir o verdadeiro peso da vingança de Heitor. Ele havia mobilizado advogados para destruir sua reputação, expondo seu caso com Marcos como motivo para expulsá-la do conselho de administração.Marcos, por sua vez, também tinha sido demitido imediatamente. Como se não bastasse, Heitor ainda havia manipulado Joana para desestabilizá-la publicamente e fazer Rui descobrir seus crimes.Enquanto seus pensamentos vagavam, Hana percebeu que ela precisava agir rápido e entrou no salão.Todos os acionistas originais do Grupo Vieira estavam presentes, por respeito a Rui. No entanto, a frieza de Rui para com Hana era evidente, e isso influenciava o comportamento dos outros. Afinal, Rui era o verdadeiro dono do império. Ele havia construído o Grupo Vieira e levado todos à riqueza. Ver Rui descontente era motivo suficiente para
Hana percebeu imediatamente que seus atos contra Patrícia haviam sido expostos. Ela tentou pensar em uma desculpa, mas Joana, com um sorriso frio, a observava caída no chão, sem esconder sua satisfação ao vê-la naquela situação humilhante.Antigamente, elas eram irmãs que compartilhavam tudo. Quando Hana percebeu que o império comercial do Grupo Mendes estava prestes a despontar, ela rapidamente convenceu Joana a comprar ações. Usando os privilégios de acionista, Hana conseguiu colocar o namorado de Joana em um cargo de alto escalão dentro do grupo.Hana se levantou com dificuldade, sacudindo a poeira do vestido vermelho. Ela forçou um sorriso, tentando manter a compostura:— Rui, como eu poderia machucar a Patrícia? Vanessa sabe melhor que ninguém o quanto eu a amo. Sempre a tratei como se fosse minha própria filha. Patrícia, você precisa acreditar em mim! Tudo isso são mentiras inventadas para me prejudicar. Eu já venci meu processo judicial, o que prova que todas essas acusações são
Eles acreditavam que haviam enganado Patrícia. Eles achavam que nem Patrícia nem Vanessa sabiam a verdade sobre a origem de Tábata.Os quatro estavam prestes a entrar no salão quando, de repente, uma mulher acompanhada por dois seguranças foi barrada na entrada do evento.— Senhora, sem convite não é permitido entrar. Por favor, não atrapalhe nosso trabalho. — Disse firmemente o responsável pela segurança do local. — Se continuar insistindo, seremos obrigados a chamar a polícia.Patrícia olhou na direção da entrada e ficou surpresa ao reconhecer a mulher: era Joana, mãe de Vivian e irmã mais nova de Hana. Mas, pelo semblante de Joana, ela definitivamente não estava ali para celebrar o casamento. Parecia que ela tinha vindo para causar tumulto.Com os olhos estreitos e penetrantes como os de uma cobra, Joana respondeu com desprezo:— Vocês não são nada. Chamem minha irmã aqui agora! Eu sou tia da noiva. Com que direito vocês me impedem de entrar?Um recepcionista de terno tentou acalmar
Quando Patrícia acordou, ela viu Heitor sentado ao lado da cama. Seu rosto impecavelmente bonito estava muito próximo, e ele a observava com atenção, apoiando o queixo na mão.Os olhares se encontraram, e Patrícia sentou-se na cama, ainda um pouco sonolenta.— Sua cabeça ainda dói? — Perguntou Heitor.Patrícia, confusa, balançou a cabeça em negação.— Ontem à noite você reclamou de dor de cabeça. Fiquei massageando você por um bom tempo até que finalmente conseguiu descansar. — Explicou ele.Patrícia ficou surpresa. Ela não tinha a menor lembrança disso. Sua mente estava em branco, como se a noite anterior tivesse sido um sonho. Mas, ao mexer levemente a cabeça, ela sentiu uma pontada de dor, o que a fez acreditar que Heitor estava dizendo a verdade.— Vamos hoje? — Perguntou Patrícia, com a voz ainda um pouco rouca.— Vamos. — Respondeu ele.— Então leve seu documento.— Documento? — Heitor franziu levemente as sobrancelhas até entender de que ela estava falando. — Você está sugerindo
Ninguém sabia ao certo quanto tempo havia se passado, mas finalmente tudo terminou.Ivo levantou-se de cima da mulher, rolando para o lado e deitando ao seu lado na cama. Ele esticou o braço, pegou uma garrafa de água no criado-mudo e começou a beber diretamente do gargalo. Depois de tomar mais da metade, ele sentou-se na beira da cama enquanto ainda segurava a garrafa.Deitada na cama, a mulher começou a se mexer, soltando gemidos abafados enquanto tentava se recompor. Durante o ato, Ivo havia claramente sentido que tinha dominado completamente aquela mulher.E mais: o desejo dela parecia ser muito maior que o dele. Como ambos estavam apenas satisfazendo suas necessidades, Ivo pensou que não havia mais razão para mantê-la com o capuz preto.Ivo colocou a garrafa de volta no criado-mudo e deslizou os dedos pelo tecido do capuz. Com um movimento rápido, puxou-o para cima, revelando o rosto da mulher.Debaixo do capuz estava um rosto corado, com os olhos turvos e perdidos. Assim que a pe
Heitor segurava os ombros de Patrícia com cuidado, seus olhos cheios de gratidão pelo simples fato de ela estar disposta a conversar com ele de forma normal. Ele não queria mais que os dois ficassem se atacando constantemente. Sempre que Patrícia falava de maneira fria ou irritada, ele ficava profundamente abalado.Ele também não queria mencionar Marcelo novamente. Na verdade, odiava sequer pensar no primo. Mas, se Patrícia mostrasse um pouco mais de gentileza, ele seria capaz de fingir que nada havia acontecido.— O que você quiser que eu faça para provar, eu faço! Posso te provar agora mesmo. — Disse ele com determinação.Patrícia, no entanto, respondeu com um tom sereno, mas incisivo:— Você é capaz de quebrar todas as suas promessas. Por que o seu amor seria diferente?Heitor abaixou a cabeça, sentindo o peso das palavras dela. No final, ela ainda queria o divórcio. Não importava o quanto ele implorasse, Patrícia parecia irredutível.Mas ele sabia que a falta de confiança dela era







