MasukDavid ficou em choque ao olhar para a pequena foto. As lembranças do passado começaram a invadir a mente dele, uma após a outra.Naquela época, ele não soube lidar com aquele imprevisto. Fugiu. Antes de ir embora, ainda tinha olhado aquela foto. Achou que Júlia não levaria aquilo a sério, que jogaria fora. Não imaginou que ela tivesse guardado.Ela usava aquela capinha de celular havia muito tempo. Então ela manteve a foto com ela o tempo todo?Só por causa de uma foto, ela teve coragem de entrar num carro em chamas, ignorando o próprio perigo.Ao pensar um pouco mais na intenção dela, David foi atingido em cheio. Ele encarou Júlia sem piscar, a voz ficando mais baixa:— É só uma foto. Isso é tão importante assim?David insistia na mesma pergunta, repetidas vezes. Embora falasse da importância da foto, no fundo havia apenas uma questão essencial."Eu sou tão importante assim?"Evitativo, ele só sabia confirmar, de novo e de novo, se a pessoa realmente gostava dele. David era assim. Qua
Talvez fosse por ter acabado de escapar da morte. O corpo estava fraco, e a presença dela tinha diminuído muito.E a última coisa que David queria ver era uma Júlia frágil.A Srta. Júlia que ele conhecia sempre foi intensa, dominante, capaz de pisar em qualquer um. Agora, depois de recolher as garras e conter o próprio brilho, estava quieta.Aquilo não trazia a sensação de finalmente tê-la contido. Pelo contrário, aquilo só fazia doer.Ele se perguntava se ela estava infeliz, se tinha sido machucada por alguém. No fundo, parecia incapaz de aceitar que aquela Júlia radiante pudesse sofrer qualquer dano.Poucas pessoas eram capazes de machucá-la. Mesmo assim, ele não queria vê-la ali, em silêncio. No fundo, desejava que ela continuasse sendo tratada como sempre foi. Cercada de gente, paparicada, com todo o amor do mundo voltado para ela.Ele sabia que estava alimentando algo errado.Mas que escolha ele tinha? Era o que sentia no fundo do coração, algo que simplesmente não obedecia à sua
Antes mesmo de se aproximar, o calor intenso já avançava como uma onda. David não pensou. Abriu caminho no meio das pessoas e correu direto até o carro.Assim que chegou perto, alguém se lançou contra o peito dele.Ele soube na hora que era Júlia. Sem hesitar, rolou para o lado com ela. Quando o corpo estabilizou, ele se afastou um pouco e começou a examiná-la. Parte do cabelo estava chamuscada, o rosto escurecido pela fumaça. As mãos estavam vermelhas.David ergueu a voz na mesma hora, chamando por ajuda.Os empregados da mansão reagiram rápido. Júlia recebeu atendimento imediato. As mãos tinham sido queimadas, surgiram várias bolhas. Felizmente a área não era grande. Depois de examinar, o médico disse que, cuidando direito durante a recuperação, não ficariam cicatrizes.O rosto de David estava fechado. Lábios comprimidos, olhar pesado enquanto observava os profissionais trabalhando.Ele sabia que Júlia não era do tipo que temia dor. Mas isso não significava que gostasse. Antes, se
Meia hora depois que Júlia foi embora, David voltou.Ele pulou no lago para procurar o anel.Era o anel que ele tinha comprado quando decidiu que iria se declarar para Júlia.Achou que, depois de jogar fora, estava resolvido. Mas de repente se arrependeu e correu de volta.David passou muito tempo na água, mas não encontrou nenhum sinal do anel. Exausto, subiu para a margem. Ao ver o céu ficando cada vez mais escuro, seu humor despencou de uma vez. Ele nunca tinha se sentido tão mal.Um funcionário do campo de golfe passou de carro em ronda e viu uma figura sentada à beira do lago, imóvel como uma estátua. Ao se aproximar, percebeu que era um homem. O semblante era sombrio. A aura era de não se aproximar.Mesmo assim, não podia deixá-lo ali. O funcionário foi perguntar se estava tudo bem.David foi tirado dos próprios pensamentos. Quando percebeu o que tinha acabado de fazer, sentiu que aquilo era absurdo.Não disse nada. Soltou a mão que estava fechada em punho, levantou-se, apertou
Júlia escolheu um hotel de resort no exterior. Ficava todos os dias dentro do hotel, vivendo uma rotina regular, confortável e tranquila. Era o tipo de vida que antes era a mais comum para ela. Agora parecia vazia. Ela não conseguia aproveitar de verdade. Só sentia o tempo empurrando tudo para frente.Mas encontrou uma pequena distração.Criou uma conta nas redes sociais.A foto de perfil era branca.Todos os dias ela fotografava o que fazia e publicava na conta. As legendas eram simples. O que tinha feito no dia, como estava o tempo, e um pouco do que estava sentindo.Depois de dois meses assim, de repente, Júlia quis voltar para o país.A primeira coisa que pensou foi em procurar David.Dessa vez, a mentalidade dela tinha mudado. Antes ela queria forçar David a mudar de ideia. Estava cheia de agressividade e controle. Seus pensamentos eram extremos. Sempre que o via, as emoções tomavam conta. As discussões eram inevitáveis. Ela dizia coisas duras e machucava sem medir.Esses dois m
Ela já não era mais aquela pessoa inconsequente de antes. Agora começava a pensar nas coisas com seriedade.Raquel cresceu ao lado dela, sempre enxergou um pouco além.— Porque quando eu te conheci, eu já sabia quem você era de verdade. Eu aceito até o seu pior lado, por isso eu consigo te acolher. É assim que a gente vai ficando cada vez mais próxima. E aguentar não é a palavra. Eu gosto de quem você é de verdade. Você trata seus amigos muito bem, todo mundo sabe disso.— Ser verdadeira é tão importante assim?— É. Ninguém quer conviver com alguém que vive de máscara. Mostra quem você é de verdade. Quem aceitar, fica. Quem não aceitar, vai embora. Isso é normal.Algumas coisas não podem ser forçadas. Quem é para ficar, fica.Júlia puxou o canto da boca. Ela entendia o que Raquel queria dizer. Tinha feito tudo o que podia. Se David e Talita ainda não conseguiam aceitar, o que mais ela poderia fazer?Era só o orgulho que ainda insistia. Por isso ela tinha pensado em resolver tudo na for
Paulina respondeu rápido:— Isso é impossível...— Eu não disse que seria em um ano. Mas, no fim, nós vamos chegar lá.Ela disse em tom firme:— Paulina, eu tenho ambição. E você também precisa ter. Vamos juntas, você se esforça comigo e me ajuda a conquistar isso, tá bom?Paulina não sabia se tinha
Ao ouvir aquele sobrenome, o rosto de Luana se contraiu por um instante. Talvez estivesse pensando em Joaquim, e a coincidência do sobrenome a deixou em alerta.Por que essa Sofia tinha que disputar com ela?Uma sequência de problemas parecia estar a cercá-la, e a raiva, que já rondava seu peito, co
O tom dela carregava uma ironia impossível de esconder.Henrique apertou ainda mais a mão dela, a voz gélida:— Luana, você fala de um jeito realmente cruel.— Somos iguais. Não esquece que você falava muito pior. — Retrucou Luana, o rosto tomado pela indiferença.Henrique sempre acreditou que podia
— Não dá pra dizer que é tanta confiança assim, mas é isso que eu quero. — Regina encarou os olhos dela. — Thaís, é isso que eu quero, entende?— Não diz que eu não te avisei, se não me obedecer, vai acabar em desvantagem. — Thaís tirou o celular e mostrou justamente os vídeos e fotos que mais atorm







