LOGINCapítulo 7
Justin Parker Saí de lá cheio de problemas e mensagens no celular. Repórteres tentando marcar entrevistas, oferecendo dinheiro para ter, em primeira mão, a identidade da loira misteriosa. E, apesar de tudo estar desmoronando ao meu redor, estranhamente o que realmente estava me incomodando era o fato de Megan ter me expulsado. Ela realmente não me conhecia? Talvez fosse melhor assim. Eu já sabia que estava errado. Ela não era uma mulher para mim. Quanto mais cedo eu aceitasse isso, melhor seria. Quando cheguei à cobertura, Rodgens já estava me esperando. — Justin, que bom que chegou. Estou com mais de duzentos e-mails para responder sobre a mulher misteriosa. O que fazemos? — Ela não é importante. Abafe essa história, Rodgens. — Mas, Justin, você brigou em frente ao bar. Você realmente acha que esses abutres vão te deixar em paz? Eles vão procurar até encontrar ela. — Então não deixe isso acontecer. Ela não é desse meio. Não vou deixar que ela entre nessa sinuca. Ele ficou pensativo por alguns segundos. — Talvez, se dermos um nome errado... Ergui uma sobrancelha. — Como assim? — Alguma modelo. Alguém que queira fama. As fotos não mostraram o rosto dela nitidamente. Podemos encontrar alguma loira que queira fama rápida. Deve ser fácil. Olhei para ele, pensando melhor na ideia. — Ligue para Zury. Faça essa proposta. Talvez dê certo. — Realmente, ela pode passar pela garota. Talvez seja um pouco mais alta, mas não muda muito. As fotos foram mal tiradas e era noite. — Faça isso. Resolva essa merda. Levantei-me. — Marquei uma festa hoje aqui na cobertura. Mande ela vir e faça essa história chegar aos abutres. Saí de perto dele e fui para o meu quarto. Só queria esquecer tudo aquilo. Tomei um banho e me deitei. Mal dormi naquela noite cuidando de Megan. O rosto dela veio imediatamente à minha memória. Seu jeito meigo e delicado. Aquela timidez. O modo como ficava vermelha quando eu a provocava. Era como uma maldita droga que, sem eu sequer ter provado, já estava me deixando completamente fora de mim. Merda. Afastei os pensamentos mais uma vez, virei na cama e, depois de muito custo, consegui adormecer. Acordei com batidas fortes na porta. — Que foi, porra? — Justin, já são sete da noite. O pessoal está quase chegando. A Zury topou. Respirei fundo. Era hora do show. No fim, minha vida se resumia àquilo: uma grande encenação para as câmeras. Depois dali, eu iria para o Obsidian. Precisava extravasar. Vesti uma roupa e segui para a área da piscina da cobertura. Servi um copo de uísque enquanto a música já começava a tomar conta do ambiente. Dimitri chegou agarrado a uma ruiva. Martin apareceu com uma loira de olhos verdes e curvas exageradas. O único direito da banda era Ruan, que, como sempre, chegou acompanhado de Olívia, sua noiva. Balancei a cabeça. — Esses caras não aprendem mesmo. Dimitri riu. — Falou o garanhão da loira misteriosa. Aliás, nem tão misteriosa assim. A Zury, mano? — Dimitri, só cala a boca. — Sabia que não era ela. Quem é? — Deixa esse assunto para lá. Agora é ela. Levantei-me assim que vi Zury entrando. Fui até ela, e ela imediatamente se jogou nos meus braços. Por mais íntimo que parecesse, aquele era exatamente o tipo de cena que costumava parar nas páginas dos tabloides. — Gatinho, cheguei. Ela me beijou. Por pouco não a afastei. Mas lembrei que aquilo era necessário. Dançamos, trocamos beijos e ficamos próximos o suficiente para alimentar qualquer câmera escondida ou idiota disposto a ganhar dinheiro com uma fotografia. Depois, descemos para esticar a noite. É claro que havia fotógrafos por todo o quarteirão do meu prédio. Flashes. Perguntas. Pedidos de entrevistas. Respondi algumas delas com Zury ao meu lado, exatamente como havíamos planejado. Dali, demos algumas voltas pela cidade até conseguir deixá-la em casa sem ninguém nos seguindo. — Está entregue. Acho que meu assessor passou tudo o que precisamos. — Sim, gatinho. Mas acho que posso te dar mais. Bem mais... Olhei para ela. — Você não faz ideia do que seria algo bem maior para mim, Zury. É melhor ficarmos apenas nas fotos. — Tem certeza, gatinho? Eu posso te surpreender. Olhei para ela novamente. Nada. Absolutamente nada nela despertava em mim a vontade de ir além. Passei a mão por seu braço quando ela se aproximou para outro beijo. Apenas destranquei a porta. Ela ficou sem graça. — Quando precisarmos de você novamente, Rodgens avisa. Ela soltou o cinto rapidamente e saiu do carro, irritada. Encostei a cabeça no banco. Peguei o celular e mandei uma mensagem para Jolie. Depois, segui para o Obsidian. Quando cheguei ao beco, olhei o celular para conferir a senha daquela noite. Bati três vezes na porta. A pequena portinhola se abriu. — Senha? — Macaco amarelo. As inúmeras trancas foram abertas. Entrei e segui pelo corredor até a porta vermelha. Assim que passei por ela, a música alta tomou meus sentidos. Luzes baixas. Corpos se movimentando. A atmosfera que eu conhecia tão bem. Meu mundo. — Justin Parker. Achei que não o veria mais. Pelo que dizem os tabloides, está namorando. Jolie falou enquanto me entregava um copo do meu uísque favorito. — Você me conhece bem demais para saber que eu não namoro, Jolie. — Não é o que as páginas de fofoca estão dizendo o dia inteiro. — Sempre te disse para não confiar. Normalmente é só business. — Sei. Ela me observou por alguns segundos. — Bom, eu não consigo te atender hoje. Mas separei uma garota especial para você. Chegou hoje e está procurando alguém que saiba conduzir a situação. — Mande-a direto para o quarto. Não quero muito rodeio hoje. — Certo. Reservei o vinte e três para você. Acenei com a cabeça e segui para a área dos fundos, onde ficavam os quartos privativos. Caminhei até o número vinte e três. Ali dentro, o mundo ficava mais silencioso. Preparei o ambiente e esperei. Quando a porta se abriu, parte do som lá fora invadiu o quarto. — Ajoelhe-se. Falei antes mesmo de olhar para ela. — Sim, meu Don. Virei-me lentamente. — Qual é a sua palavra de segurança? — Escola. Ergui o queixo dela, fazendo-a me encarar. Havia algo em seu rosto que me chamou atenção imediatamente. Ela parecia doce demais para aquele lugar. — Você já fez isso antes? — Sim. Já. Ela vestia uma fantasia de aluna. Então entendi a escolha da palavra. — Você teve alguém que te guiou para esse mundo? — Sim. Meu professor da faculdade. Ela não deu mais detalhes. Observei-a por alguns segundos. Era justamente aquele rosto delicado que havia me feito lembrar de... Afastei o pensamento imediatamente. Não. Não faria aquilo comigo outra vez. Deslizei minhas mãos sobre seu corpo, e coloquei entre suas pernas, comecei a acariciar elas enquanto ela gemia nos meus ouvidos. Parei. Derramei algumas gotas de cera de vela nas costas dela, enquanto voltava a acariciar sua intimidade. Parei de novo. — Don, eu preciso gozar. — Só quando eu permitir! Ela soltou um rosnado insatisfeito. Sorri. Peguei dois prendedores e coloquei nos seus mamilos. — Não devia reclamar, está sendo muito desobediente, vou ter que te castigar. Apertei um pouco mais os mamilos dela. Algo que sempre me deu muito prazer. E nada... Tentei continuar de várias maneiras, mas eu simplesmente não conseguia. E se...Capítulo 7Justin ParkerSaí de lá cheio de problemas e mensagens no celular. Repórteres tentando marcar entrevistas, oferecendo dinheiro para ter, em primeira mão, a identidade da loira misteriosa.E, apesar de tudo estar desmoronando ao meu redor, estranhamente o que realmente estava me incomodando era o fato de Megan ter me expulsado.Ela realmente não me conhecia?Talvez fosse melhor assim.Eu já sabia que estava errado. Ela não era uma mulher para mim. Quanto mais cedo eu aceitasse isso, melhor seria.Quando cheguei à cobertura, Rodgens já estava me esperando.— Justin, que bom que chegou. Estou com mais de duzentos e-mails para responder sobre a mulher misteriosa. O que fazemos?— Ela não é importante. Abafe essa história, Rodgens.— Mas, Justin, você brigou em frente ao bar. Você realmente acha que esses abutres vão te deixar em paz? Eles vão procurar até encontrar ela.— Então não deixe isso acontecer. Ela não é desse meio. Não vou deixar que ela entre nessa sinuca.Ele ficou
Capítulo 6Megan CollinsFiquei completamente paralisada.Não sabia se olhava para ele ou para a televisão.Astro.A palavra continuava ecoando na minha cabeça.— Eu achei que você sabia quem eu era. Só não era, minha fã.Ele tentou se explicar.Mas, para mim, não adiantava.A última coisa que eu queria era um astro do rock na minha vida.Eu mal conseguia lidar com a minha própria rotina.Não precisava de fotógrafos, fãs, manchetes e sabe-se lá mais o quê entrando nela também.— Vai embora.Justin me encarou.— Megan, eu...— Vai.Minha voz saiu mais firme dessa vez.— Me deixa sozinha. Eu não quero esse caos para a minha vida.Ele ficou me olhando por alguns segundos.Talvez esperasse que eu mudasse de ideia.Mas não mudei.Justin pegou a jaqueta de couro, que havia deixado sobre o sofá.Passou por mim em silêncio.Quando chegou à porta, parou.Por um instante, achei que fosse dizer alguma coisa.Mas ele apenas abriu a porta e saiu, sem olhar para traz.Fechei os olhos assim que ouvi
Capítulo 5Megan CollinsDepois daquele dia de merda, veio o convite das meninas para irmos a um barzinho.Eu nem lembrava mais quando tinha sido a última vez que saí para algum lugar assim.Mas quer saber?Eu vou.Talvez estivesse na hora de parar de viver apenas entre livros, casa e trabalho.Tomei um banho, fiz uma maquiagem leve e escolhi um vestido preto, uma meia-calça grossa e uma bota de cano alto, coloquei um sobretudo por cima estava ótimo assim.Quando terminei, fui para a sacada do meu quarto esperar o táxi.Foi então que um carro escuro parou em frente à livraria.Ficou ali.Parado.Aquilo era estranho para aquele horário.Observei por alguns segundos, mas logo desviei o olhar.Minha cabeça já estava perturbada demais para me preocupar com isso.Quando o táxi virou a esquina, desci rapidamente.Assim que abri a porta da livraria para sair, tive aquela sensação incômoda de estar sendo observada.Olhei para trás.Nada.Talvez fosse apenas impressão minha.Entrei no táxi e p
Capítulo 4Justin ParkerMegan está em busca de um príncipe encantado.Literalmente.Algo que eu nunca seria.E talvez esse tenha sido o verdadeiro motivo de eu ter ido embora daquela livraria daquele jeito.Vir até aqui hoje foi um erro.Deixei o dinheiro sobre a mesa e saí antes que pudesse fazer alguma coisa ainda mais estúpida.Meu motorista estava do outro lado da rua, esperando.— Parker, direto para o restaurante?— Sim. Já estou atrasado.Entrei no carro e me joguei no banco traseiro.Fechei os olhos.Foi um erro.Porque meus pensamentos voltaram imediatamente para ela.Para aquele sorriso tímido.Para o jeito como ficava corada quando eu a pegava desprevenida.Para a maneira como desviava os olhos sempre que nossos olhares se encontravam por tempo demais.Megan não fazia ideia do efeito que estava causando em mim.E eu não podia permitir que descobrisse.Não podia pensar nela.Muito menos desejar ela.Ela não fazia parte do meu mundo.E o meu mundo era sujo demais para alguém
Capítulo 3Megan CollinsFiquei olhando para ele por alguns segundos.Ele abriu um sorriso que simplesmente me tirou o fôlego.— Sim, claro. Temos vários exemplares.Falei quase no automático, sem saber exatamente como responder.Ele estava flertando comigo?Ou será que eu estava vendo coisas onde não existia absolutamente nada?Meu Deus, eu sabia que passar tanto tempo presa no meu próprio mundo de imaginação, sem sair para nada, um dia acabaria causando algum problema.E aparentemente o problema tinha um sorriso bonito, olhos perigosamente encantadores e estava parado na minha frente.— Me acompanha em um café?Olhei ao redor.A livraria estava relativamente tranquila, e então olhei para o relógio no meu pulso.— Acho que está na hora de uma paradinha mesmo.Ele sorriu e segui com ele até a mesa do fundo.A mesma onde ele havia sentado da outra vez.— Vou de chocolate quente hoje.Ele disse enquanto olhava o cardápio.— Vou pegar para nós. Quer comer alguma coisa?— Um sanduíche. Po
Capítulo 2Justin ParkerMal desci do táxi procurando um lugar onde pudesse tomar café em paz, e já vi alguns flashes.Se fossem fãs, tudo bem. Eu sempre paro, tiro fotos, cumprimento, converso quando posso.Mas paparazzi?A história é completamente diferente.Eles distorcem absolutamente tudo o que faço. Uma foto fora de contexto vira uma manchete, um sorriso vira um romance, uma simples conversa vira um escândalo.Isso me tira do sério, e não posso mais aparecer em escândalos ou Mark me mata.Apurei os passos e, quando avistei uma porta de madeira e vidros coloridos, pensei que aquele parecia um lugar improvável para me encontrarem.Quando vi a placa de aberto, entrei rapidamente, fechando a porta atrás de mim com uma força até exagerada.Encostei-me nela, recuperando o fôlego da corrida, e observei o lugar.Era tranquilo.Muito tranquilo.Quando meus olhos encontraram a garota atrás do caixa, já esperei pelo grito, pelo pedido de foto ou pela reação que eu já conhecia tão bem.Mas







