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Subestimada pelo Ex, Adorada pelo Magnata
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Penulis: Estrelas em Ascensão

Capítulo 1

Penulis: Estrelas em Ascensão
Olívia Xavier estava parada diante da porta do escritório, ouvindo os gemidos abafados de dor que escapavam dos lábios de seu marido, Sandro Castro.

Após um longo momento, a porta de madeira finalmente se abriu. Sandro surgiu com o rosto avermelhado, banhado de suor e marcado pela exaustão. Foi apenas naquele instante que Olívia relaxou as mãos, soltando as unhas que quase feriam sua própria pele, e caminhou até ele com uma serenidade aparente.

— O tratamento já terminou? — Perguntou ela, mantendo a voz controlada.

Sandro ergueu a mão para acariciar os longos cabelos da esposa com uma ternura calculada.

— Sim, terminou.

— E como você está se sentindo?

— É como das outras vezes. Quando a doutora Daniela me faz reviver o trauma, sinto um medo paralisante. No entanto, por mais doloroso que seja o processo, a sensação de alívio ao final compensa todo o sofrimento. — Explicou ele, ostentando uma expressão de puro êxtase e relaxamento.

— Olívia, você deve ter ficado morta de preocupação ao ouvir os gemidos do Sandro, não é? — A voz doce e carregada de sorrisos pertencia a Daniela Silva, que saiu do escritório logo atrás dele. Seus olhos brilhantes e sedutores carregavam um magnetismo inegável.

Olívia retribuiu com um sorriso contido e elegante.

— De forma alguma. Você é uma psicóloga renomada no mercado, então fico muito tranquila sabendo do seu esforço e dedicação no tratamento do meu marido.

— O mérito também é do Sandro, que colabora de forma exemplar para que tudo flua tão bem. — Rebateu Daniela, lançando ao homem um olhar carregado de segundas intenções.

Constrangido, Sandro desviou o rosto com pressa.

— Acabei suando frio lá dentro, então vou subir para tomar um banho.

— E eu vou aproveitar para ver como a Rosana está. — Acrescentou a psicóloga.

Olívia acompanhou com o olhar as duas figuras que se afastavam juntas. Assim que desapareceram de vista, a frieza tomou conta de seus olhos. Sem hesitar, ela deu meia-volta e entrou no escritório, caminhando direto para a sala de descanso anexa.

Seu olhar recaiu de pronto sobre a lixeira no canto do cômodo. Com um movimento brusco, ela virou o cesto de cabeça para baixo. Em meio ao mar de papéis amassados, um preservativo usado saltou aos olhos, gritando a verdade que ela já suspeitava.

Encarando aquela prova irrefutável de traição, Olívia soltou uma risada amarga e autodepreciativa, sentindo os olhos arderem pelas lágrimas contidas.

O clichê do marido infiel nem era a pior parte daquela história. A verdadeira ironia cruel era constatar que o homem incapaz de tocar a própria esposa tinha energia de sobra para se deitar com outra mulher.

Há três anos, os dois haviam se casado no exterior. Na noite de núpcias, Sandro reclamou da falta de clima no hotel e insistiu em dirigir até uma pousada no topo da montanha. No meio do caminho, ele tentou forçá-la a ter relações sexuais dentro do carro. Diante da recusa de Olívia, ele se irritou e perdeu o controle da direção, fazendo o veículo despencar pela estrada sinuosa. O impacto lesionou a coluna lombar de Sandro.

Eles sobreviveram por um milagre, mas o acidente deixou uma sequela devastadora, a disfunção erétil. Desde então, ele não sentia mais desejo pela esposa e, pior, a simples aproximação dela lhe causava pânico, trazendo à tona as memórias aterrorizantes daquela noite. Ele havia deixado de ser um homem funcional.

Olívia esteve ao lado dele durante uma longa e exaustiva jornada de tratamentos, até que os médicos concluíram que o problema não era físico, mas sim um transtorno de estresse pós-traumático.

Foi a partir daquele diagnóstico que Daniela assumiu o posto de psicóloga exclusiva de Sandro. Como Daniela era mãe solo e divorciada, a rotina de idas e vindas para as sessões diárias de duas horas se tornou inviável para ela. Por isso, há seis meses, Sandro sugeriu que ela e a filha se mudassem para a casa deles.

No início, Olívia não viu maldade na situação. Isso mudou há três noites, quando desceu para beber água e escutou uma conversa reveladora por puro acaso.

— Sandro, você nunca consegue segurar os gemidos. Não tem medo de que a Olívia escute e comece a desconfiar? — Provocou Daniela.

— A Olívia ainda é virgem e não tem experiência nenhuma. Ela não entende nada sobre desejo entre homem e mulher, então jamais desconfiaria de algo assim. — Respondeu o marido, acomodado no sofá com um tom de voz desdenhoso.

— Mas agora que você voltou ao normal, não pensa em... tentar com ela? — A psicóloga deslizou as mãos pelo corpo dele enquanto falava.

— Eu já tentei, mas com ela não funciona... — Suspirou Sandro, fechando os olhos.

— Então só funciona comigo? — Ela mordiscou o lóbulo da orelha dele como uma gata selvagem.

— Com esse seu jeito de seduzir, ninguém conseguiria resistir. Até um santo pecaria se caísse nas suas garras...

Parada no topo da escada, Olívia sentiu o sangue congelar nas veias, enquanto um frio cortante se espalhava por cada centímetro do seu corpo.

Suas têmporas latejavam com violência, e a cabeça parecia prestes a explodir sob uma pressão esmagadora. Foi ali que a ficha caiu. Os gemidos que ela julgava serem de dor eram, na verdade, os sons do prazer proporcionado pela bela psicóloga.

No dia seguinte àquela descoberta, ela encontrou o primeiro preservativo no lixo. O de hoje era o terceiro.

O marido que passou três anos sem conseguir tocá-la havia usado três preservativos em apenas três dias com a amante. Aquela terceira camisinha foi a gota d’água que estilhaçou qualquer resquício de esperança que ela ainda pudesse ter.

Com uma apatia assustadora, Olívia devolveu a prova nojenta ao lixo e saiu do escritório, caminhando até a sala de estar, onde se sentou em silêncio. Pouco tempo depois, Sandro desceu as escadas com roupas limpas e uma postura revigorada.

— Preciso discutir um assunto com você.

— Tenho algo para te falar.

As vozes dos dois soaram em uníssono. Olívia piscou, surpresa por um instante, mas logo abriu um sorriso sem humor.

— Pode falar primeiro. — Cedeu ela.

— Quero que você comece a levar e buscar a Rosana na escola no lugar da doutora Daniela. Você fica em casa o dia todo sem fazer nada mesmo, então não vai custar nada. A doutora tem uma carga de trabalho muito pesada, e você poderia aliviar esse peso para ela.

"A amante rouba o meu marido e eu ainda preciso virar babá da filha dela?", pensou Olívia, incrédula.

— E por qual motivo eu faria isso? — Questionou ela, com a voz cortante como gelo.

Sandro franziu a testa, incomodado com a resistência, mas tentou manter a paciência para contornar a situação.

— Olívia, tente ser um pouco mais compreensiva. É muito fácil ser uma madame que passa os dias no ócio, mas você faz ideia da guerra que eu enfrento no mundo dos negócios? Meu cargo de presidente no Grupo Lumina está por um fio. Tivemos um ano de resultados medíocres, as ações estão estagnadas, e o vice-presidente já se juntou a alguns diretores para pedir a minha cabeça na próxima assembleia. Preciso de uma jogada de mestre para virar o jogo, e a doutora Daniela tem contatos com a Mestra Z, uma das maiores investidoras do mercado. Se ela fizer essa ponte para mim, a vitória é certa.

— Então o seu plano é que eu vire capacho da doutora Daniela para bajulá-la? — Resumiu Olívia.

Sandro lançou um olhar de soslaio para ela, carregado de um desprezo que ele sequer tentou disfarçar.

— Não é como se você tivesse alguma outra utilidade para oferecer. Essa é a tarefa mais simples do mundo. Ou por acaso você tem competência para me apresentar à Mestra Z?

Olívia sustentou o olhar dele em um silêncio pesado. Ela não precisava de contatos para apresentá-lo à Mestra Z, pelo simples fato de que ela mesma era a lenda dos investimentos.

Formada em finanças, ela havia optado por não seguir carreira na área, o que fez todos acreditarem que ela era apenas uma mulher sem ambição. Ninguém desconfiava do seu dom extraordinário para o mercado financeiro.

No entanto, talento não é sinônimo de paixão. Ela havia cursado finanças por pressão familiar, mas o seu verdadeiro amor sempre foi a perfumaria. Seu maior sonho era criar a própria marca de perfumes de luxo, e por isso passava os dias trancada em seu pequeno estúdio, misturando essências.

A Mestra Z só nasceu porque ela via o esforço descomunal do marido e decidiu acumular poder e fortuna em segredo, para ser o porto seguro dele caso tudo desse errado. Ela havia sacrificado muito por aquele casamento, mas a traição chegou muito antes de qualquer reconhecimento. E o mais cômico de toda aquela situação era ver Daniela mentindo sem o menor pudor ao afirmar que conhecia a Mestra Z.

— Você me acha tão inútil assim, Sandro? — Ela soltou uma risada carregada de ironia.

O marido tentou contornar a situação com uma desculpa esfarrapada.

— Não foi isso que eu quis dizer. É que eu passei três anos focado nesse tratamento, e você sabe como dizem por aí. Mente vazia é oficina do diabo. Fiquei preocupado que a falta do que fazer fizesse você colocar bobagens na cabeça.

— Que tipo de bobagens? — Perguntou Daniela, que se aproximava da sala com um sorriso radiante.

Sandro se levantou de pronto para recebê-la.

— Eu estava conversando com a Olívia agora mesmo. A partir de amanhã, ela será responsável por levar Rosana à escola e buscá-la depois das aulas.

A psicóloga levou a mão ao peito, encenando uma surpresa perfeita.

— Nossa, mas isso não é adequado. Como eu poderia abusar da boa vontade da Olívia dessa forma? É melhor deixarmos a babá encarregada disso.

— Confie em mim, a Olívia é muito mais cuidadosa e vai fazer um trabalho bem melhor que qualquer funcionária. — Insistiu ele.

— Mas se a Olívia não se importar...

— Ela já concordou com tudo.

Olívia cravou as unhas nas palmas das mãos, levantando-se com uma postura implacável.

— Eu não concordei com absolutamente nada e me recuso a fazer isso. — Disparou ela, sem o menor pingo de cortesia.

Naquele exato segundo, uma decisão irrevogável tomou forma em sua mente. O plano inicial de um divórcio amigável havia evaporado.

"Quem brinca com os sentimentos alheios não merece um final feliz", concluiu ela, determinada a fazê-lo pagar caro.

O rosto de Sandro escureceu de raiva. Aquela atitude rebelde e desafiadora não combinava em nada com a esposa dócil e compreensiva que ele estava acostumado a manipular.

O clima pesou na sala, até que a tensão foi rompida por uma voz infantil.

— Bangue! Bangue! Eu tenho uma arma, todo mundo com as mãos para o alto!

Rosana, a filha de cinco anos de Daniela, invadiu o ambiente correndo e apontando um objeto rosa de formato peculiar para os adultos. Assim que bateu os olhos no brinquedo, a psicóloga empalideceu e gritou, horrorizada:

— Onde você encontrou isso, menina?!

Por mais inexperiente que Olívia fosse, o formato inconfundível daquele objeto não deixava margem para dúvidas sobre a sua utilidade.

— Eu peguei lá no quarto da senhora Olívia! — Respondeu a criança, apontando o dedo na direção da esposa.

Sandro arregalou os olhos, e uma fúria sombria começou a transbordar de sua expressão. O orgulho masculino de saber que a própria esposa estava tão carente a ponto de recorrer a um consolo de plástico era um golpe duro demais para o seu ego.

Com um movimento brusco, ele arrancou o objeto das mãos da criança e, cego pela humilhação, esbravejou:

— Olívia, você está tão desesperada assim por atenção na cama?!

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