LOGINSabrina Becker
caminho lentamente quase arrastando-me pelo shopping preguiçosamente, não diria preguiça, o problema é que estou exausta. Enquanto isso, ao contrário de mim, minha prima anda entusiasmada pelos corredores do shopping em uma energia impressionante.Não foi ela que dormiu com Aaron a noite toda.-Sabrina...- Ela me olha por cima do ombro ao parar. -Você está horrível, o que aconteceu?Suspiro cansada, minha noite ao lado do Aaron foi um saco, eu tive que por uma barreira de travesseiros entre a gente.-Eu não me sinto bem desde ontem, Kelly.- digo desanimada. -Não queria ter visto aquilo.-Você viu o Gustavo torturar alguém?- nego. -Oras, o que viu então?Puxei a Kelly pelo braço para um pouco mais distante dos 5 seguranças que estão conosco a mando do Aaron.-A máfia alemã vende mulheres.- sussurro para que ninguém nos ouça, minha primaarregala os olhos.-COMO É?- ela praticamente grita.-Fala baixo.- os seguranças nos olha estreito mas logo dou um jeito que disfarça.-Eu nunca soube disso.- Ela dá de ombros. -Achei que só meu irmão fazia essas coisas, aquele homem não tem coração.-Seu irmão faz isso?- ergo as sobrancelhas.-E o ramo da máfia italiana! Depois da cocaína.- ela cruza os braços. -Por que acha que não falo sobre ele? Odeio aquele homem.-Que seja!- voltamos a andar. -Há uma garota desesperada para sair de lá.-E como ela é?- kelly questiona ao olhar a vitrine.-Ela é bonita. Tem fios pretos, olhos castanhos e bastante alta.-Parece ser bonita.- entramos em uma das lojas. -Mas vamos concordar, é estranho. Elas são obrigadas a fazerem isso?Nego.-Gustavo me disse que elas estão lá por vontade própria e até elas concordaram.-Viu! É estranho.- kelly põe um vestido preto em frente ao seu corpo.-É bonito?Concordei.Peguei um vestido azul com alças finas no cabide.-Irei para o vestuário.- Kelly assentiu analisando os vestidos coloridos.Entrei no banheiro com várias cabines e escolhi um vazia.Tirei o vestido que usava e coloquei o azul, sair da cabine que fica diferente para o espelho.Pelo reflexo do espelho vi o homem com os braços cruzados escorado na porta de umas das cabine.-Que sacanagem.- me aproximei do espelho. -Não posso mais fazer compras em paz?Ele riu e negou.-Acho que seria uma boa chamar os seguranças para mais próximo de você.-Como conseguiu driblar eles?- ajustei o vestido em meu corpo.-Segredo.-O que quer Dimitri?- viro-me para ele. -Você não tem vergonha na cara mesmo.-Você assumiu a máfia.Ele se aproxima com as mãos nos bolsos da calça de couro.-Sim, mas não é oficial, sinta-se convidado para a festa.- curvei os lábios em um sorriso forçado. -Se tiver coragem de aparecer.-Eu irei por que sou ousado!Viro-me para o espelho.-Claro que é.-Sabrina? Você sabe que eu sou inocente eu não tenho porra de culpa nenhuma.- ele pensa. -Talvez eu tenha ajudado um pouquinho a Karla mas, não foi eu que sequestrei a mãe do seu maridinho.Me viro bruscamente.-Já tentou dizer isso a ele?-Pra ele meter uma bala no meio da minha testa? Não obrigado.-Se não foi você...Quem foi?-Desculpa, não posso passar essa informação- ele ergue uma sobrancelha.-Sim?!-Não mesmo! A sensação de pique esconde é interessante, fui chamado para resolver uma situação gata e advinha?-Você recusou.Ele assentiu.-Exatamente! Eu quero limpar minha barra com o Aaron, acredite eu o considero muito.- Ele pausa pensativo. -Apesar dele louco pra tirar minha própria vida.Olha ele tem sentimentos.-O que eu ganho com isso?-Sabrina como você é difícil.- Ele bufou. -Sua irmã poderá voltar, minha barra estará limpa e você terá seus felizes para sempre em paz.-Mas você havia dito que queria se vingar do Aaron.-Mudei de ideia, sem mim você não sabe o quanto está ferrada.-Isso foi uma ameaça?- cruzei os braços. -Sabe com quem está lidando?-NÃO! Longe de mim, foi somente um aviso.Às luzes se apagam por cerca de 30 segundos logo voltando.A porta do banheiro estava aberta.Nego sorrindo.Por coincidência ou não, Gustavo se recuperou da bala que atingiu seu peito a três meses atrás, mas infelizmente Verônica escapou, Venture ficou arrasado ao descobrir que a filha estava envolvida em todo esse esquema e que isso a levaria à morte.A vida tinha que continuar, a prova disso? Ester, depois que soube da morte do marido que foi acusado de traição. Ela tomou uma decisão em relávamos a sua vida, iria aproveitar o pingo de vontade da vida que existia em si para conhecer o mundo. Em 3 meses a mulher viajou por toda Europa.As Ferrari? Assim que Kelly soube que Gustavo havia levado um tiro, automaticamente se desesperou e acreditem, assim que Gustavo chegou na Alemanha ela o pediu em casamento. O mais engraçado foi a reação do Duckworth que estava totalmente confuso.-Eu que não deveria ter pedindo você em casamento, Becker?- Ainda confuso, ele questionou.Se ajeitou confortavelmente na cama do hospital sustentando seu melhor sorriso.-Em que época você vive, Gustavo?- Kelly o
Aaron Duckworth.-Fala Elisa.-Eu não acredito que você sequestrou o meu irmão, Duckworth!- Grita exasperada. -Cara! O meu irmão.- Repete.Não contive o sorriso ao imaginar a cara de desespero do Valentin ao ser jogado dentro de um carro escuro recebendo um capuz da mesma cor que impedisse sua visão.Por outro lado eu estava aliviado, tudo isso havia acabado ou aparentemente havia acabado.As palavras daquele homem não havia saido da minha cabeça."Ainda não acabou, Duckworth"Sabrina está em casa! É isso que importa.Ultrapasso o sinal vermelho desviando com sucesso de uma motocicleta.-Ouviu o que eu disse Aaron?-Claro! Eu precisava de um médico para ela.-O meu irmão Aaron?- desdenhou. -Ele estava trêmulo seu louco.Contenho a risada perversa, já tive vontade de fazer coisa bem pior do que um simples e falso sequestro.Um suporte médico muito bem organizado pelo meu pai foi montado em meu quarto para dar suporte a minha loira caso ela precisasse de algo.E eu precisava de um médic
Dimitri voltou para a mansão sustentando o semblante frustrado, alisa os fios loiros para trás enquanto sobe as escadas silenciosamente."-05"Elisa havia feito Clara desmaiar, disse que a levaria para um galpão, talvez Aaron ainda quisesse falar com ela.Vozes masculinas são ouvidas ao lado oposto do corredor, o fazendo se questionar. Curioso, ele segue as vozes, seja lá quem for, parecia estar bastante irritado pelo tom.A porta estava aberta, inclinou-se um pouco a cabeça enxergando o interior do escritório vendo o homem de frente para Jhonson.-Que diabos...- Resmungou baixo ao se afastar silenciosamente.Isso não seria possível! Ou seria?Se afastou indo em direção ao quarto em que a loira está, dessa vez a porta não estava trancada.Ele abriu com cautela enfiando a cabeça pela brecha da porta.Ela ainda estava apagada.Ele entra fechando a porta por atrás de si, caminha cautelosamente até a loira analisando rapidamente seu corpo a barriga dela já era notável.-Então você está gr
No escritório, Aaron conversa com Dimitri tranquilamente.Se passava das 02:15 da madrugada, Gustavo já havia se retirado junto com Elisa e Diogo para uma verificação rápida de alguns objetos...-Como ela está?- questiona meio receoso sem deixar transparecer mas no fundo, havia medo e ansiedade pela a resposta do Venture.Dimitri desvia o olhar rapidamente, procurava as respostas certas que até então não vinham ó obrigando a falar a verdade.-Sabrina está sendo mantida em um quarto com acesso à banheiro, closet e uma grande cama.- diz transparecendo insegurança. -Ela sente sua falta, Aaron.Aaron estreita os olhos em desconfiança, isso não é normal. Desde quando sequestrados possuem mordomia?-Está perplexo, Dimitri.- indagou. -Sabe que isso não é normal, o que está acontecendo com a Becker?- Aaron manteve o olhar firme sobre o loiro que suspira.-Sabrina está sendo torturada psicologicamente.- Diz com pesar. -Eu não pude fazer nada... Aaron ajeita a postura na poltrona de couro já s
Aaron Duckworth-Não demore muito, Duckworth.Eu não aceito receber ordens! E ter que fingir esse momento da "fragilidade" não combina nem um pouco comigo.-Estou chegando.- Tento responder o mais calmo possível escondendo meu fingimento. Eu estou a ponto de mandá-lo se foder.Elisa desliga finalmente desliga o telefone.A confissão do Venture também me intriga, saber que só participou de todo esse esquema por conta da Verônica é algo estranho, já que há relatos de que os dois não se davam muito bem mas mantinham as aparências pelo o nome da família.Passo a marcha do veículo para a quinta recebendo o olhar mortal da Elisa.-Se não se incomodar, gostaria de que diminuísse a velocidade, Duckworth.- Diz tranquila porém seus olhos castanhos demonstram outra coisa. -Admiro que ainda não tenha morrido.-Treino! Dirijo desde os 13 anos.- ela me olha incrédula. -Treinamentos para fugas em alta velocidade, adrenalina pura, é divertido.Diminuir a velocidade observando de canto seu corpo relax
Sabrina Becker.Abro os olhos rapidamente, eu ainda não me acostumei e nem vou.É difícil você acordar em seu "quarto" ao mesmo que não é o bendito quarto do Duckworth.Isso está me deixando atormentada, acho que se eu estivesse em um galpão talvez o choque séria menor do que acordar no quarto em que eu normalmente durmo só que sem a presença do meu marido.Olha o que você tá pensando Sabrina.Coitado...Eu não imagino como ele possa está psicologicamente. A complexidade disso tudo é surreal.Primeiro: Meu sequestro foi no dia do aniversário do Aaron.Segundo: Era pra ser uma bela comemoração ao revelar o sexo das nossas filhas.Terceiro: Ele receberia a notícia de que séria pai.Tudo aconteceu ao contrário.Nada foi como eu planejei.Aaron deve estar desesperado.-Sabrina?Retiro de imediato o lençol que me conbria até o topo da cabeça, estreito os olhos com o cenho fechado ergo o tronco analisando o quarto.Não é possível.Eu tinha certeza! Eu escutei sua voz ou eu tô ficando maluc







