LOGINSabrina Becker
Sinto uma pequena fonte de calor próxima ao meu rosto me fazendo despertar.Semicerro os olhos abrindo lentamente.Claro!Aaron dormia profundamente próximo ao meu rosto e eu sentia sua respiração suave contra minha pele.Olho para baixo vendo que ele mantém seu braço ao redor da minha cintura.Como chegamos nessa posição?Tento retirar seu seu braço de cima de mim mas é em vão.Ele me puxa para mais perto de si, grudando nossos corpos.-Fica mais um pouco.- diz em um sussurro rouco, quase inaudível ainda com os olhos fechados.O maracujá não fez efeito? É isso?Ele dormiu sem camisa, ok! Acordar as 9:00 da manhã ao lado do Aaron, sem camisa e sonolento é estranhamente fofo.Olho para seu peito onde o ferimento já estava quase 100% cicatrizado.Fico em silêncio.-Eu não durmo assim há 14 anos.- Ele sussurrou sonolento. -Tão bem.Ele abre os olhos lentamente.A luz que invadia o quarto através das cortinas já abertas clareia.Agora vejo que seus olhos não são totalmente escuros, há uma outra cor ali.Ele riu baixo, sinto seu corpo estremecer contra o meu.-Do que você tá rindo?- Arqueei uma sobrancelha.-Seu rosto! O jeito que você acorda é fofo.Arregalo os olhos e o empurro com as duas mãos sobre seu ombro e ele rir mais ainda.Me ponho de pé bruscamente e visivelmente sem graça, coço a lateral da cabeça.-Idiota.Ele levantou o tronco apoiando seu peso sobre as duas mãos em cada lado do corpo.-Não tinha uma reunião com o meu pai?- ele diz e baixo e bato a palma da mão contra a testa.-Droga! Eu esqueci.- o olho. -Tenha um bom dia, Duckworth.-Tenha um bom dia, Becker.- ele rir voltando a se deitar.Viro-me em direção a porta mais paro ao escutar sua risada rouca.-Não esqueça de arrumar o cabelo.- Sugeriu humorado. -A porta está aberta.Aberta?? Quando ele...Esquece!-Vai para o inferno.Abro a porta logo a batendo com força.Quem ele pensa que é?Tá! Idai que ele acorda bonitinho?-Ele que me aguarde.- Resmungo sozinha enquanto caminho em direção ao meu ex-quarto.[...]Finalizo o batom avermelhado em seguida passo um pouco de colônia, arrumo delineador e depois a máscara de cílios.Me abaixo fechando o fecho do salto alto por fim.Me levanto encarando meu reflexo no espelho, não contive o sorriso ao me sentir poderosa.Arrumo o rabo de cavalo bem alto e por último meus brincos favoritos.Passo pela porta a deixando aberta, dou alguns passos pelo corredor e paro enfrente ao nosso quarto.Vamos ver agora.-Aaron? Já que irei passar a dormir aqui, peça que mudem algumas coisas minha para cá.- falo ao entrar.Aaron me olha de cima abaixo e nega.-Eu sei! Eu tô gostosa né?- dou uma voltinha.-Nem fudendo.- ele se levanta. -Você não vai sair assim, tá louca?Ele caminha em minha direção e dou de ombros.-Eu não tô bonita o suficiente?- dou mais uma volta. -Acho que posso melhorar.-Você tá gostosa demais.- ele me puxa pela cintura. -Esse é o problema.Sorri vitoriosa.-Desculpa atrapalhar o casal.- Aaron encara o primo friamente. -Sabrina estamos atrasados.Encaro os olhos escuros dó homem a minha frente que perdi o humor.-Preciso ir Duckworth.- me aproximo da sua orelha que o os saltos me davam esse benefício. -Até mais tarde amor.- sussurrei em seu ouvido e rir ao sentir seu corpo estremecer.O dou as costas caminhando em direção ao meu amigo.-Porra Sabrina.- escutei seu resmungar e rir.[...]-Se você continuar assim, já já terá um cachorrinho aos seus pés.- Gustavo comenta humorado. -Nunca vi o meu primo desse jeito, ele está...diferente.Gustavo entrega a chave para o manobrista e me acompanha até o imenso prédio espelhado.-Isso é bom?- Questionei enquanto admirava a estrutura.-Sim! Ele anda mais paciente....Assenti.Assim que entramos os olhares foram voltados para mim. Vergonha? Nem um pouco. Isso só me fez erguer a cabeça enquanto andava elegantemente.-Arrasou.- Gustavo sorri.Ele chamou o elevador que logo chegou e subimos.Ok! Agora admito que estou nervosa.[...]-E essa é a sua sala.- Adam abre uma porta me dando passagem.É uma sala simples, uma mesa de madeira, duas cadeiras uma de frente para outra, algumas prateleiras com vários livros e um tapete vermelho.Sem contar a vista magnífica daqui e sem mencionar que as paredes são espelhadas.-Adorei.-Fico feliz Sabrina.- Adam circula pelo escritório aparentemente satisfeito.-E a próxima carga de armamentos? Quando chega?-Em breve.- Gustavo comenta sério.Assenti.-Agora vamos para outra Área.- Adam olha para Gustavo. -Leva ela para mim Gustavo.Gustavo assentiu pedindo para o acompanhar.Descemos, o que não entendi foi por qual motivo estamos saindo do prédio.-Para onde vamos?-House.-House?- questionei ainda confusa.-Você verá gatinha.[...]-Uma casa barulhenta? Sério Gustavo????- cruzei os braços sobre o peito. -Achei que era algo importante.A nossa frente há uma mansão branca, cercada de seguranças fortemente armados.Dá mansão surgia uma música eletrônica muito alta, é de ensurdecer qualquer um.O que me intrigava é que essa casa ficava bastante longe da cidade e também sua localização é meio do nada.Gustavo deu a ordem e um dos dois homem abriram a porta.Dou um passo à frente...-Não é possível.Olho ao redor da casa esquecendo a música que estava exageradamente alta.Mulheres.A música é abaixada e os olhares são direcionados para mim.-Meu Deus.- Sussurrei surpresa com a boca entreaberta.-Supresa?- Assenti. -Antes que comece a falar, às garotas estão aqui por vontade própria e são muito bem tratadas.-É verdade.- uma garota da um passo à frente. -Ninguém está sendo obrigada a estar aqui. Ninguém nos sequestrou ou algo do tipo, a gente está aqui por vontade própria.Uma garota com os fios cacheados e olhos castanhos e pele negra diz sentada em um dos degraus das escadas.-Vocês sabem que estão lidando com a máfia né?- Questionei ainda pasma.Todas assentiram.-Estamos aqui em busca de uma vida melhor , somos pagas por isso.- uma ruiva diz.-Prostituição?-Serão leiloadas.- Gustavo afirmou. -Mas trabalhamos com isso também.-Vocês estão cientes disso?- todas concordam novamente.Céus! O que essas garotas tem na cabeça.-Qual a idade delas Gustavo?-Entre 20 e 25.-Gustavo, eu quero ir embora.Dou às cotas mas paro ao segurarem meu pulso.-Posso conversa com você?- ela olha para Gustavo. -Em particular?-Sim! Me espera aqui Gustavo.A garota de fios escuro me arrastou para algum cômodo desconhecido.Ela parou e virou-se de frente para mim.-Você precisa me tirar daqui.- ela implora. -Meus pais me venderam para um homem que me trouxe para cá. -Ela súplica.- Eu preciso ir embora. As garotas não estão aqui obrigatoriamente, mas eu sim.Eu estou em choque.Eu não consigo pensar.Eu estou destruída internamente.[...]Entrei pela porta da frente ainda em choque e com pensamentos distantes, joguei a bolsa em cima do sofá e subir as escadas rapidamente ainda com saltos.Abrir a porta bruscamente.-Eu te odeio!! Eu não tenho palavras para descrever o que eu estou sentindo pelos Duckworth nesse exato momento.- Gritei exasperada, não contendo a raiva que segurei o caminho todo.-Como vocês podem fazer isso???Enxuguei as lágrimas com o antebraço.Aaron se levantou de imediato.-Eu te avisei Sabrina.- Ele levanta os braços. -Eu não tenho culpa! Elas devem ter dito a você.- ele continua a se aproximar. -Estão lá por vontade própria, nenhuma delas foram sequestrada ou algo do tipo.O encaro ainda com fúria, minha visão está turva sem contar a culpa que estou sentindo. Eu não fazia ideia que a máfia trabalhava com venda de mulheres.-Sabrina?- ele toca meus rosto, enxugando uma lágrima. -Me desculpa, mas não posso fazer nada em relação à isso.-Há quanto tempo fazem isso?- pergunto baixo.-desde quando surgirmos.- Aaron me envolve em seus braços me apertando em um abraço. -Se eu pudesse fazer algo eu faria gatinha.- ele ergue minha cabeça com meu queixo entre o polegar e o indicador. -Me desculpa.Por coincidência ou não, Gustavo se recuperou da bala que atingiu seu peito a três meses atrás, mas infelizmente Verônica escapou, Venture ficou arrasado ao descobrir que a filha estava envolvida em todo esse esquema e que isso a levaria à morte.A vida tinha que continuar, a prova disso? Ester, depois que soube da morte do marido que foi acusado de traição. Ela tomou uma decisão em relávamos a sua vida, iria aproveitar o pingo de vontade da vida que existia em si para conhecer o mundo. Em 3 meses a mulher viajou por toda Europa.As Ferrari? Assim que Kelly soube que Gustavo havia levado um tiro, automaticamente se desesperou e acreditem, assim que Gustavo chegou na Alemanha ela o pediu em casamento. O mais engraçado foi a reação do Duckworth que estava totalmente confuso.-Eu que não deveria ter pedindo você em casamento, Becker?- Ainda confuso, ele questionou.Se ajeitou confortavelmente na cama do hospital sustentando seu melhor sorriso.-Em que época você vive, Gustavo?- Kelly o
Aaron Duckworth.-Fala Elisa.-Eu não acredito que você sequestrou o meu irmão, Duckworth!- Grita exasperada. -Cara! O meu irmão.- Repete.Não contive o sorriso ao imaginar a cara de desespero do Valentin ao ser jogado dentro de um carro escuro recebendo um capuz da mesma cor que impedisse sua visão.Por outro lado eu estava aliviado, tudo isso havia acabado ou aparentemente havia acabado.As palavras daquele homem não havia saido da minha cabeça."Ainda não acabou, Duckworth"Sabrina está em casa! É isso que importa.Ultrapasso o sinal vermelho desviando com sucesso de uma motocicleta.-Ouviu o que eu disse Aaron?-Claro! Eu precisava de um médico para ela.-O meu irmão Aaron?- desdenhou. -Ele estava trêmulo seu louco.Contenho a risada perversa, já tive vontade de fazer coisa bem pior do que um simples e falso sequestro.Um suporte médico muito bem organizado pelo meu pai foi montado em meu quarto para dar suporte a minha loira caso ela precisasse de algo.E eu precisava de um médic
Dimitri voltou para a mansão sustentando o semblante frustrado, alisa os fios loiros para trás enquanto sobe as escadas silenciosamente."-05"Elisa havia feito Clara desmaiar, disse que a levaria para um galpão, talvez Aaron ainda quisesse falar com ela.Vozes masculinas são ouvidas ao lado oposto do corredor, o fazendo se questionar. Curioso, ele segue as vozes, seja lá quem for, parecia estar bastante irritado pelo tom.A porta estava aberta, inclinou-se um pouco a cabeça enxergando o interior do escritório vendo o homem de frente para Jhonson.-Que diabos...- Resmungou baixo ao se afastar silenciosamente.Isso não seria possível! Ou seria?Se afastou indo em direção ao quarto em que a loira está, dessa vez a porta não estava trancada.Ele abriu com cautela enfiando a cabeça pela brecha da porta.Ela ainda estava apagada.Ele entra fechando a porta por atrás de si, caminha cautelosamente até a loira analisando rapidamente seu corpo a barriga dela já era notável.-Então você está gr
No escritório, Aaron conversa com Dimitri tranquilamente.Se passava das 02:15 da madrugada, Gustavo já havia se retirado junto com Elisa e Diogo para uma verificação rápida de alguns objetos...-Como ela está?- questiona meio receoso sem deixar transparecer mas no fundo, havia medo e ansiedade pela a resposta do Venture.Dimitri desvia o olhar rapidamente, procurava as respostas certas que até então não vinham ó obrigando a falar a verdade.-Sabrina está sendo mantida em um quarto com acesso à banheiro, closet e uma grande cama.- diz transparecendo insegurança. -Ela sente sua falta, Aaron.Aaron estreita os olhos em desconfiança, isso não é normal. Desde quando sequestrados possuem mordomia?-Está perplexo, Dimitri.- indagou. -Sabe que isso não é normal, o que está acontecendo com a Becker?- Aaron manteve o olhar firme sobre o loiro que suspira.-Sabrina está sendo torturada psicologicamente.- Diz com pesar. -Eu não pude fazer nada... Aaron ajeita a postura na poltrona de couro já s
Aaron Duckworth-Não demore muito, Duckworth.Eu não aceito receber ordens! E ter que fingir esse momento da "fragilidade" não combina nem um pouco comigo.-Estou chegando.- Tento responder o mais calmo possível escondendo meu fingimento. Eu estou a ponto de mandá-lo se foder.Elisa desliga finalmente desliga o telefone.A confissão do Venture também me intriga, saber que só participou de todo esse esquema por conta da Verônica é algo estranho, já que há relatos de que os dois não se davam muito bem mas mantinham as aparências pelo o nome da família.Passo a marcha do veículo para a quinta recebendo o olhar mortal da Elisa.-Se não se incomodar, gostaria de que diminuísse a velocidade, Duckworth.- Diz tranquila porém seus olhos castanhos demonstram outra coisa. -Admiro que ainda não tenha morrido.-Treino! Dirijo desde os 13 anos.- ela me olha incrédula. -Treinamentos para fugas em alta velocidade, adrenalina pura, é divertido.Diminuir a velocidade observando de canto seu corpo relax
Sabrina Becker.Abro os olhos rapidamente, eu ainda não me acostumei e nem vou.É difícil você acordar em seu "quarto" ao mesmo que não é o bendito quarto do Duckworth.Isso está me deixando atormentada, acho que se eu estivesse em um galpão talvez o choque séria menor do que acordar no quarto em que eu normalmente durmo só que sem a presença do meu marido.Olha o que você tá pensando Sabrina.Coitado...Eu não imagino como ele possa está psicologicamente. A complexidade disso tudo é surreal.Primeiro: Meu sequestro foi no dia do aniversário do Aaron.Segundo: Era pra ser uma bela comemoração ao revelar o sexo das nossas filhas.Terceiro: Ele receberia a notícia de que séria pai.Tudo aconteceu ao contrário.Nada foi como eu planejei.Aaron deve estar desesperado.-Sabrina?Retiro de imediato o lençol que me conbria até o topo da cabeça, estreito os olhos com o cenho fechado ergo o tronco analisando o quarto.Não é possível.Eu tinha certeza! Eu escutei sua voz ou eu tô ficando maluc







