INICIAR SESIÓNSabrina Becker.
Fecho a porta silenciosamente pondo a chave no painel emadeirado, suspiro aliviada, sem seguranças hoje ou algo do tipo.Amém.Mari saia da cozinha com uma vasilha branca sobre a bandeja prateada e de imediato a paro e por reação a mulher se assusta.-O que é isso Mari?- me aproximo, vendo o conteúdo, brigadeiro. -Brigadeiro? Aaron gosta de doce?-Que susto senhorita! Aaron pediu para que eu prepare-se.-Aquele ser mais azedo que limão gosta de doce?- Sorrio humorada. -Interessante....- com o dedo indicador acabo pegando uma pequena quantidade de brigadeiro.Saboreio o doce que por sinal estava maravilhoso.-Divino.- fecho os olhos e suspiro com o sabor doce.-Zero lactose.-Como?- a olho vendo a mesma suspirar.-Aaron tem intolerância à lactose Senhorita, sua alimentação é supervisionada por uma nutricionista.Hum...dessa eu não sabia, quem diz que um homem daquele tem intolerância a algo?Ele é intolerante.-Mari? Por favor, leve uma salada de frutas para o quarto dele.- subo alguns degraus mas paro e olho para trás. -Deixe o brigadeiro na geladeira, eu não vou deixar aquela peste comer isso, parece que é louco.-Mas a ordem foi dele...-Ele quis como enfermeira! pois bem.-Tudo bem senhorita.- Mari se dar por vencida retornando para a cozinha.Continuo o meu caminho escadaria acima, então ele é intolerante a lactose...Viro o corredor e ouço a voz estridente de Gustavo e Aaron que o manda calar a boca.Dou alguns passos parando de frente para a porta e bato três vezes escutando o silêncio.-Entre.Recebo a autorização e assim faço.-Com licença.- abro a mesma devagar.-Precisa de algo senhor Levi?- falo em tom provocativo.-Venha aqui, Becker.Suspiro já me arrependendo da minha afronta, eu preciso me controlar.Em passos firmes me aproximo da cama parando ao lado do meu amigo.-Gustavo.- Faço uma breve reverência logo em seguida olha para Aaron. -O que houve?-Teremos uma reunião com os família Duckworth.- Gustavo inicia cruzando as mãos em frente ao seu corpo.Ele usava uma camisa social e uma vermuda jeans escura e sandália.Milagre.-Posso saber a respeito do assunto?- O olho.-A máfia alemã.- Levi fala ganhando a minha atenção. -Sobre a cadeira pra ser exato.-Aaron não pode assumir. Ainda não está bem em condições de saúde.- Gustavo diz descontente. -Então ele não é indicado no momento.-Quando será a reunião?- cruzo os braços aguardando a resposta.Isso vai ser um saco, odeio essas reuniões. Se for sobre contrato é pior ainda, horas sentada vendo homens encher a cara de whisky enquanto as mulheres tomam chá.-As 16:40.- Aaron me olha e logo sorrir me fazendo arquear a sobrancelha. -Não irá Becker.- eu não queria ir mesmo. -Isso é assunto para homens resolver.Pera, o quê?-Eu sou sua esposa!-Não oficializamos, você sabe as regras.Dou um passo a frente e Gustavo segura meu pulso fazendo-me olhá-lo, apenas nego puxando meu pulso e volto a encarar Aaron.-Aaron Duckworth.- Nego massageando a testa. -Em que século você vive? quinze? Me poupe. Eu faço o que eu quiser e quando quiser entende?- Ele engole seco sem deixar seu olhar severo de lado. -Não preciso da suas ordens e sabe por quê?Olho para Gustavo que penteia seus fios para trás em nervosismo, volto o olhar para o meu marido.-Meu lugar é onde eu quiser, eu irei se eu quiser. Aliás, eu como Sabrina Duckworth Becker exijo a minha presença nessa reunião.- Respiro fundo mantendo a calma. -Esdr título era pra ser neu? Não! mas estou aqui.O silêncio toma conta desse enorme quarto, meu cotação está a mil chegando a ser possível escutar suas batidas rápidas.Aaron suaviza a sua expressão que não era nada boa fazendo meu corpo relaxar.-Te mandarei de volta para a casa dos seus pais.- Ele fala calmo, às vezes isso me estressa. -Você precisa ser disciplinada, e for do meu jeito não iria gostar nem um pouco.-Sem devoluções.- pisco para ele. -Então?- sorri batendo os braços na lateral do meu corpo. -Aaron, deixe-me ir...Suas expressões faciais mudam para pensativas o que aumenta minha expectativa.-Irei me comportar.Digo empolgada e Gustavo gargalha fazendo o primo franzi o cenho e Gustavo volta a sua postura séria.-Será bom para a família ver ambos juntos! apesar do incidente das trocas, vocês permanecem bem ou pelo menos tentando.- Gustavo argumenta.-Talvez seja uma boa ideia.- Aaron retruca e o primo concorda. -Vista-se formalmente, Becker.- ele mantém seu semblante sério. -Primeira gracinha sua e você entra no primeiro carro que eu achar.Dou de ombros o dando as costas, saltitei eufórica em seguida dando uma rodopiada no final.Mas então lembro da situação dele em relação aos doces.-Eu me visto como quiser, aliás! Não tem brigadeiro hoje infeliz.- Viro-me de frente para ele. -Você levou um tiro, não vou deixar comer aquilo a menos que queira morrer.Aaron me observa incrédulo, sua mandíbula trava denunciando sua raiva contida. Ele agarra seus fios negros mantendo seus dedos por alguns segundos ali, infla as bochechas e depois libera o ar fazendo bico.Ele ergue seu olha e me encara com um puta de olhar repreendor.-Eu quero matar você, Sabrina. Não imagina o quanto eu quero isso.- rosna. -Lentamente, sua desgraçada! não se mete na porra da minha vida.-Pior que nem pode, qual é a regra Gustavo??-Senhorita, quer que eu a dite?-Não sei, precisa amor?- olho para Aaron que indica a porta. -Mal educado, eu só quero o seu bem.Viro-me passando por Gustavo e por sorte não me esbarrei em Mari que vinha logo atrás.-Desculpe senhorita, Senhor, sua sala de fruta.- ela caminha até a cama deixando a bandeja ao lado da escrivaninha.Aaron olha o conteúdo e faz um careta em reprovação logo mirando sua atenção em mim.-O quê? Fruta faz bem. Não preciso ser uma nutricionista para saber o quê você deve não comer, amor meu.Mari rir baixo junto a Gustavo enquanto Aaron aperta os lençóis com força deixando nítido suas veias saltadas em seus braços.-Com sua licença senhor Duckworth.- faço reverência e logo me retiro.Ainda irei mata-ló de raiva.Que ele prepare o coração.Por coincidência ou não, Gustavo se recuperou da bala que atingiu seu peito a três meses atrás, mas infelizmente Verônica escapou, Venture ficou arrasado ao descobrir que a filha estava envolvida em todo esse esquema e que isso a levaria à morte.A vida tinha que continuar, a prova disso? Ester, depois que soube da morte do marido que foi acusado de traição. Ela tomou uma decisão em relávamos a sua vida, iria aproveitar o pingo de vontade da vida que existia em si para conhecer o mundo. Em 3 meses a mulher viajou por toda Europa.As Ferrari? Assim que Kelly soube que Gustavo havia levado um tiro, automaticamente se desesperou e acreditem, assim que Gustavo chegou na Alemanha ela o pediu em casamento. O mais engraçado foi a reação do Duckworth que estava totalmente confuso.-Eu que não deveria ter pedindo você em casamento, Becker?- Ainda confuso, ele questionou.Se ajeitou confortavelmente na cama do hospital sustentando seu melhor sorriso.-Em que época você vive, Gustavo?- Kelly o
Aaron Duckworth.-Fala Elisa.-Eu não acredito que você sequestrou o meu irmão, Duckworth!- Grita exasperada. -Cara! O meu irmão.- Repete.Não contive o sorriso ao imaginar a cara de desespero do Valentin ao ser jogado dentro de um carro escuro recebendo um capuz da mesma cor que impedisse sua visão.Por outro lado eu estava aliviado, tudo isso havia acabado ou aparentemente havia acabado.As palavras daquele homem não havia saido da minha cabeça."Ainda não acabou, Duckworth"Sabrina está em casa! É isso que importa.Ultrapasso o sinal vermelho desviando com sucesso de uma motocicleta.-Ouviu o que eu disse Aaron?-Claro! Eu precisava de um médico para ela.-O meu irmão Aaron?- desdenhou. -Ele estava trêmulo seu louco.Contenho a risada perversa, já tive vontade de fazer coisa bem pior do que um simples e falso sequestro.Um suporte médico muito bem organizado pelo meu pai foi montado em meu quarto para dar suporte a minha loira caso ela precisasse de algo.E eu precisava de um médic
Dimitri voltou para a mansão sustentando o semblante frustrado, alisa os fios loiros para trás enquanto sobe as escadas silenciosamente."-05"Elisa havia feito Clara desmaiar, disse que a levaria para um galpão, talvez Aaron ainda quisesse falar com ela.Vozes masculinas são ouvidas ao lado oposto do corredor, o fazendo se questionar. Curioso, ele segue as vozes, seja lá quem for, parecia estar bastante irritado pelo tom.A porta estava aberta, inclinou-se um pouco a cabeça enxergando o interior do escritório vendo o homem de frente para Jhonson.-Que diabos...- Resmungou baixo ao se afastar silenciosamente.Isso não seria possível! Ou seria?Se afastou indo em direção ao quarto em que a loira está, dessa vez a porta não estava trancada.Ele abriu com cautela enfiando a cabeça pela brecha da porta.Ela ainda estava apagada.Ele entra fechando a porta por atrás de si, caminha cautelosamente até a loira analisando rapidamente seu corpo a barriga dela já era notável.-Então você está gr
No escritório, Aaron conversa com Dimitri tranquilamente.Se passava das 02:15 da madrugada, Gustavo já havia se retirado junto com Elisa e Diogo para uma verificação rápida de alguns objetos...-Como ela está?- questiona meio receoso sem deixar transparecer mas no fundo, havia medo e ansiedade pela a resposta do Venture.Dimitri desvia o olhar rapidamente, procurava as respostas certas que até então não vinham ó obrigando a falar a verdade.-Sabrina está sendo mantida em um quarto com acesso à banheiro, closet e uma grande cama.- diz transparecendo insegurança. -Ela sente sua falta, Aaron.Aaron estreita os olhos em desconfiança, isso não é normal. Desde quando sequestrados possuem mordomia?-Está perplexo, Dimitri.- indagou. -Sabe que isso não é normal, o que está acontecendo com a Becker?- Aaron manteve o olhar firme sobre o loiro que suspira.-Sabrina está sendo torturada psicologicamente.- Diz com pesar. -Eu não pude fazer nada... Aaron ajeita a postura na poltrona de couro já s
Aaron Duckworth-Não demore muito, Duckworth.Eu não aceito receber ordens! E ter que fingir esse momento da "fragilidade" não combina nem um pouco comigo.-Estou chegando.- Tento responder o mais calmo possível escondendo meu fingimento. Eu estou a ponto de mandá-lo se foder.Elisa desliga finalmente desliga o telefone.A confissão do Venture também me intriga, saber que só participou de todo esse esquema por conta da Verônica é algo estranho, já que há relatos de que os dois não se davam muito bem mas mantinham as aparências pelo o nome da família.Passo a marcha do veículo para a quinta recebendo o olhar mortal da Elisa.-Se não se incomodar, gostaria de que diminuísse a velocidade, Duckworth.- Diz tranquila porém seus olhos castanhos demonstram outra coisa. -Admiro que ainda não tenha morrido.-Treino! Dirijo desde os 13 anos.- ela me olha incrédula. -Treinamentos para fugas em alta velocidade, adrenalina pura, é divertido.Diminuir a velocidade observando de canto seu corpo relax
Sabrina Becker.Abro os olhos rapidamente, eu ainda não me acostumei e nem vou.É difícil você acordar em seu "quarto" ao mesmo que não é o bendito quarto do Duckworth.Isso está me deixando atormentada, acho que se eu estivesse em um galpão talvez o choque séria menor do que acordar no quarto em que eu normalmente durmo só que sem a presença do meu marido.Olha o que você tá pensando Sabrina.Coitado...Eu não imagino como ele possa está psicologicamente. A complexidade disso tudo é surreal.Primeiro: Meu sequestro foi no dia do aniversário do Aaron.Segundo: Era pra ser uma bela comemoração ao revelar o sexo das nossas filhas.Terceiro: Ele receberia a notícia de que séria pai.Tudo aconteceu ao contrário.Nada foi como eu planejei.Aaron deve estar desesperado.-Sabrina?Retiro de imediato o lençol que me conbria até o topo da cabeça, estreito os olhos com o cenho fechado ergo o tronco analisando o quarto.Não é possível.Eu tinha certeza! Eu escutei sua voz ou eu tô ficando maluc







