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Capítulo 26

last update publish date: 2024-08-24 04:54:38

Sabrina Becker.

Semicerro os olhos em uma tentativa falha de me acostumar com a claridade excessiva do quarto, olha para o lado dando falta do senhor mandão.

Sorri ao lembrar do ocorrido da madrugada de hoje, eu realmente estava fora de mim.

Eu ainda estava sem roupas.

Levanto-me com dificuldade firmando meus pés sobre o piso devidamente polido.

Por cima da cômoda há uma bandeja de frutas, sucos e pães de queijo e de brinde um bilhete.

Estiquei o braço pegando o pedaço do papel sobre a bandeja e o leio.

"Bom dia gatinha! Espero que tenha dormido bem, deixei um comprimido ao lado caso sentisse dor, estarei de volta pela noite."

Dor? Ata.

Encaro a bandeja colorida sem sentir um pingo de fome.

-Cuidadoso ele.- me ponho de pé.

Dou um passo mas paro em seguida ao sentir uma imensa pontada no pé da barriga que me faz curva segurando firmemente o pé da barriga.

-Droga.- resmungo sentindo a dor se espalhar por minha região íntima. -Maldito Aaron.

-Se quiser posso ir para casa.- diz à voz um pouco distante, viro-me em direção à cadeira da escrivaninha que sustentava um tablete, nele estava mostrava seu rosto que portava um sorriso de canto. -Foi muito bom ouvir você gemendo enquanto chamava meu nome..

O olho incrédula, esse desgraçado estava me observando dormir?

-Não me olhe como se estivesse vendo um fantasma Sabrina.- Ele diz humorado, logo abaixando o olhar.

Puxo um lençol bruscamente o enrolando ao redor do meu corpo, cobrindo minha nudez. Aaron rir sem me olhar, a dor se alivia e caminho rápido pegando o aparelho.

-Você estava me observando dormir?

Assentiu sem me olhar.

-Já fiz isso algumas vezes, você é fofa dormindo Duckworth.

Com o cenho franzido estreito os olhos e nego.

-Por que essa cara?

-Duckworth...

Aaron sorrio contente, me olhou no fundo dos olhos, senti meus pelinhos do meu corpo se arrepiarem com seu olhar...

-Casamento consumado! Você é oficialmente uma Duckworth.

Reviro os olhos não acreditando.

-Adeus Duckworth.

Antes de protestar, acabo desligando na sua cara.

-Maldito Duckworth.- neguei humorada mordendo o lábio inferior. -E gostoso.

[...]

Penteio os fios com os dedos, não é possível que Aaron não tenha um pente nesse quarto, olho para meu celular que carrega conectado a uma tomada ao lado do espelho.

Disco o número e ponho no viva voz, o aparelho chama 3 vezes e finalmente atenderam.

-Meu Duckworth favorito.

-Eu não vou sair da minha casa de novo Sabrina! Você é muito folgada.

-Não está com o Aaron?

-Não! É quase meio dia, vim almoçar e já já volto para seu maridinho.- ele gargalha o que me faz fechar o cenho.

-Isso soou estranho.

-Realmente! O que quer que eu leve dessa vez?

-Minha escova de cabelo.

-Mulheres!- suspira pesadamente. -O que eu não faço por você, me dar 15 minutos.

Desligo a ligação e procuro o cronômetro no celular para inserir o tempo sugerido por meu ótimo e maravilhoso amigo.

Encarei meu reflexo no espelho e sorri sutilmente.

-Vamos ver do que é capaz, Gustavo.

[...]

-2 minutos...

Escuto o som de 3 batidas seguidas e autorizo sua entrada.

-Novo record!- diz ofegante estendo a escova. -Não me peça mais nada Becker, não sou seu escravo!

Pego a escova em sua mãe a avaliando.

-Obrigado Gustavo.- Termino de dar um nó roupão cinza com as mesmas iniciais da porta, caminho de volta para o banheiro.

-Informei a Avril sobre seu atentando há alguns dias atrás.- Declara com receio, paro-me virando de forma brusca o encarando. -Não me olhe assim! Ela saberia mais cedo ou mais tarde.

-Não deveria ter feito isso! Ela já tem problemas demais e provavelmente irá querer se meter nisso, depois falarei com ela.

Gustavo se escora na parede cruzando os braços, babaca.

-Ela queria ajudar! Mas não permitir, Aaron também surtaria com a presença dela.- ele rir. -Bom! A paz reina com os Bradson.

-Vamos os deixar fora disso Gustavo! Nem eu sei o que está acontecendo ultimamente ou o porquê. Ela deve estar tendo problemas demais com uma certa pessoa.

Ri ao lembrar do dia em que rolou o sequestro.

Seu telefone e Gustavo alisa os fios negros para trás e xinga baixo, põe o indicador em frente ao lábios exigindo silêncio.

-Eu já estou a caminho.- desvia o olhar. - Mentira! Ok, eu já vou.- Pausa. -Estou em seu quarto, encarando sua mulher de roupão.- ele me olha e pisca.

-Você é louco.- sussurro e ele assentiu.

-Adeus Becker.- ele desligou o aparelho o pondo no bolso do terno. -Estou a caminho da morte.

Acenou e lhe jogo um beijo no ar.

A porta se fecha e volto para o banheiro, finalizando finalmente os fios.

-Agora sim.- procuro por meu creme de pele facial e para ao me lembrar que não estava em casa. -Droga.

Saio do banheiro apressada, vasculho o quarto com o olhar em busca da minha mala.

-Aí está você.- me ajoelho próximo a cama e puxo a mala com brutalidade. -Vamos ver se Mari tem bom gosto.

Abro o zíper e avalio as peças uma por uma, pondo as que não me agrada em cima da cama.

Acho um conjunto de saia e cropped florido e pego.

-Vai ser você mesmo.

[...]

Desço as escadas apressadamente, encontrando Adam na sala, assistindo jornal.

-Adam? Eu estou de saída.

Ele vira-se me encarando de cima a baixo e volta sua atenção para tv.

-Avisou ao Aaron?

-Não preciso avisá-lo, senhor Duckworth.- ele apenas assentiu.

-O painel das chaves fica na garagem. Posso saber ao menos onde vai?

-Em casa, buscar algumas coisas.

-Tudo bem.

Em passos largos, sair pela bendita porta agora...onde ficava a garagem?

Ando em direção a um dos homens de ternos, em posição militar ao redor da casa.

-Com licença...-ele se vira de frente para mim. -Onde fica a garagem da casa?- ele aponta para um portão eletrônico aberto. -Obrigado.

Aaron irá me matar ao saber que sair sem escolta.

[...]

Meu acesso foi liberado, isso significa que as informações ainda não tinham chegado no todo poderoso.

Abro a porta silenciosamente, deparando-me com Clara que descia tranquilamente e para ao me ver.

-Sabrina?- questiona nervosa. -Não sabia que voltaria hoje.

-E não era para mim estar aqui.- entrei e fechei a porta. -Mari?

-Foi fazer compras...

-E não foi com ela por quê?- ergui a sobrancelha e ela suspirou.

-Limpando os banheiros.- funga o ar. -Draga! Meu molho.

Desce as escadas apressadamente e some indo em direção a cozinha.

-Banheiro.- sussurro desconfiada.

Ando em direção ao escritório trancado na chave ao entrar, analiso a mais perfeita ordem do lugar, direcionado ó olhar no notebook aberto.

-Bingo!

Caminho até a mesa e o viro o eletrônico para mim.

Digito alguns códigos de segurança tendo acesso as filmagens do interior da casa.

Ergo a sobrancelha a notar algo devidamente estranho.

-Não há filmagens de 2 minutos atrás, nenhum passo foi detectado...

Como isso foi possível.

Aaron Duckworth.

Analiso o contrato fechado por Sabrina com Jhonson, nego com um sorriso de lado ao notar que ela cobrou mais do que deveria.

Devolvo o papel para Gustavo que o guarda no terno.

-Ela bem até.- carrego a glock com um novo cartucho. -Minha garota.- aponto a arma para o alto e atiro acertando o meio da testa do corpo desenhado no papel branco.

-Sua garota? Por que essa mudança repentina de humor?

-Vai procurar o que fazer Gustavo.

Engatilho a arma atirando novamente, dessa vez acertando a região da boca que não existia ali.

-Entendi o recado.- engole seco. -Eu vou pra casa, não me sinto bem depois que almocei na casa da sua vizinha.

Ri de forma irônica pondo a arma em seu devido lugar.

-Tome um chá.

Gustavo bufou me dando as costas, entrou no elevador e ergueu o dedo do meio.

-Se foda Aaron.- as portas metálicas se fecham e volto a encarar o alvo.

Pego a glock novamente segurando em uma só mão, estendo o braço descarregando o pente de balas.

Todas na cabeça do alvo.

-Eu irei te matar desgraçado.- rosno ao lembrar do corpo mediano sendo impulsionado patras.

Meu telefone toca e o retiro do bolso o atendo de imediato ao notar que era o meu pai.

-Pai.

-Filho, a Sabrina está contigo?

-Não! O que houve pai?- ponho a arma no espaço retangular que separava as cabines, funcionando como suporte.

-Sabrina saiu faz um bom tempo! Disse que iria buscar algumas coisas na casa.

-Me diz que ela foi com escolta.- Encaro o alvo cravado de balas imaginando o próximo.

-Não Aaron.

O medo pode ser seu pesadelo em horas como essa, se não manter sua mente em estável, sobre controle, tomará atitudes precipitadas. Qual possa vim a se arrepender.

Minha mente trabalha em 1001 possibilidades de acontecimentos, sou despertado do meu transe quando as portas metálicas se abrem novamente fazendo um ruído baixo.

Sabrina dá um passo à frente com um semblante mais sinico possível.

A chamo com os 4 dedos. Sem hesitar e com cenho franzido ela obedece.

-Ela está aqui, obrigado pai.

Desligo o aparelho e Sabrina o passa a encarar o celular em minha mãos.

-Onde estava Becker?

-Mexendo em computadores.- dar de ombros. -Esqueci o meu telefone no banheiro do seu quarto.

A puxo para um abraço ela envolve seus braços ao redor do meu quadril tocando minha pele por cima da camisa social com a ponta da unha, acaricio suas costas expostas e beijo o topo de sua cabeça.

-Sabrina?

-Sim.

-Sabe qual é a maior dificuldade do homem?

Ela negou contra meu peito.

-Admitir seus sentimento. Eu estou com medo Becker! Com medo de te machucarem, com medo de te tirarem de mim, te ver naquela cama de hospital me trouxe a tona esse sentimento. Não me perdoaria se algo acontecesse a você.- confessei abatido, depois do sequestro da minha mãe não teme mais a nada.

Ter esse sentimento de volta e mim, traz-me insegurança, que até agora está controlada.

Sabrina intensificou seu aperto, suspirou se aconchegando.

-Vai ficar tudo bem.

"Descubra o ponto fraco do inimigo e iremos ferra-ló, psicologicamente e fisicamente"

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