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Capítulo 39

last update publish date: 2024-08-24 06:00:41

Aaron estava fora de si.

Junto com o sangue que corre em suas veias, uma dose de adrenalina havia sido injetada em sua corrente sanguínea, o que não ajudava muito no momento.

A veia saltada em sua testa junto com o maxilar travado e o jeito que ele apertava o volante com força demonstrava sua raiva, o desejo de vingança só aumentava.

-Olha! Você tá quase atingindo 200 km por hora, Duckworth.- Elisa conferi o cinto que assegura um pouco sua segurança. -Não vai adiantar nada se você morrer por conta da velocidade exagerada.

-Eu não pedir para você vim, Valentin.- Aaron passa a marcha com brutalidade, atingindo o limite do carro.

Elisa arregalou os olhos se segurando no banco.

-Escute! Eu gosto daquela loira, você querendo ou não eu vou ajudar, sou boa em armas.

-Que seja.

-Você suspeita de alguém?

-Talvez Elisa, Sabrina te contou alguma coisa?- ela negou.

Aaron retira uma das mãos do volante direcionado até seus fios bagunçados os puxando para trás.

-Porra! Logo no dia do meu aniversário.- ele engoliu seco e Elisa o olha de relance. -E no dia que recebo a notícia que serei pai...-diz com pesar.

-Eu lamento...

-Não lamente, eu irei matar um por um.

Aaron observa o GPS no painel do veículo que indica o carro em que Sabrina estava bem à frente.

Aaron diminuiu a velocidade vendo Elisa suspirar aliviada e relaxa no banco.

-Graças a Deus.- ela retira o cinto ao ter certeza que o carro parou. -Você é louco.

Aaron a ignorou retirando as chaves do painel, abriu a porta e saiu do veículo assim como Elisa que cerra os olhos ao sentir a brisa da noite vim com tudo contra seu rosto bagunçando seu cabelo.

-Eu odeio árvores porém são essenciais.- retira o celular do bolso ligando à lanterna passando a analisar o chão. -Vamos ver...

Aaron caminha em passos largos até a garota que usa o terno do Gustavo e mantinha a cabeça baixa.

Gustavo nota a aproximação do primo se pondo à frente da garota que ergue a cabeça deixando visível o roxo ao redor de um dos seus olhos.

-Relaxa, Aaron.- Gustavo o empurra fazendo o primo se afastar. -Ela não viu nada praticamente.

Aaron observa Clara por cima dos ombros do primo, a garota sustenta o olhar amedrontado sem desviar seu olhar do homem.

-Você viu os rostos Clara?- Aaron questiona tentando manter a calma ao notar o estado da garota trêmula.

-Estavam encapuzados, eram 5 homens no total senhor.- respondeu com a voz trêmula logo soltando um longo suspiro.

-Agrediram ela?- ela negou.

-Colocaram um pano no nariz dela, segundos depois ela apagou.

Um farol emergiu da escuridão um pouco mais a frente, o motoqueiro acelerou não deixando de observar a cena por alguns minutos e negou.

-Que estranho.- Gustavo sussurrou e Aaron assentiu.

Aaron anda de um lado para o outro com seus mil pensamentos em relação a loira e agora tinha mais outra preocupação.

-A gente vai achá-la primo, relaxa.- Gustavo tenta tranquilizá-lo mas no fundo também estava com medo.

-Sabrina tá grávida, Gustavo!- diz frustrado com a voz carregada de ódio, suas pernas fraquejam por segundos o fazendo cair no chão de joelhos, parece que aquelas palavras ainda causavam impacto devastador. -Ela tá grávida.- sussurra inaudível.

Seus braços pendam ao redor do corpo, Aaron abaixo o olhar encarando o asfalto, uma lágrima solitária escorre pela lateral do seu rosto e ele respira fundo.

Seus ombros estavam baixos, sua respiração desregulada, seu peito descia e subia em um ritmo alterado.

Gustavo sustenta o olhar fixo em uma árvore ainda não acreditando na notícia...

Elisa se agachou em um canto afastado, aproximando a lanterna do chão.

-Maquiagem?- ela toca com a ponta do dedo indicador e esfrega sentido a textura.

Sabrina Becker.

Cerro os olhos por conta da claridade exagerada, minha cabeça está girando junto com a dor de cabeça insuportável.

Esfrego os olhos com o dorso das mãos e tento abrir os olhos novamente.

Já com a visão um pouco melhor, analiso o quarto com a boca entreaberta.

-Mais o quê?- olho cada canto do quarto e nego afastando os pensamentos.

Me levanto com dificuldade e vou até a varanda, até o jardim...

O quarto é idêntico ao do Aaron, tudo! Absolutamente tudo. As cores da cortina, a porta com os detalhes em dourado a cama king recém comprada, adquirida para nosso quarto.

-Aaron?- o chamo mas não obtenho resposta e só então lembro. -Eu fui sequestrada...

Mas porquê o quarto é idêntico ao nosso?

Dou um giro 360 graus ainda incrédula.

-Que diabos está acontecendo aqui?

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