LOGINCAPÍTULO 121: Entre Lençóis e Confissões
A primeira coisa que senti ao despertar foi uma mão deslizando lentamente pela minha cintura. A segunda foi a boca de Vicente depositando um beijo demorado no meu ombro. — Bom dia, senhora Albuquerque. Sorri antes mesmo de abrir os olhos. — Você está gostando demais de me chamar assim. — Esperei bastante para ter esse privilégio.CAPÍTULO 123: Uma Noite Fora da RotinaManuelaNa terceira quinta-feira depois da lua de mel, cheguei em casa com os pés doloridos, a cabeça cheia de números e uma vontade quase desesperada de tirar os sapatos.A semana havia sido interminável. Dois projetos atrasados, reuniões que poderiam ter sido resolvidas por e-mail e um cliente que parecia acreditar que mudar de opinião a cada quarenta minutos era uma estratégia de gestão.Vicente não estava na sala.Dante, entretanto, veio me receber com uma animação incompatível com meu estado físico.— Oi, meu amor. Pelo menos alguém nesta casa está feliz em me ver.— Eu ouvi isso.A voz de Vicente surgiu da cozinha.Encontrei meu marido usando calça escura e uma camisa preta com as mangas dobradas. Ele estava terminando de guardar alguma coisa em uma sacola.— Você chegou cedo — observei.— Organizei minha agenda.— Milagre.
CAPÍTULO 124: Senhor e Senhora Albuquerque A primeira semana depois da lua de mel passou entre reuniões, mensagens acumuladas e uma quantidade absurda de roupas para lavar. Na sexta-feira, eu estava terminando uma apresentação quando Vicente ligou. — Boa tarde, senhora Albuquerque. Sorri ao reconhecer sua voz. — Boa tarde, marido. Aconteceu alguma coisa? — Temos um compromisso amanhã à noite. Afastei os olhos do computador. — Temos? — Um jantar beneficente organizado por um grupo de empresários. Recebi o convite antes do casamento e confirmei nossa presença. — Você esqueceu de me avisar? Houve uma pausa. — Considerei que avisar com vinte e oito horas de antecedência ainda seria socialmente aceitável. — Vicente! Ele riu. — O evento começa às oito. Traje form
CAPÍTULO 123: De Volta à Nossa CasaManuelaA mala estava aberta sobre a cama havia quase quarenta minutos, e eu continuava tentando descobrir como tínhamos conseguido trazer mais coisas das Maldivas do que havíamos levado.— Vicente, essa camisa é sua?Meu marido apareceu à porta do banheiro, enxugando os cabelos com uma toalha.— Considerando que está segurando uma camisa masculina, as chances são grandes.— Você comprou três camisas durante a viagem?— Quatro.Olhei para ele.— Quatro?— A última estava com desconto.Soltei uma gargalhada.— Vicente Albuquerque comprando roupa por causa de promoção? Preciso registrar esse momento.Ele pegou a camisa das minhas mãos e a dobrou.— Casei com uma mulher que compara preços até de água mineral. Alguma coisa precisava aprender.Sorri, observando-o acomodar a peça na mala.Nossa lua de mel havia
CAPÍTULO 122: O Imprevisto Perfeito Manuela tinha uma relação curiosa com imprevistos. Conseguia administrar uma crise profissional sem alterar a voz, mas bastava um restaurante perder nossa reserva para ela considerar a possibilidade de reorganizar o estabelecimento inteiro. Por isso, quando anunciou que havia planejado nossa tarde, fiquei interessado. — Reservei um passeio de barco para vermos o pôr do sol — explicou, enquanto passava protetor solar diante do espelho. — Com jantar a bordo. Eu estava sentado na cama, abotoando uma camisa de linho. — Parece excelente. Ela me observou pelo reflexo. — Nenhuma pergunta? — Devo fazer alguma? — Você costuma querer saber todos os detalhes. — Confio na organizadora. Manuela estreitou os olhos
CAPÍTULO 121: Entre Lençóis e Confissões A primeira coisa que senti ao despertar foi uma mão deslizando lentamente pela minha cintura. A segunda foi a boca de Vicente depositando um beijo demorado no meu ombro. — Bom dia, senhora Albuquerque. Sorri antes mesmo de abrir os olhos. — Você está gostando demais de me chamar assim. — Esperei bastante para ter esse privilégio. Virei-me entre os lençóis, encontrando meu marido apoiado sobre um cotovelo, com os cabelos desalinhados e aquele sorriso que sempre anunciava problemas deliciosos. — Que horas são? — Quase dez. Arregalei os olhos. — Dez? Perdemos o café! — Pedi para trazerem à vila. Observei a bandeja sobre a mesa próxima à varanda. Havia frutas, croissants, café e suco
CAPÍTULO 120: Uma Aposta Perigosa Descobri duas coisas naquela manhã. A primeira era que Vicente Albuquerque tinha uma capacidade impressionante de acordar disposto, independentemente de quantas horas tivéssemos dormido. A segunda era que meu marido estava escondendo alguma coisa. Quando saí do banheiro, encontrei-o sentado na cama, usando uma bermuda azul-marinho e examinando uma pequena bolsa impermeável. — Você está aprontando — anunciei. Vicente ergueu os olhos. — Bom dia, esposa. — Não tente me distrair com esse sorriso. — Costuma funcionar. — Hoje não. Ele se levantou e caminhou na minha direção, colocando as mãos na minha cintura. — Então talvez eu precise melhorar minha abordagem. Seu beijo começou delicado







