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Capítulo 218: Roseiras Fecha o Vale

last update publish date: 2026-09-21 21:09:43

A vila decidiu na quinta-feira de manhã, na padaria, e não votou nada.

Foi assim: às seis e quarenta, o Seu Zezinho estava tomando café no balcão quando a Dona Aparecida, que varre a calçada da loja de artesanato, comentou que tinha onze carros parados na estrada de cima desde a véspera e uma van com antena.

O Zezinho tomou o resto do café.

Às sete e dez, a Saveiro dele estava atravessada na entrad
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    O encontro foi num sábado, às duas da tarde, na sala de uma casa alugada em Ermelino Matarazzo, e foi Vera quem marcou as condições.Ele chegou de táxi comum, às duas, sozinho.Não trouxe nada. Nem flor, nem sacola, nem envelope, nem brinquedo — e isso, Dona Zilda ia comentar semanas depois, foi a primeira coisa que ela achou boa no homem, porque *quem chega com pacote está comprando entrada*.Bateu palma no portão, do jeito que se faz naquela rua.Foi o Davi quem abriu.Ele estava de camisa de gola outra vez. Ninguém tinha mandado outra vez. Tinha penteado com água outra vez.— Boa tarde — disse Gabriel.— Boa tarde. — O menino segurou o portão aberto e ficou olhando. — O senhor veio de táxi?— Vim.— Por quê?— Porque a sua

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    A vila decidiu na quinta-feira de manhã, na padaria, e não votou nada.Foi assim: às seis e quarenta, o Seu Zezinho estava tomando café no balcão quando a Dona Aparecida, que varre a calçada da loja de artesanato, comentou que tinha onze carros parados na estrada de cima desde a véspera e uma van com antena.O Zezinho tomou o resto do café.Às sete e dez, a Saveiro dele estava atravessada na entrada da estrada de terra, com a caçamba abaixada, e ele sentado no capô com um termo de café e o rádio ligado numa estação de música sertaneja.Às sete e meia havia três caminhonetes.Às nove, o trator do sítio do Valdir estava parado em cima do acostamento, e o Valdir estava debaixo dele, com uma chave inglesa, consertando de maneira muito visível uma coisa que não estava quebrada.

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