LOGINFor two years, I believed love could withstand anything, even the absence of an heir. When my Alpha bowed to the elders’ demands and brought a young omega into our home as his breeder, he swore nothing would change between us. I believed him. But as her belly grew, so did his devotion to her, while I became nothing more than an unwelcome shadow in my own pack. When a single lie turned my mate against me, the bond I trusted began to unravel. They thought they had replaced their Luna. They never imagined the woman they cast aside would become the one they could never forget.
View MoreSe o inferno fosse decorado por um designer de interiores minimalista e tivesse cheiro de perfume importado, ele seria a Vértice Concept.
Sério, o lugar é um hospício de luxo. Tem modelo chorando porque o café não é descafeinado, produtor gritando no telefone com Paris e o barulho de click, click, click das câmeras que nunca para. E no meio desse furacão de gente linda e magra, estou eu: Elisa, 22 anos, mestre em: "fazer milagre com pouco orçamento" e a auxiliar oficial de tudo o que ninguém quer carregar. Eu trabalho bem ali, na "zona de guerra", colada na sala da diretoria. É o meu cantinho. Eu sei exatamente como o Nikos gosta do espresso dele: curto, sem açúcar e na temperatura que derrete o juízo de qualquer um. — Elisa! Cadê o meu combustível? A voz dele ecoou pelo corredor, vibrante, cheia de uma energia que parece que o cara nunca dorme. Lá vem ele. Nikos Santorini. O dono do circo todo. Ele é aquele tipo de homem que entra na sala e o oxigênio parece que decide ir todo para o pulmão dele. Extrovertido, galanteador e perigosamente educado. Ele dá bom dia até para as plantas, e as plantas provavelmente florescem só de vergonha. — Aqui, Nikos. Curto, forte e perigoso, do jeito que você pediu. brinquei, entregando a xícara enquanto tentava ignorar o modo como ele me olhou, um "obrigado" rápido antes de ser engolido por três modelos da agência Elite que pareciam querer devorar ele vivo. Ele é cobiçado, né? Óbvio. Eu sou só a Elisa que traz o café. A "plus size" que elas fingem que é parte do cenário, tipo um vaso de planta que ninguém lembra de regar. — Ei, Lis! Trouxe algo para a minha assistente favorita. Uma mão pousou no meu ombro. Era o Domenico. Se o Nikos é o sol, o Domenico é a lua cheia: calmo, fotógrafo incrível e o único homem nesse prédio que realmente me enxerga. Ele tirou um bombom de avelã do bolso do colete e me deu uma piscadinha. Meu coração deu aquele pulinho idiota. Será? Não, Elisa, foca. Mas o clima hoje estava estranho. No meio da correria, o assunto não era a campanha da Vogue. Era o tal do AURA. — Amiga, você não entende! ouvi uma das modelos dizer, rindo enquanto olhava o celular. — O cara é um gato nas palavras, mas o app não deixa ver a cara. Imagina se eu dou match com um feio? Credo! — Mas o mistério é que é o tchan, né? a outra respondeu. — Até o Nikos e quase todos os homens desse prédio, dizem que baixou. Tá viral, e eu até achei legal, muda até nossa voz. O Nikos? O cara que tem o catálogo da Victoria's Secret na palma da mão, procurando alguém no anonimato? Aquilo acendeu uma luzinha na minha cabeça. Se o Nikos estava lá... se todo mundo estava lá... talvez eu pudesse ser alguém além da "menina do café". Quando o estúdio entrou naquela pausa frenética para o almoço, eu me enfiei num canto do estoque de lentes. Coração batendo na garganta, baixei o ícone roxo neon. “Bem-vinda ao Aura. Aqui, a aparência é o que menos importa. Quem é você de verdade?” Respirei fundo. Eu não ia colocar que era a auxiliar humilhada da Vila Olímpia. Eu ia ser fogo puro. Nome de usuário: Pimentinha. 🌶️ ... O relógio marcava 23:45. O silêncio do meu quarto no Jabaquara era o oposto do barulho ensandecido da Vértice Concept. Estava deitada, com a luz do abajur baixa, o celular pesando na mão e o fone de ouvido enterrado nos ouvidos. Eu tinha configurado meu avatar sonoro como "Voz Velvet". No app AURA, eu não era a Elisa que pedia desculpas por ocupar espaço. Eu era a Pimentinha. De repente, a tela brilhou. Um ícone de um lobo estilizado pulsava em roxo neon. [LOBO quer iniciar uma conexão por voz. Aceitar?] Meu coração quase saltou pela boca. Apertei o "Sim" com o dedo trêmulo. — Olá, Pimentinha... A voz que veio pelo fone era profunda, vibrante, mas processada pelo app. Parecia um veludo eletrônico. — Achei que você ia me deixar no vácuo. Eu soltei um risinho, e o app transformou meu riso em algo cristalino e misterioso. — Eu estava decidindo se você era perigoso demais para uma terça-feira à noite, Lobo. — Eu sou inofensivo... ele mentiu, e eu pude sentir o sorriso dele através da distorção digital. — Só estou cansado de gente que só fala de aparências. Queria ouvir alguém que... que parecesse real. — Então... Você achou a pessoa certa. Lógico... Uma plus que mal olhavam naquela empresa enorme, cheia de mulheres fúteis, que usam a aparência como maior arma, é claro... Perfeita para falar de algo mais real que eu impossível. A conversa fluiu com uma facilidade que me assustou. Começamos falando sobre a nova música do The Weeknd, e ele riu quando eu disse que o café era a única coisa que impedia o mundo de entrar em colapso completo. Nós compartilhamos o desdém por conversas vazias e pessoas superficiais. Eu estava começando a me sentir... confortável. Poderosa. Pela primeira vez na vida, eu estava sendo desejada pelo que eu era, não pelo meu manequim. De repente, a pergunta dele me pegou de surpresa. — Me diz uma coisa, Pimentinha... você já conheceu alguém desse app na vida real? Já falou com outra pessoa por aqui? A voz dele estava mais baixa, íntima. — Tipo... um match que saiu da tela e virou um rosto? Prendi a respiração. A regra do app era clara: o anonimato é sagrado até que ambos decidam o contrário. Entrar no jogo de gato e rato a procura do seu parceiro. — Não... respondi, minha "Voz Velvet" soando mais sincera do que eu gostaria. — Eu entrei recente. Você... você é o primeiro com quem eu aceito falar por voz. Do outro lado, ouvi um som que parecia um sorriso distorcido. — Percebi... Suas conversas são diferentes. Como assim diferentes? O que ele quis dizer com isso? — Diferentes? Esperei ansiosa pela resposta. — Não faz ideia do que as pessoas fazem por aqui não é? Eu... garanto, não falam de café ou músicas. Corei ao entender. Então ... Elas falavam de sexo é isso? — Ok... Entendi. Ele rir me causando uma queimação no meio das pernas. Era rouca, gostosa. Será que a voz dele é assim na vida real? — Mas ser seu primeiro aqui é ótimo, Pimentinha. É realmente ótimo. Ele fez uma pausa proposital, carregada de intenção. — Eu também não falei com muitas aqui. Soltei um risinho curto, cheio de um sarcasmo que eu nunca teria coragem de usar no estúdio. — Ah, sim, eu imagino, Lobo. É claro que você só fala comigo. Um lobo solitário, totalmente focado em mim. Ele soltou uma gargalhada distorcida pelo filtro, um som que vibrou nos meus ouvidos. — Você não acredita? ele perguntou, se divertindo com o meu ceticismo. — Meio difícil. Tendo que na minha localização, os homens ao meu redor nenhum falaria só com uma mulher. Respondi revirando os olhos no escuro. — Com uma voz dessa? Você deve ter uma alcateia de "Pimentinhas" no seu chat. — Pimenta, só você. Já vi algumas amoras, moranguinho, gatinha, pantera Mas... eu gostei de você. ele sussurrou, e a palavra "gostei" soou perigosa e deliciosa. — Achei o seu papo... autêntico. Podemos ficar conversando? Só eu e você? Me diz, Pimentinha... do que você gosta? O que te faz sentir viva? Meu coração estava a mil. Eu queria contar para ele sobre o meu amor por fotografia, sobre a Vértice, sobre como eu odiava as modelos... Mas eu não podia. A conexão estava tão forte, a intimidade estava tão real, que eu quase esqueci as regras. A impulsividade me dominou. — Sabe, Lobo... meu nome de verdade é El... SILÊNCIO. A chamada ficou muda por três segundos. Um alerta saltou na tela em letras vermelhas: [CUIDADO! TENTATIVA DE REVELAÇÃO DETECTADA. CONTA SOB OBSERVAÇÃO.] A tensão no quarto era palpável. Eu quase arruinei tudo. Do outro lado, ouvi o Lobo soltar uma gargalhada distorcida pelo filtro. — Quase, Pimentinha! O Aura é um vigilante ciumento. Ele não quer que a gente se estrague com nomes. Por que a pressa? Eu já sinto que te conheço mais do que as outras mulheres que já falei. Senti meu rosto queimar de vergonha. — Me diz... Quer provar um pouco do que esse APP é capaz de fazer com você através de mim?! ....I woke up the next morning thinking about Clara.Her letter was still on the table beside my bed, carefully folded exactly as I had left it.I reached for it and ran my fingers over the paper.“Please don’t reply.”Those words hurt more than anything else she’d written.Not because I was angry with her but because they reminded me that Moonridge was no longer a place where I could freely reach for the people I loved.I missed Clara, I missed the familiarity of Moonridge, and I missed the gardens I’d spent hours tending to, the kitchen where I used to sneak food for the younger servants, and even the quiet walks I’d taken around the packhouse.But when I thought about returning, my chest tightened.I couldn’t, not anymore.I’d spent two years trying to convince myself that being Kael’s mate was enough.I’d accepted a breeder, I’d accepted sharing my husband, I’d accepted being pushed aside, and I’d even accepted Lily humiliating me in my own home.And for what? To remain someone else’s
When would grief ever let me be?I returned to my room with the strangest feeling in my chest. The meeting had ended hours ago, yet I was still thinking about Kael. Not because I wanted him back. At least, I didn’t think I did. I simply couldn’t stop thinking about how surprised he had looked when he saw me beside Edwin. Once, seeing Kael after being apart from him would have been enough to shatter me. Today, it hadn’t. I had stood beside another Alpha while my former mate watched us, and I hadn’t felt the desperate urge to run into his arms. That realization frightened me more than I wanted to admit. I sat by the window and stared at the mountains beyond the glass. Had I really changed that much? A knock sounded. “Come in.” I yelled. The door opened and Edwin stepped inside. “You disappeared quickly after the meeting.” He smiled. “I needed some air.” I lied. He nodded before walking toward the window. “How are you feeling?” I gave him a small smile. “Fine.” He raised
I woke up the next morning feeling strangely rested.For several seconds, I stared at the unfamiliar ceiling above me, trying to remember where I was.Then it came back. I was Icefall, in Edwin’s pack.A small smile touched my lips that It surprised me.For the first time in what felt like forever, I hadn’t woken up thinking about Kael.I hadn’t wondered whether he regretted letting me go, I hadn’t imagined him standing at the borders, waiting for me.I had simply slept. Maybe healing really had begun.A knock sounded at my door.“Come in.”The door opened, and Agatha entered with a tray.“Good morning.”“Good morning.” I replied and watched as she placed the tray on the table.“You look different today.” She smiled.I raised an eyebrow. “Different?”“Happier.” She grinned.I looked away. “Maybe I am.”She smiled. “I think Icefall suits you.”Before I could answer, another knock sounded. This time, Edwin entered.He was dressed formally, wearing a black jacket that made him look every
Dinner had been unusually quiet.I sat beside Edwin, listening to the low conversations around the table while picking at my food.After everything that had happened that day, I was exhausted.I had almost forgotten about the Moonridge warrior until Edwin placed his cup down.“The warrior from Moonridge arrived safely.” He announced.My head snapped up. “He’s alright?”Edwin nodded. “I heard he was being kept in one of the guest quarters. Maybe be free to leave whenever he chooses.”Relief washed through me. “Thank you.”Edwin’s expression changed. “There is, however, something you should know.”The warmth in my chest disappeared.“What?”He hesitated. “News also reached me shortly after his arrival.”I waited as he sighed.“Lily has demanded that he be executed.”My fork slipped from my fingers. “What?”Several people around the table gasped.Edwin’s jaw tightened. “She claims he committed treason by entering Icefall territory and giving out information without permission.”My e
Welcome to GoodNovel world of fiction. If you like this novel, or you are an idealist hoping to explore a perfect world, and also want to become an original novel author online to increase income, you can join our family to read or create various types of books, such as romance novel, epic reading, werewolf novel, fantasy novel, history novel and so on. If you are a reader, high quality novels can be selected here. If you are an author, you can obtain more inspiration from others to create more brilliant works, what's more, your works on our platform will catch more attention and win more admiration from readers.