Masuk- Confie em mim - disse ela, a voz agora um sussurro íntimo, quase carinhoso, mas com um fio de autoridade que não permitia dúvida. - Ou melhor: aprenda a não ter escolha.Lucas engoliu seco, a boca subitamente seca. Sentiu as mãos dela deslizarem por seu peito, as unhas traçando linhas lentas e deliberadas, como se estivesse desenhando um mapa de posse. Cada toque era uma ordem silenciosa, uma reivindicação. Ele queria tocá-la, puxá-la contra si, mas a seda em seus pulsos e a venda em seus olhos o mantinham preso, submisso.Helena guiou-o até a cama, empurrando-o suavemente para que se sentasse. O colchão cedeu sob seu peso, e o som do tecido do vestido dela caindo no chão o fez prender a respiração. Ele imaginou as curvas que já conhecia, agora livres, expostas, mas intocáveis. A ideia o torturava tanto quanto o excitava.- Você é jovem, Lucas - disse ela, a voz carregada de um tom que misturava provocação e experiência. - Acha que pode acompanhar uma mulher como eu? Acha que sabe o
Ele obedeceu. O clique da fechadura soou como a assinatura de um contrato invisível.Helena estendeu a mão lentamente, os dedos alongados e delicados apontando para o chão com uma autoridade silenciosa. Não precisou pronunciar uma única palavra; o comando estava na postura, no olhar, no ar carregado de tensão ao redor. Lucas a compreendeu imediatamente, como se um fio invisível o conectasse à sua vontade. Um sorriso de satisfação iluminou o rosto de Helena, satisfeito, quase divertido, como quem observa um animal adestrado reconhecer sua mestre com devoção.Lucas sentiu o corpo reagir antes mesmo da mente. Suas pernas cederam, os joelhos tocando o piso frio, e o coração martelava tão forte que parecia querer escapar do peito. Cada fibra de seu corpo se rendia à presença dela, enquanto a mente tentava, inutilmente, impor alguma resistência.- Bom menino... - a voz de Helena deslizou pelo ambiente, suave e perigosa, carregada de uma sensualidade natural que fazia cada sílaba vibrar dent
O celular vibrou na mesa de cabeceira com um som seco, quase agressivo, rasgando o silêncio pesado do apartamento. Lucas, ainda meio perdido entre sonho e realidade, abriu os olhos devagar. O corpo doía, mas não era apenas pelo treino do dia anterior. Era pela noite. Pela lembrança da pele de Helena queimando contra a sua, pelas marcas das unhas ainda gravadas como cicatrizes recentes.Estendeu a mão e pegou o aparelho. Na tela, apenas um nome: "Sra. Helena".Nenhum emoji, nenhum apelido íntimo, nenhuma suavidade. Só aquilo: título e nome. Uma marca de posse.O coração disparou antes mesmo de abrir a mensagem."Verifique sua conta."Curto. Preciso. Um comando.Engolindo seco, deslizou até o aplicativo do banco. Digitou a senha. E então, quando os números apareceram na tela, ele se sentou de supetão, como se só acreditasse em pé. Dez mil reais.As mãos tremeram. Dez mil. Por uma única noite.Outro som vibrante. Outra mensagem."Considere isso um adiantamento. Você é meu agora."Lucas r
O calor e a pressão a cada movimento a faziam olhar para cima, estudando cada reação dele. Lucas mordeu o lábio para conter um gemido, mas Helena parecia querer justamente quebrar essa resistência.Quando percebeu que ele estava no limite, parou de repente. Levantou-se e, com um sorriso quase imperceptível, o empurrou até o tapete no centro da sala.- Deite-se.Ele obedeceu. Helena retirou lentamente o top, revelando um sutiã de renda preta que contrastava com a pele clara. Tirou também a legging, revelando a calcinha combinando. Não havia pressa; cada movimento era calculado para que ele não conseguisse desviar o olhar.Montando sobre ele, guiou a si mesma, controlando o ritmo. As mãos dele tentaram segurar sua cintura, mas ela afastou.- Eu disse... sem tocar.O ritmo começou lento, quase torturante, até que ela começou a acelerar, alternando velocidade e profundidade, explorando a reação dele como quem lê um livro. Cada suspiro, cada gemido, parecia alimentar o controle que ela exe
Lucas se entregou ao comando, sentindo o frio do chão contrastar com o fogo que crescia dentro dele. Os olhos dela exploraram cada centímetro do seu corpo, parando naquele volume que já começava a denunciar sua excitação.- Está excitado? - perguntou, a voz um convite e uma provocação ao mesmo tempo.Ele hesitou, e então a voz saiu rouca:- Sim...Ela subiu com delicadeza, posicionando-se com uma perna de cada lado da cintura dele, mas sem tocá-lo completamente ainda. Era uma predadora que avaliava a presa, decidindo onde e como atacar.- Sabia que escolhi você entre trinta candidatos? - murmurou, olhando nos olhos dele com um brilho de desafio.Lucas a encarou, surpreso e fascinado.- Os outros eram fortes... mas fracos aqui - disse, tocando suavemente a testa dele. - Você tem a mente que gosto: moldável.Suas mãos delicadas puxaram a barra da camiseta para cima, revelando o abdômen bronzeado e tenso. Deslizou a língua até o osso do quadril e mordeu, levemente, quase brincando, um av
O céu de fim de tarde tingia os vidros da mansão com tons alaranjados profundos, quase líquidos, que escorriam pelas paredes brancas imaculadas como se o próprio luxo respirasse. O portão automático fechou-se atrás de Lucas com um estrondo metálico que ecoou breve, imponente.Ele entrou com passos firmes, embora a ansiedade dançasse sob sua pele, pulsando em gotas discretas de suor na têmpora. A mochila esportiva deslizava confortável pelas costas, quase um peso leve diante do que o esperava. Seu uniforme simples: uma camiseta preta justíssima, delineando o peito musculoso, e uma bermuda que deixava as coxas firmes expostas, parecia menos uma roupa de trabalho e mais uma armadura de sedução disfarçada.Nunca havia pisado em uma casa como aquela, imponente, silenciosa, com ares de templo luxuoso onde o poder era cultuado em cada detalhe. Não havia sido sorte o levar até ali. Nada naquilo era acaso. Seu perfil fora escolhido com precisão quase cirúrgica: jovem, saudável, bonito. E o mai
A respiração de Zoey em um ritmo lento e constante. Seus olhos ainda estavam fechados, conforme Victor havia pedido, mas todos os outros sentidos estavam despertos, intensificados, alertas, vulneráveis.Ela sentia o cheiro do vinho, do couro dos móveis, da cera derretida das velas. E o aroma dele,
Zoey deu o primeiro passo com os pés descalços, sentindo o chão liso, quase morno sob a sola. Era como se o prédio tivesse pele, pulsasse sob ela. Victor havia deixado a taça de vinho sobre uma prateleira embutida e agora caminhava à frente, silencioso, elegante como uma sombra que conhecia cada ce
Ela viu quando ele puxou quase completamente para fora, apenas a cabeça rosada permanecendo dentro, antes de arremessar-se para dentro novamente com um grunhido animal. O impacto fez seu corpo sacudir para frente, os seios pressionando contra o vidro frio.- Senhor... por favor... - ela chorou, não
A chuva batia mais forte agora, cortinas de água escorrendo pelos vidros panorâmicos do escritório, transformando o mundo exterior em um borrão de luzes distantes. O som abafado das gotas contra o vidro criava uma sinfonia privada, isolando-os do resto do prédio.Ricardo não a avisou antes de agir.







