เข้าสู่ระบบO vapor do banho ainda envolvia o corpo de Marina quando ela saiu do box, as gotas escorrendo por sua pele cor de mel. A toalha branca, pequena demais para cobri-la decentemente, mal conseguia envolver seu torso. Ela se secou com movimentos lentos, deliberados, sabendo que o som da água parando certamente chamaria sua atenção.
Com um último olhar no espelho embaçado, Marina deixou a porta do banheiro entreaberta, apenas o suficiente para que, se alguém passasse pelo corredor no momento certo, pudesse ter uma visão privilegiada.
E então ela esperou.
O corredor estava silencioso, apenas o tic-tac do relógio na sala ecoando na casa vazia. Marina começou a se enxugar com cuidado extra, passando a toalha pelos seios com movimentos circulares, alongando o corpo como um gato ao sol. Foi então que ouviu um passo hesitante no corredor, seguido por uma pausa que dizia tudo.
Ricardo estava lá.
Ela podia sentir seu olhar como um toque físico percorrendo suas costas nuas, parando na curva de suas nádegas que a toalha propositalmente não cobria completamente. Marina fingiu não notar, em vez disso girando devagar como se estivesse procurando algo, deixando a toalha escorregar um pouco mais no movimento.
O gemido abafado que veio do corredor foi quase imperceptível, mas para Marina, soou como uma vitória. Ela finalmente olhou para a porta, encontrando os olhos escuros de Ricardo, ardentes de desejo.
Por um momento que pareceu durar uma eternidade, eles ficaram parados - ela, quase nua e desafiadora; ele, preso no limbo entre o dever e a tentação.
Então, com um rosto que demonstrava uma luta interna visível, Ricardo desapareceu no corredor, deixando Marina sozinha com seu sorriso vitorioso e o corpo latejante de excitação.
***
Marina escolheu seu sutiã com cuidado - vermelho, rendado, com um fecho complicado que exigia ajuda. O vestido que vestiu por cima tinha um zíper nas costas que ela deixou propositalmente descer até a metade.
Quando ouviu Ricardo na cozinha, ela apareceu na porta, fingindo dificuldade.
— Ricardo, você pode me ajudar com algo? — Ela virou as costas, revelando o zíper aberto e o fecho do sutiã desprendido. — Não consigo fechar isso.
Ele congelou, a xícara de café parada a meio caminho da boca. Marina viu seu olhar percorrer sua nua exposta, a curva de sua coluna, as alças do sutiã penduradas soltas.
— Eu… — Sua voz saiu rouca, e ele limpou a garganta. — Claro.
Quando seus dedos finalmente tocaram sua pele, Marina sentiu o tremor neles. Ricardo levou três tentativas para conseguir alinhar os ganchos, sua respiração ficando mais pesada a cada falha. Marina arqueou as costas levemente, empurrando os seios para frente, sentindo a ponta de seus dedos acidentalmente - ou não tão acidentalmente - escorregarem por sua pele.
— Pronto, — ele disse finalmente, mas suas mãos não se afastaram imediatamente. Marina podia sentir o calor delas pairando sobre suas costas, como se ele não conseguisse se convencer a perder o contato.
Ela se virou devagar, colocando-se bem dentro de seu espaço pessoal. "Obrigada," murmurou, passando a língua nos lábios.
— Você é tão... prestativo.
Quando se inclinou para pegar sua xícara na mesa, Marina fez questão de que seu decote escancarado ficasse diretamente em seu campo de visão. O copo de Ricardo caiu no chão com um estrondo, espalhando café por todos os lados.
— Desculpe, — ele disse, mas Marina notou que ele não estava olhando para a bagunça - seus olhos estavam fixos em seus seios, agora ainda mais visíveis com sua respiração acelerada.
Ela se ajoelhou ao lado dele para ajudar a limpar, os joelhos afundando lentamente no tapete espesso do escritório. O vestido de seda vinho subiu poucos centímetros, revelando mais das coxas que ela sabia serem a fraqueza dele. Fingindo concentração, ela esfregava o pano sobre o vinho derramado, mas sua atenção estava em Ricardo, no modo como ele evitava olhá-la, como se manter os olhos nela fosse perigoso demais.
Quando seus dedos se encontraram por acaso sobre o tecido úmido, Marina não recuou. Pelo contrário, fechou os dedos sobre os dele, apertando com suavidade, como quem segura uma promessa.
Ricardo congelou. O silêncio entre eles era espesso como o ar abafado da sala, e a tensão parecia um fio esticado até o limite. Ele virou o rosto devagar, os olhos encontrando os dela.
— Marina… — ele disse, a voz rouca. Soava como uma advertência, mas não havia firmeza real, apenas desejo mal disfarçado.
— Sim? — ela respondeu, os olhos grandes, inocentes, mas a boca ligeiramente curvada num sorriso quase imperceptível. E então, como quem apenas mudava de posição, ela esticou a perna e deslizou o pé suavemente pela canela dele, subindo até o joelho.
Foi o suficiente.
Ele se levantou tão abruptamente que quase virou a mesa. O copo vazio balançou no tampo de madeira, como se também tivesse sido afetado pela tensão no ar.
— Eu... tenho trabalho — disse ele, sem conseguir manter os olhos nela por mais de um segundo. O rubor subia do pescoço até as orelhas. Seu corpo falava mais alto que qualquer desculpa — o volume óbvio nas calças, a forma apressada como tentou se ajustar ao virar-se para sair.
Marina permaneceu ajoelhada, os cabelos caídos sobre um dos ombros, os lábios entreabertos num sorriso vitorioso. Observou cada passo dele como uma caçadora estuda sua presa já marcada.
Quando ele saiu, ela ainda ficou ali por um instante, os dedos brincando distraidamente com o pano esquecido. O cheiro do vinho misturava-se ao perfume amadeirado dele que ainda pairava no ar.
Ela mordeu o lábio inferior, os olhos brilhando.
Ele estava perto do limite. Ela podia ver.
Podia sentir.
E se ele achava que fugir bastava, estava prestes a descobrir que algumas vontades não podem ser trancadas atrás de portas fechadas — especialmente quando quem as provoca sabe exatamente como e quando tocá-las de novo.
E Marina sabia.
Sabia o quanto ele tremia por dentro. Sabia onde cutucar, onde demorar o olhar, onde parar a respiração.
E, sobretudo... sabia que ele não resistiria por muito mais tempo.
Não se ela tivesse algo a dizer sobre isso.
O vapor já começava a embaçar os espelhos quando Marina ajustou a temperatura da água. O jantar tinha acabado há menos de vinte minutos, um jantar onde seus pés descalços haviam percorrido a canela de Ricardo sob a mesa, onde cada garfada parecia carregada de promessas não ditas. Agora, com a casa silenciosa e a mãe dela visitando uma tia em outra cidade, Marina planejava seu próximo movimento.Deixou a porta do banheiro entreaberta, o suficiente para que o som da água pudesse ser ouvido no corredor. Tirou a roupa com movimentos deliberadamente lentos, imaginando que talvez ele estivesse do outro lado, escutando, imaginando. O espelho embaçado refletia seu corpo em fragmentos, a curva de um quadril, o arco de um seio, antes que o vapor apagasse completamente sua imagem.Entrou no boxe e deixou a água correr por seu corpo, sabendo que o vidro fosco transformaria sua silhueta em uma sombra tentadora para quem passasse. Lavou os cabelos com movimentos exagerados, arqueando as costas para
A chuva batia contra as janelas da sala como tambores anunciando o que estava por vir. Marina se aconchegou no sofá, seus pés descalços encolhidos sob o shorts de seda que subia a cada movimento. O filme na TV era apenas ruído de fundo — ela escolhera aquela comédia romântica clichê de propósito, sabendo que Ricardo jamais assistiria sozinho.— Passa o controle — ele pediu, estendendo a mão sem tirar os olhos da tela.Marina se esticou exageradamente, deixando o shorts subir mais um pouco. — Não alcanço.Ricardo suspirou e se inclinou, seu braço roçando em suas pernas. Quando seus dedos se encontraram no controle, Marina não soltou.— Marina... — sua voz soou como um aviso.— O quê? — ela puxou o controle, trazendo-o junto. Seus rostos ficaram a um palmo de distância.Ele recuou como se tivesse levado um choque.Meia hora depois, Marina deu o golpe final. Bocejou teatralmente e deixou a cabeça cair no ombro dele.— Cansada? — Ricardo perguntou, rígido como uma tábua.— Muito — ela mur
O vapor do banho ainda envolvia o corpo de Marina quando ela saiu do box, as gotas escorrendo por sua pele cor de mel. A toalha branca, pequena demais para cobri-la decentemente, mal conseguia envolver seu torso. Ela se secou com movimentos lentos, deliberados, sabendo que o som da água parando certamente chamaria sua atenção.Com um último olhar no espelho embaçado, Marina deixou a porta do banheiro entreaberta, apenas o suficiente para que, se alguém passasse pelo corredor no momento certo, pudesse ter uma visão privilegiada.E então ela esperou.O corredor estava silencioso, apenas o tic-tac do relógio na sala ecoando na casa vazia. Marina começou a se enxugar com cuidado extra, passando a toalha pelos seios com movimentos circulares, alongando o corpo como um gato ao sol. Foi então que ouviu um passo hesitante no corredor, seguido por uma pausa que dizia tudo.Ricardo estava lá.Ela podia sentir seu olhar como um toque físico percorrendo suas costas nuas, parando na curva de suas
O táxi da mãe de Marina mal havia desaparecido no fim da rua quando um novo tipo de eletricidade tomou conta da casa. Marina permaneceu na varanda, os dedos enroscados na grade ainda quente do sol da tarde, observando até o último instante em que o carro dobrou a esquina. Três dias. Setenta e duas horas de liberdade perigosa.Dentro de casa, Ricardo já havia se trancado no escritório - seu refúgio desde aquela noite no sofá. Marina sorriu ao ouvir a porta se fechar com um clique mais alto que o necessário. Ele estava se protegendo. Mas ela não pretendia deixá-lo escapar tão fácil.O vestido deslizou por seu corpo como um segundo pele quando ela se trocou no quarto. Vermelho. Justo. O tecido tão fino que quase transparente sob a luz certa. Marina se observou no espelho, ajustando as alças para deixar os ombros completamente à mostra, puxando o decote um pouco mais para baixo. Satisfeita, deslizou os dedos entre as pernas por um instante, imaginando as mãos dele no lugar dos seus. Já es
O calor do verão parecia ter se instalado para sempre naquela casa. O ar-condicionado quebrado há semanas transformava os cômodos em estufas úmidas, e Marina, de 22 anos, já não sabia mais como se refrescar. Vestindo apenas um shorts curto e um top de alcinha que deixava seus ombros dourados pelo sol à mostra, ela se esticou no sofá da sala, tentando captar algum vento da janela aberta.Era sua segunda semana de volta à casa da mãe após o término com Lucas. Dois anos de relacionamento tinham ido por água abaixo quando ele confessou que a traía com uma colega de trabalho. Marina jurou que nunca mais confiaria em homem algum—mas, nos últimos dias, havia um olhar que a fazia questionar essa decisão.Ricardo, seu padrastro, estava sentado na poltrona ao lado, fingindo ler um livro. Ele tinha 45 anos, o corpo ainda firme de quem nunca abandonara o hábito de levantar pesos na garagem, e um jeito calmo que sempre a tranquilizara. Nos cinco anos desde que ele se casara com sua mãe, Marina nun
A espera tinha sido um suplício calculado. Três dias. Setenta e duas horas de abstinência programada. Quatro mil trezentos e vinte minutos de tortura deliberada. Ela contara cada um.Seu apartamento parecia ter se transformado numa cela de prisão, cada objeto banal - a escova de cabelo sobre a pia, a xícara de café pela manhã, a cama desfeita - lembrando-a de sua ausência. Até seus sonhos tinham se tornado cúmplices, trazendo visões úmidas que a faziam acordar com os lençóis entre as pernas e seu nome nos lábios.Quando o celular finalmente vibrou na mesa de cabeceira às 2h47, ela já estava acordada. O coração disparou antes mesmo de ler a mensagem. Seus dedos tremiam ao desbloquear a tela."Escritório. Agora."Nada mais. Nunca mais. Ele nunca desperdiçava palavras quando ações falariam mais alto.O prédio da faculdade estava deserto àquela hora, os corredores iluminados apenas pelas luzes de emergência que lançavam sombras alongadas sobre as paredes. Seus passos ecoavam no silêncio,







