LOGINIn the neon-soaked heart of Las Vegas, two worlds are destined to collide: one built on absolute power, and the other on desperate survival. Lucien Thorne is a 1.8-meter-tall predator who owns the very air of the Strip, ruling a global empire from the shadowed VIP lounge of his premier club with a heart of stone and a mind for cold calculation. He is the devil who never negotiates and never forgets. Stepping into his line of sight is Aurelia Van Guard, a woman who should have been a college graduate but is instead a daughter drowning in her father’s gambling debts and her mother’s terminal illness. Forced to take her mother’s place on the stage of the city’s most elite club, Aurelia is a girl with everything to lose, hiding her double life behind a veil of glamour. She is a survivor looking for a way out; he is a hunter who never lets go. When the "Devil" turns his eyes toward the new girl in the spotlight, the game changes. In a city where everything has a price, Aurelia is about to find out if she can escape the grasp of a man who feels no remorse, or if she will become the one thing the devil finally refuses to let go.
View MoreApolo Beaumont
Como tudo o que a gente tenta evitar acontece, preciso ir até a casa dos meus pais para ajudar a instalar um ar condicionado em um dos quartos. Meu pai, sempre fez as vontades da minha mãe, e em vez de contratar alguém para fazer o serviço, ele fazia tudo por conta própria. E eu, um CEO bem ocupado tenho que fazer papel de eletricista.
É o cúmulo do absurdo!
Passo em casa depois de sair da empresa, troco de roupa e vou em direção a casa dos meus pais, mentalizo que minha mãe não toque no assunto casamento. Pois, ela acredita que está ficando velha e precisa de netos urgente, exige que eu arrume logo uma esposa, só que ela não entende que meu coração está fechado para o amor.
Por mais que eu ache esse sentimento bonito e admire muito o amor dos meus pais, eu não acredito que serei capaz de viver algo dessa magnitude um dia.
Na última reunião de família, minha mãe foi tão incisiva com suas cobranças que eu tive um pesadelo a noite. Ela chegou a me acusar de destruir as confraternizações familiares, como se isso fosse possível e que vai morrer sem ter um neto.
Eu estava tão incomodado e precisava de paz para esquecer esse assunto de vez, para isso, evitar a minha mãe seria bastante necessário.
Porém, isso não seria possível essa semana.
Entro na casa dos meus pais e logo vejo meu pai na sala montando as partes do ar condicionado em cima da mesinha de centro.
— Oi, meu filho, venha aqui, dê uma ajudinha a seu velho pai.
— Estou aqui para isso pai, tudo bem? — seguro o fio que ele me estende, então ele aproveita para mexer em um parafuso.
— Tudo bem, só sua mãe que parece atacada essa semana — ele sorri baixinho, quem o escutasse não entenderia que o ataque da minha mãe não tem graça alguma.
— Só espero que não sobre para mim — suspiro — O senhor não pediu para eu vim aqui para ser massacrado, certo?
— Ela é sua mãe Apolo, tem que aceitar, seja no amor ou seja até na dor.
— Pai, ela não entende que não quero ninguém, não quero amar ninguém, o amor dói — falo com convicção, depois do fim trágico do meu casamento, a última coisa que eu quero é me casar novamente.
— Meu bebê, nem foi me cumprimentar! — Dona Gabriela aparece na sala e beija a minha bochecha.
— Já fiquei aqui para trabalhar, mãe — aviso — Por que não contratou alguém para colocar esse ar condicionado?
— Porque seu pai sabe fazer e dinheiro não dá em árvore Apolo.
— Minha nossa, vocês são ricos — a lembro — E se não quer mexer na fortuna eu pago se for o caso — falo indignado, meu pai me olha balançando a cabeça em negativo e percebo que falei besteira.
— E desde quando os filhos têm que pagar algo para os pais?
— Tudo bem mãe, deixa para lá — falo cansado.
— E o Filipo, como está? Já arrumou uma boa moça?
— Mãe, já não é o suficiente querer se meter na minha vida? Vai querer se meter na do Filippo também?
— Filho, não sinta ciúmes, eu gosto do Filipo como um filho, mas você sempre será o meu bebe! - ela aperta as minhas bochechas.
— Mae! — reclamo com ela — Deixa o Filipo quieto na dele — peço.
Filipo é o meu melhor amigo, eu e ele nos conhecemos na escola, nos tornamos inseparáveis desde então, crescemos praticamente juntos. Assim como eu, o meu amigo não tem pretensão alguma em casar e ter filhos, porém, meus pais e os dele, odeiam nosso lema de vida e eu não quero que meu amigo seja pressionado pela minha mãe, já basta a mãe dele fazendo isso.
— Vamos por esse ar condicionado ou não? — chuto de leve a canela de meu pai
— Está quase pronto, meu filho. Termine de conversar com a sua mãe, está bem interessante esse assunto — fala com humor e faço uma careta.
— Até seu pai concorda, Apolo! — ela fala exasperada — Você precisa casar de novo meu filho, a cobra da sua ex esposa não é a regra, nem todas serão como ela, cada história é uma história nova e diferente.
— Por que a senhora insiste tanto? — questiono de braços cruzados — Eu já falei que não pretendo casar de novo, não quero amor, quero apenas viver a minha vida sem amarras.
— Estou com um pressentimento de mãe — fala fingindo sabedoria — Você vai ser fisgado pelo amor meu filho, não perca a chance de amar e principalmente ser amado. Você fala sobre viver sem amarras, mas você está preso as amarras que sua mente criou para impedi-lo de amar, está colocando em risco a sua própria felicidade.
— Quem disse que não estou feliz?
— Ninguém é feliz sem amor — meu pai opina.
— Quem disse que eu não tenho amor na minha vida? — questiono — Eu sinto amor por vocês, amo meu trabalho, amo o meu amigo Filipo.
— Ama o Filipo?! — os dois exclamam chocados ao mesmo tempo.
— Sim — respondo naturalmente sem entender todo esse espanto — Não tenho problema em dizer... — paro de falar quando alcanço o pensamento deles — Não! — falo firme — Pelo amor de Deus gente, eu amo como amigo, está bom? — questiono quase ofendido — Somos amigos e nada mais do que isso, eu gosto de mulher e ele também, eu não sei de onde vocês tiram essas conclusões malucas.
— Mas foi você que disse que o ama — meu pai fala rindo.
— Por que ele é o meu melhor amigo e eu não vejo problema em um amor fraternal, não tenho masculinidade frágil.
— Como você não quer casar, ele também não e agora você declarou que o ama eu pensei que talvez tivesse rolando algo — minha mãe fala dando de ombros — Não teria nenhum problema, afinal, vocês poderiam adotar, ter uma barriga de aluguel, minhas chances de ser avó não estaria totalmente perdida.
— Mãe, só não pensa em mim e no Filipo dessa forma — peço.
— Nesse caso, insisto que arrume uma moça direita ou um moço direito não faz diferença, continua sendo nosso filho.
— Mãe — gemo exausto — Eu sou hetero está bom?
— Tudo bem, já entendi. Mas você precisa de um amor carnal meu filho, precisa de uma pessoa do seu lado, casar de novo, dessa vez com a pessoa certa, ter filhos, muitos deles, ser feliz como eu e o seu pai somos, precisa conhecer esse tipo de amor.
— Tem razão — solto sem pensar e ela abre a boca sem dizer nada. Quando eu não queria discutir, só falava o que ela queria escutar.
— Só está dizendo isso para encerrar a discussão — acusa.
— Exatamente — confesso ajudando o meu pai a carregar o aparelho e seguimos em direção aos quartos no segundo andar da casa.
— Reflita sobre isso, meu filho. Por que não tenta se envolver com uma mulher em vez de apenas se divertir? É diferente quando você encontra alguém especial, as pessoas não vieram para o mundo para serem sozinhas.
— Eu sei disso mãe, por isso prefiro envolvimentos rápidos — respondo assim que chegamos no quarto de visita. A escada já está no lugar.
— Como as mulheres se sujeitam a isso?
— Da mesma forma que os homens se sujeitam. Acho que minha geração só quer seguir a vida sem obrigações conjugais.
— Tente pelo mais uma vez, filho. Uma coisa é certa, todas que passaram por você, nenhuma era a sua metade. Quando a mulher certa aparecer na sua vida, não vai existir discurso de envolvimento rápido e desapego. Você nem perceberá como ou quando, só estará comprando presentes e estendendo um tapete de rosas por onde ela passará — sorri como se estivesse prevendo — Além do mais, eu quero netos e seu pai também. Você precisa reagir Apolo!
— O que é isso? Uma profecia? Uma praga? — reclamo erguendo o ar condicionado e vendo o sorriso divertido no rosto do meu pai.
— Conheça uma pessoa diferente, dê uma chance para conhecer sua vida e sua história, antes de ir para a cama com ela. Vamos, filho, por mim!
Não sei se foi o tom ou se finalmente a insistência dela me fez ceder. A questão era que, pedido de mãe, como súplica, era pior que ordem. Aprendi a respeitar meus pais e sim, eles têm o poder sobre mim.
— A senhora venceu, mãe — falo derrotado, meu pai assumiu a tarefa de terminar de instalar o objeto e eu encaro a minha mãe — Vou tentar, satisfeita?
— Evite as feitas pelos cirurgiões plásticos, sei muito bem das siliconadas que andam com você pelas fotos nos sites de fofoca — ela parece radiante, mas está tentando esconder — Vai ter um aniversário de uma amiga minha, vamos comigo para conhecer a filha dela.
— Eu escolho, mãe. Não sou obrigado!
— Encontre uma boa garota, conheça a sua vida, suas expectativas e então, nos apresente. Se não der certo, entrego você e suas aventuras na mão de Deus — ela beija meu rosto e sai do quarto — Estou fazendo a janta, fique para comer — grita de longe.
— Ela consegue tudo o que quer, meu filho. Achei que já tinha aprendido —meu pai fala divertido descendo da escada.
— Como o senhor aguenta mesmo? — pergunto.
— É amor, filho — ele aperta o botão do controle e o ar condicionado liga — Tem momentos que a felicidade do outro é a sua — b**e no meu ombro — Vou tomar um banho para jantarmos juntos.
Quando sentamos na mesa noto o sorriso de minha mãe para meu pai diferente. Um brilho maior e mais intenso, apenas porque meu pai fez algo que ela pediu, parecia um enigma para mim, mas serviu para solidar o que precisava, pelo menos, tentar o que ela pediu.
Que mal faria?
Pelo menos ela vai me deixar em paz com esse assunto, eu não me envolvo sentimentalmente com ninguém, mas vou ficar aberto as possibilidades e ver o que o destino tem preparado para mim.
Espero que não seja um novo casamento!
LucienThe bright, eager energy Luke had carried all morning had completely vanished.My little boy sat between us in the middle row, holding his potted seedling flat against his lap like a fragile shield. The bouncing, endless chatter that had filled the cabin on our way to Oakridge Academy was gone, replaced by a heavy, unnatural quiet.Over the next three hours, we toured three more elite institutions across Vegas. Each headmaster paraded us through their school’s prized facilities— from sprawling athletic complexes, to robotics labs, and equestrian centers. But Luke refused to engage. Even as Aurelia tried her best to cheer him up—pointing out colorful murals, asking him soft questions, and trying to draw out his curious smile—he simply pouted, his small shoulders drawn tight, giving polite, one-word answers before lapsing back into silence.Instead of looking at the lavish facilities, his dark eyes kept drifting back to us. He watched every step we took, measuring the distan
LucienFrom the side of my eye, I caught the subtle shift in Aurelia’s posture. She sat unnaturally still, her hands pressed tightly in her lap as her gaze lingered on Luke's hand resting in mine. There was a raw, heavy sadness in her eyes—a quiet sorrow she was clearly trying to fight back. But the second she caught me watching the cracks in her composure, her vulnerability instantly turned to stone, and her defenses snapped right back into place."What?" she snapped softly, her voice laced with sharp suspicion.Without waiting for an answer, she turned her head back toward the car window, staring fixedly at the passing desert palms. She didn't realize that I wasn't the only one taking note of her guard. Sensing the sudden change in his mother's mood, little Luke instinctively shrank back against the leather seat, his tiny shoulders curving inward as he registered his mother’s sharp reaction.A quiet pang tightened in my chest. I reached over, letting my palm rest gently atop my
Aurelia"Mommy!"Luke stretched his arms out wide, eager to jump to me. A genuine, effortless smile broke across my face as I leaned down and lifted him into my arms, inhaling the familiar, sweet scent of my little boy."Mommy, did you sleep well?" Luke asked, wrapping his tiny arms around my neck. "Father said you were tired last night, so I didn't bother you!""Mommy slept very well, honey," I murmured, kissing his cheek. "How about you?""I slept with Father! On top of a big, giant bed, Mommy!" Luke stretched his hands wide to emphasize the size, his eyes sparkling with an awe and excitement that sent bittersweet ache straight through my heart."I'm glad you settled in so well, sweetheart," I said softly, setting him back down in the chair beside mine.Seeing him so bright-eyed made my throat tight. Even when Luke was smaller, he had always searched for a father figure. He had learned about fathers from the storybooks I read to him, but whenever he asked me about his own, I coul
AureliaA sharp beam of golden sunlight pierced through the darkness, forcing my eyelids to flutter open.I blinked against the sudden glare of sunlight as Ms. Gable stepped back from the wide floor-to-ceiling windows, pulling the sweeping sheer drapes wide open.The morning light flooded the vast bedroom, illuminating the high, clean lines of the ceiling and the soft natural stone walls I had barely noticed in the dark hours of the night."Good morning, Miss Aurelia," Ms. Gable said softly, her posture poised yet welcoming as she walked over to the side of the bed. "I hope you rested well. Master Thorne is waiting for you at the breakfast table."I sat up slowly, still feeling disoriented from the deep, heavy sleep that had overtaken me after my late-night wanderings. My voice was rough as I asked, "Where is my son?""The Young Master is already with his father, Miss Aurelia," she replied with a gentle, reassuring smile. "He woke up early and has been with Master Lucien since."She g
Aurelia’s POVI stood paralyzed in front of the full-length mirror in the dressing room, scanning my appearance from head to toe. The white lace outfit Mama V had provided for tonight felt like a beautiful trap. The garment was a structural contradiction of purity and absolute vulnerability—a halt
Lucien’s POVThe air in the boardroom was thick with the smell of cold sweat and fear. I didn’t look up from the ledger in front of me as my head of logistics stammered through an excuse."The port authority is asking for a twenty-percent increase on the quiet-fee, Mr. Thorne. They say the risk
Aurelia's POVThe drive home to our small apartment was a blur of neon lights, but for the first time, they didn't feel like a warning. They felt like a celebration. By the time I walked through the door, the sun was threatening to peek over the desert horizon."Is that you, Rey?" my mother’s voice
Lucien's POV The view from the penthouse of the Thorne Tower was supposed to be the ultimate prize, but tonight, the sprawling lights of the Las Vegas Strip just looked like a circuit board I’d already mastered.I leaned back in my leather chair, the amber liquid in my glass catching the glow of t






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