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4.2

last update publish date: 2026-10-15 17:34:53

Todas se viraram quando Aurora entrou.

Eram belas de uma forma que parecia exigir esforço — cabelos perfeitamente penteados, maquiagens impecáveis, joias discretas mas caras, vestidos que provavelmente custavam mais do que o salário anual de um professor. Cada uma delas segurava uma xícara de café com uma elegância ensaiada, e cada uma delas examinou Aurora com olhos que não sorriam.

— Aurora! — Uma mulher loira de meia-idade, com olhos azuis gelados e um colar de pérolas que parecia pesado dem
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  • Traída no altar: Reivindicada pelo cunhado mafioso    4.2

    Todas se viraram quando Aurora entrou.Eram belas de uma forma que parecia exigir esforço — cabelos perfeitamente penteados, maquiagens impecáveis, joias discretas mas caras, vestidos que provavelmente custavam mais do que o salário anual de um professor. Cada uma delas segurava uma xícara de café com uma elegância ensaiada, e cada uma delas examinou Aurora com olhos que não sorriam.— Aurora! — Uma mulher loira de meia-idade, com olhos azuis gelados e um colar de pérolas que parecia pesado demais para seu pescoço, levantou-se primeiro. — Que prazer finalmente conhecê-la. Sou Bianca Moretti. Meu marido é o braço direito de Dante.— Prazer — respondeu Aurora, e sua voz saiu firme.— Esta é Sofia Ricci. — Bianca indicou uma mulher morena de cabelos curtos e olhos escuros. — E Elena De Luca. E Francesca Greco. E Isabella Romano.Cada mulher assentiu brevemente quando seu nome foi mencionado, mas nenhuma delas sorriu. Era como ser apresentada a um tribunal.— Sente-se, querida — disse Bia

  • Traída no altar: Reivindicada pelo cunhado mafioso    4.1

    Aurora sentiu o sangue fugir de seu rosto.— Você está me jogando aos lobos.— Estou te apresentando à família. — Ele deixou a calça cair no chão, ficando apenas com uma cueca boxer preta que não deixava muita coisa à imaginação. — Elas são... exigentes. Mas você vai se sair bem.Ele se virou e caminhou até um armário embutido na parede oposta, abrindo-o para revelar uma fileira de camisas impecavelmente passadas. Aurora ficou paralisada, os olhos presos nas costas dele — nos músculos que se moviam sob a pele, nas cicatrizes que cruzavam suas costas como um mapa de violência, na forma como a cueca moldava seu corpo sem qualquer pudor.Dante pegou uma camisa branca e a vestiu lentamente, os botões fechando um por um com dedos precisos. Depois, virou-se para ela.— Você está apaixonada por mim?A pergunta foi tão abrupta que Aurora piscou, confusa.— O quê?— Você me ouviu. Está apaixonada?— Não. — A resposta saiu rápida, quase automática. — Claro que não.— Bom. — Dante ajustou o cola

  • Traída no altar: Reivindicada pelo cunhado mafioso    4

    A luz da manhã entrou pelas cortinas pesadas como uma lâmina dourada, cortando o quarto em duas metades — uma de penumbra e outra de claridade ofuscante. Aurora piscou, desorientada por um instante, antes que a memória da noite anterior caísse sobre ela como um bloco de concreto. O casamento. Enzo. Valentina. Dante. A banheira. A pomada. A cama compartilhada.Ela se virou bruscamente, os lençóis emaranhados ao redor de suas pernas, e encontrou o outro lado da cama vazio.As cobertas estavam dobradas com precisão militar, os travesseiros empilhados contra a cabeceira, e não havia nenhum sinal de que Dante tivesse dormido ali — exceto pelo leve afundamento no colchão ao lado dela e pelo calor residual que ainda emanava do lençol. Aurora tocou o tecido com os dedos, sentindo o calor que ele deixara para trás, e uma sensação estranha se instalou em seu peito. Alívio, talvez. Ou desapontamento. Ela não queria examinar aquilo com muita profundidade.Sentou-se na cama, esfregando os olhos co

  • Traída no altar: Reivindicada pelo cunhado mafioso    3.2

    Aurora abriu a boca para responder, mas as palavras morreram em sua garganta. Havia algo na forma como ele disse aquilo — uma certeza tão absoluta, tão inabalável, que ela não conseguiu encontrar argumento. Dante não estava blefando. Ele acreditava no que dizia com a mesma convicção com que respirava.— Agora — disse ele, mudando de tom abruptamente, como se a conversa tivesse sido encerrada —, vire-se. De costas para mim.— Por quê?— Porque você tem cicatrizes nas costas. Eu vi quando tirei seu vestido. E vou cuidar delas.Aurora o encarou, incrédula.— Você vai cuidar das minhas cicatrizes?— Sim. Vire-se.Ela hesitou, mas havia algo na voz dele que não admitia recusa. Lentamente, virou-se na água, de costas para Dante, os braços cruzados sobre o peito. Através do vapor, ela podia ver o reflexo de ambos no mármore polido do chão — duas figuras borradas, unidas pela água fumegante.Ouviu o som de Dante se movendo atrás dela. Depois, o barulho de um frasco sendo aberto, e o cheiro de

  • Traída no altar: Reivindicada pelo cunhado mafioso    3.1

    Foi uma risada curta, baixa, quase um latido, mas era genuína — e o som dela fez algo estranho no peito de Aurora, algo que ela recusou-se a nomear.— Então continue avaliando — disse ele, desabotoando o cinto. — Mas faça isso de dentro da banheira. A água vai esfriar.Aurora hesitou por apenas um segundo antes de alcançar as costas e desabotoar o sutiã. Ela o deixou cair no chão ao lado do vestido e, sem olhar para Dante, deslizou a calcinha pelas pernas e pisou fora dela. As meias ela deixou — não conseguia se forçar a tirá-las com ele olhando, e de alguma forma aquela pequena barreira de seda a fazia sentir-se menos exposta.Ela entrou na banheira.A água estava quente, quase escaldante, e o choque térmico contra sua pele fria arrancou-lhe um suspiro involuntário. O vapor subiu ao seu redor, envolvendo-a como um abraço, e por um instante Aurora fechou os olhos e permitiu-se relaxar. O cheiro de lavanda encheu seus pulmões, e ela sentiu os músculos das costas — tensos desde a manhã,

  • Traída no altar: Reivindicada pelo cunhado mafioso    3

    O quarto mergulhou num silêncio denso, apenas cortado pelo som distante do vento que uivava do lado de fora, batendo contra as janelas altas como se quisesse entrar. Aurora permaneceu imóvel, os dedos ainda pairando sobre o zíper do vestido, o coração martelando contra as costelas com uma força que ela temia ser audível. Dante não se moveu. Não desviou os olhos. Apenas ficou ali, parado a três passos de distância, as mãos relaxadas ao longo do corpo, a postura de quem observa uma presa encurralada saboreando cada segundo antes do bote.— Você vai ficar aí me encarando a noite inteira? — perguntou Aurora, e sua voz saiu mais firme do que esperava, embora o tremor em seus dedos a traísse.Dante inclinou a cabeça levemente, e a luz âmbar das velas que decoravam o quarto dançou sobre a cicatriz fina em sua sobrancelha esquerda, aquela marca pálida que cortava o arco do olho como uma lembrança de violência antiga. Ele não sorriu. Mas algo nos cantos de sua boca se moveu, um quase-sorriso q

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