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CAPÍTULO 21

last update Data de publicação: 2021-09-07 22:42:11

      O tempo foi passando e… nada.

      Os investigadores não avançaram, por mais que se esforçassem. O caso tornou-se um decrépito e infeliz beco sem saída.

      A frustração deles foi total!

      Um ano depois, o caso foi, enfim, parcialmente arquivado. Os policiais acharam que se tratou de assassinato seguido de suicídio e que o carro de Macto estaria em alguma ribanceira da região.

      Mas continuariam procurando, embora com menor intensidade.

      Ufa!...

      Na verdade, o Uno de Macto jamais foi encontrado, assim como os corpos dos dois. Kleber sorriu, satisfeito. Chegou a acreditar que os cadáveres seriam encontrados, mas acabou dando uma tremenda sorte. Mais uma.

      Estava tão feliz que foi até a casa do pastor Júlio, beber vinho e comemorar.

      A única pessoa que poderia incriminá-lo seria sua estimada esposa, caso desconfiasse de que não houvera nenhuma reunião, naquela noite. No entanto, ela sequer foi ouvida pelos tiras. Falha deles, sorte sua.

      E ela o amava demais para achar que ele estaria envolvido com algum tipo de crime.

      "Que lindo! Graças a Deus por isso", refletiu, plenamente satisfeito.

      Na igreja, numa tarde de sábado, após o culto, Kleber acercou-se do pastor Luís, de 25 anos, loiro, alto e magro, recém-chegado à cidade. Era pastor há apenas seis meses.

      → Tenho uma missão para você.

      → Sim, pastor? → Luís parecia ansioso, querendo mostrar serviço.

      → Está vendo o rapaz dessa foto? A filha dele está doente. Muito doente, coitada. Está internada no hospital Central. Sua missão é simples: você fará uma visita a ele, no hospital, fingindo-se de médico.

      → Nossa! Como assim?

      → Olhe para a foto. Olhe bem. Quer ajudar esse rapaz ou não?

      O pastor Luís baixou os olhos e os fixou na foto de Patrick. Não sabia ainda que Patrick era advogado e colega do pastor Kleber. Talvez nunca soubesse. Patrick parecia um sujeito legal. Devia estar sofrendo pela filha.

      "Coitado!", o pastor Luís pensou, o coração cheio de piedade: "Tenho que salvar essa alma."

      Suspirou e preparou-se para ouvir.

                                                                   FIM

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  • UM ESTRANHO DIÁLOGO   CAPÍTULO 21

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    Naquela noite, jantou bife com fritas no restaurante “Alvix”, seu preferido — localizado ali perto —, assistiu TV (ou tentou), navegou na internet (colocou os e-mails em dia) e, lá pelas onze horas, deitou-se na sua adorável e aconchegante cama de casal. Antes de desligar o aparelho, realizou uma importante tarefa. Pegou o celular e transferiu as fotos e imagens do pastor Gutemberg para o notebook. Alguns segundos e pronto. Para a pasta escolheu o título “Igreja Geral da Ressurreição”. Um título conveniente e objetivo. Deveria enviar as fotos e imagens para alguém? Por enquanto não. Acreditou que, no momento, não seria necessário. Desl

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