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CAPÍTULO 38

作者: Aldinha B.
last update 公開日: 2026-10-20 07:33:36

Valentina Monteiro

"Depois de tudo…

de todas as dores, brigas, gritos e lágrimas…

eu acordei com cheiro de pão quente, chá e cuidado.

E entendi:

às vezes, o amor começa num gesto simples.

Num café.

Num olhar."

Abri os olhos devagar, ainda meio perdida na transição entre o sonho e a realidade. O lençol bagunçado cobria o meu corpo só até a cintura, e a minha pele… a minha pele ainda guardava a memória viva e quente de cada toque da noite anterior.

Mas o que me acordou não foi a luz forte do sol
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    Valentina Monteiro"Depois de tudo…de todas as dores, brigas, gritos e lágrimas…eu acordei com cheiro de pão quente, chá e cuidado.E entendi:às vezes, o amor começa num gesto simples.Num café.Num olhar."Abri os olhos devagar, ainda meio perdida na transição entre o sonho e a realidade. O lençol bagunçado cobria o meu corpo só até a cintura, e a minha pele… a minha pele ainda guardava a memória viva e quente de cada toque da noite anterior.Mas o que me acordou não foi a luz forte do sol que entrava pelas cortinas. Nem o calor da manhã. Foi o cheiro.Um aroma gostoso de chá de maçã com canela. O cheiro irresistível de pão fresco assado. E, principalmente… a intenção pura e preciosa por trás daquela surpresa.Quando olhei para o lado, ele estava ali. Enrico.Ele estava de pé ao lado da cama, segurando uma grande bandeja de prata com extremo cuidado. Havia copo de suco de laranja natural, frutas cortadas, pães, geléia e o chá fumegante. E no rosto dele… um sorriso contido, quase

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    Enrico Novaz"Eu a parti de um jeito que não sei se tem conserto algum dia.E agora…Ela me partiu de volta de uma maneira que nunca imaginei ser possível.Com o silêncio mais doloroso que já ouvi em toda a minha vida."Eu simplesmente não consegui terminar.Depois de ver a mancha viva no lençol e entender com um choque aterrador o que eu tinha acabado de fazer, saí de dentro dela e me afastei tomado por um pavor sufocante. Recuei sem olhar para trás, ajuntei minhas roupas do chão com as mãos trêmulas e voltei para o meu quarto.Entrei completamente desnorteado, com um nó tão apertado no peito que mal conseguia puxar o ar para os pulmões. Entrei no banheiro, liguei o chuveiro no modo mais quente e deixei a água escaldante cair sobre mim, tentando em vão lavar aquela sensação imunda. Mas não saiu. A poeira da culpa continuava impregnada na minha pele.Saí do banho, vesti apenas uma calça de moletom cinza e me deitei na cama. Não dormi. Inferno, o sono nem sequer passou perto de mim.L

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