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Capítulo 69

Autor: Kester
last update Data de publicação: 2026-10-09 02:46:15

Kelly já estava internada no hospital havia cinco dias. Os ferimentos em seu corpo começavam a cicatrizar, mas sua memória ainda não havia retornado completamente. Sempre que perguntavam sobre o que havia acontecido antes de ela desmaiar, a menina permanecia em silêncio, olhando para o vazio, como se estivesse procurando os fragmentos de memória que haviam desaparecido de sua mente.

Hoje, finalmente, o médico autorizou Kelly a voltar para casa.

— No entanto, lembrem-se — advertiu o médico, olha
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  • Vamos nos Divorciar, Senhor CEO!   Capítulo 69

    Kelly já estava internada no hospital havia cinco dias. Os ferimentos em seu corpo começavam a cicatrizar, mas sua memória ainda não havia retornado completamente. Sempre que perguntavam sobre o que havia acontecido antes de ela desmaiar, a menina permanecia em silêncio, olhando para o vazio, como se estivesse procurando os fragmentos de memória que haviam desaparecido de sua mente.Hoje, finalmente, o médico autorizou Kelly a voltar para casa.— No entanto, lembrem-se — advertiu o médico, olhando alternadamente para Vicktor e Elisha. — Não exerçam nenhum tipo de pressão sobre ela. Deixem-na tranquila. A memória voltará por si só, mas, se forçada, a situação pode piorar.Vicktor assentiu devagar.— Entendo, doutor.Elisha acariciou suavemente a cabeça de Kelly.— Ouviu, querida? Você pode ir para casa hoje.Um pequeno sorriso surgiu no rosto de Kelly.— Posso ir para a casa da mamãe? — perguntou ela inocentemente.A pergunta fez o peito de Vicktor apertar de imediato. Ele olhou para A

  • Vamos nos Divorciar, Senhor CEO!   Capítulo 68

    Vicktor olhou para o celular sobre a mesa. Desde que Kelly começara a chorar à procura da “mamãe”, o ambiente no quarto não tinha ficado tranquilo nem por um instante. Lucy ainda estava do lado de fora, andando de um lado para o outro com uma expressão irritada, enquanto Kelly continuava chamando por “mamãe” em meio ao choro.Por fim, respirando fundo e com o coração indeciso, Vicktor abriu os contatos e tocou no nome de Elisha.O telefone chamou algumas vezes antes que a voz suave da mulher atendesse.— Vick? O que aconteceu?— Kelly... ela está procurando por você, El. — A voz de Vicktor soou pesada. — Ela não quer comer, não quer falar e até está rejeitando Lucy. Eu não sei o que fazer.Houve um breve silêncio do outro lado da linha quando Amora ouviu o choro da menina. Então, Amora perguntou baixinho:— Vick, por que a Kelly está chorando?— Porque ela está procurando pela mãe — respondeu Vicktor, abatido. — E a mãe a que ela se refere... é a mulher que ficou com ela ontem à noite

  • Vamos nos Divorciar, Senhor CEO!   Capítulo 67

    A enfermeira entrou com passos leves, trazendo uma bandeja com uma refeição saudável para o novo quarto onde Kelly estava sendo tratada. O aroma da sopa quente logo preencheu o ambiente, suave e reconfortante.— Está na hora de comer, querida — disse a enfermeira, colocando a bandeja sobre a pequena mesa.Vicktor imediatamente se levantou e pegou a bandeja. Ele sorriu ternamente para a filha.— Vamos, Kelly. A sopa ainda está quentinha.No entanto, Kelly balançou a cabeça rapidamente, fazendo um pequeno bico manhoso.— Papai... eu quero que a mamãe me dê comida — resmungou baixinho.Suas palavras fizeram o ambiente ficar em silêncio de imediato. Vicktor ficou imóvel e olhou para Elisha, que estava sentada ao lado da cama. Havia um constrangimento difícil de explicar, uma mistura de culpa e confusão.— Kelly, deixe o papai te dar comida, está bem? Enquanto isso, podemos conversar. — Vicktor tentou acalmá-la, mas Kelly apenas o encarou com os olhos marejados.— Não quero! — exclamou Kel

  • Vamos nos Divorciar, Senhor CEO!   Capítulo 66

    O corredor do hospital naquela noite estava extremamente silencioso. O único som que se ouvia era o ruído do sistema de ar-condicionado e os passos de algumas enfermeiras que iam e vinham ao longe, no fim do corredor. Em frente à sala da UTI neonatal, Vicktor estava sentado, com o corpo ligeiramente curvado para a frente, os dedos batendo repetidamente no joelho, sem ritmo algum. Já passava das onze da noite, mas Lucy ainda não havia voltado.Repetidas vezes, o homem tentou ligar para o número da esposa, mas o resultado continuava o mesmo — o telefone estava desligado.— Lucy... onde você foi afinal? — murmurou Vicktor, olhando para o celular em sua mão com os olhos vazios.Antes, o homem havia tentado ligar para a empregada de casa, esperando que Lucy já tivesse voltado para descansar. Mas a resposta que recebeu fez seu peito ficar ainda mais apertado — Lucy não estava em casa. Ninguém sabia para onde aquela mulher havia ido.Na cadeira à sua frente, Amora estava sentada em silêncio,

  • Vamos nos Divorciar, Senhor CEO!   Capítulo 65

    Os olhos de Lucy piscaram com força, como se tivesse acabado de despertar de um pesadelo tão real que ainda parecia estar acontecendo. Sua visão girou por alguns segundos antes de finalmente se concentrar na figura ao lado da cama.— Kelly... — murmurou ela, quase inaudível.Seu corpo se ergueu de repente, a respiração ofegante, e, em um instante, aquele olhar abatido se transformou em um olhar afiado, ardendo de raiva e ódio.— Lucy, você acordou? — a voz suave de Amora tremeu, mas antes que ela pudesse se aproximar, a mão de Lucy avançou rapidamente e agarrou seu pescoço com uma força surpreendente.— Você tem que morrer, Elisha! Você precisa sentir o sofrimento da minha filha! — gritou Lucy, completamente descontrolada, com os olhos selvagens, tomados pelo ódio.Amora tossiu com força, tentando afastar a mão de Lucy, mas então interrompeu a resistência. Vicktor estava parado ao lado da porta, o corpo rígido, observando a cena que o deixava em pânico, mas também hesitante em agir. A

  • Vamos nos Divorciar, Senhor CEO!   Capítulo 64

    Os passos de Lucy iam e voltavam diante da porta firmemente fechada da sala. Seu rosto estava pálido, sua respiração ofegante, e seus dedos se entrelaçavam inquietos. Lá dentro, sua filha estava sendo examinada pelo médico, e o tempo parecia passar devagar demais enquanto ela aguardava por notícias definitivas.Enquanto isso, Vicktor estava sentado em uma cadeira de espera, com o corpo curvado para a frente. As duas mãos estavam apoiadas sobre o abdômen, e seus olhos fitavam o chão, vazios. O único som que se ouvia em meio ao silêncio era o tique-taque do relógio na parede. Do outro lado, Amora permanecia encostada na parede, a cerca de um metro de Vicktor. Seu rosto parecia tranquilo, mas era difícil decifrar seu olhar — entre compaixão e algo muito mais sombrio.Alguns minutos depois, a porta da sala se abriu. Um médico idoso saiu, com uma expressão cansada.Vicktor se levantou imediatamente, assim como Lucy, que correu até ele.— Doutor, como está minha filha? — perguntou Lucy rapi

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