Masuk"Valentina"O silêncio que se instalou no escritório depois que o meu marido resolveu a nossa aposta com um empate técnico que premiou a nós dois era carregado de uma cumplicidade gostosa. Enquanto o Dante comandava o seu império com a seriedade de um homem intocável, eu fazia os últimos ajustes para a inauguração do meu estúdio, mas vez ou outra eu erguia os olhos para admirar o homem que estava preenchendo a minha vida com sentimentos que eu pensei que nunca teria. No fim da tarde, enquanto eu estava de pé junto à mesa retocando o batom, o Dante veio por trás, envolveu a minha cintura com os seus braços fortes e colou o seu corpo no meu, deixando um beijo quente e demorado na curva do meu pescoço que me fez fechar os olhos e sorrir. - Passei o dia ansioso para tirar o seu vestido de novo. - Ele confessou. Eu me virei em seus braços e coloquei as mãos no seu peito. - Eu estou ansiosa para que você faça isso. - Eu respondi e o sorriso dele foi uma doce recompensa. - Não diz isso,
"Valentina"Meu marido andava a passos largos pelo corredor da empresa, me puxando como se algo urgente estivesse esperando por nós na sala dele. Ao passar pela secretária ele deu a ordem para não ser interrompido, com a seriedade de quem está entrando em uma reunião de negócios. Assim que entramos na sala, ele trancou a porta, deu um beijo no meu rosto e se sentou na sua cadeira, como um rei em seu trono. Ele me encarava com um sorrisinho confiante. - Seja uma boa perdedora, Encrenca. - Ele falou com um tom leve e divertido.- Eu não perdi a aposta e não vou tirar a roupa pra você! - Eu declarei e fui para a minha mesa. Ele se levantou e veio em minha direção, me abraçando por trás.- Ah, você perdeu, amor. - Ele sussurrou no meu ouvido. Suas mãos alcançaram a barra do meu vestido e puxando um pouco para cima, as pontas dos seus dedos roçando a minha pele. Eu fechei os olhos, tentando reprimir aquela onda de desejo que ele me causava só com aquela proximidade. Ele tinha poder sobr
"Valentina" A Tatiana e o Murilo se encaravam como se nós não estivéssemos ali. Ela estava sem palavras, com as mãos nos braços do Murilo e a respiração um pouco ofegante. Ele tinha aquele ar confiante de sempre, o sorriso de canto e uma diversão brilhando no olhar. - Eu ia te beijar de qualquer jeito, Morena! E você não pode reclamar, passou a semana me provocando com aquela coisinha bonitinha no umbigo. Nós somos amigos, mas eu não sou de ferro... e você também não. - O Murilo jogou a verdade na cara da Tatiana sem preâmbulos, a colocou de volta sentada na poltrona como se fosse uma boneca de pano e se virou para nós, ainda com aquele sorriso convencido. - Eu beijei a Tatiana! Estava louco para beijá-la e ela me deu a deixa perfeita. Foi bom? Não! Foi ótimo! Definitivamente, essa mulher sabe usar a língua. Mas isto é um assunto meu e dela e vocês dois, curiosos, parem de apostar sobre nós. - O Murilo nos advertiu. Eu o encarei surpresa. Nós queríamos uma confirmação e recebemos
"Valentina"O Dante e eu havíamos combinado de visitar a minha avó no fim do dia para dar a notícia da gravidez a ela. Eu sabia que a minha avó ficaria muito feliz e estava ansiosa para falar com ela, mas eu também estava ansiosa para falar com outra pessoa e por isso nós estávamos parados diante da porta do escritório do Murilo.- Como vamos fazer isso, Encrenca? - O Dante me perguntou baixo. - Como vamos perguntar a eles de quem foi a iniciativa do beijo?- Vamos ser discretos, não queremos constranger ninguém. - Eu propus e ele riu.- E você consegue ser discreta? - Ele me perguntou bem humorado.- Ah, que engraçadinho! - Eu estreitei os olhos para ele, que tentou parar de rir, mas falhou. - Vamos entrar.- Nós não vamos... bater?- O Dante começou a perguntar quando eu coloquei a mão na maçaneta, mas quando ele terminou a pergunta, eu já tinha aberto a porta e dado um passo para dentro. A Tati e o Murilo estavam em silêncio, com os olhos voltados cada um para a sua tela de computa
"Valentina"Eu sorri para o Dante e nem perdi tempo de olhar para a Aurélia. Ainda sorrindo para o meu mauricinho, que tinha aquela mão grande e quente apertando a minha coxa, eu respondi aquela chata. - Escuta aqui, perua, você deveria usar o seu tempo livre, que é bastante, para ajudar o seu filhinho a procurar um emprego, porque, pelo visto, nem isso ele consegue sozinho. Não esquece, hoje é o último dia do prazo que eu dei para ele, se quando eu voltar à noite, ele não estiver trabalhando, vai pra rua! E aprenda de uma vez: você não dita as regras nesta casa, porque ela não é sua. - Eu respondi com autoridade e não precisei me virar para ver, eu sabia exatamente como eles estavam.O Breno engoliu em seco e a Aurélia grunhiu de raiva, espumando de ódio, sabendo que o Dante não estava nem aí para o que ela dizia. A Aurélia e o Breno saíram da sala e o Dante e eu tomamos o café da manhã na mais perfeita paz, nem o primo encostado ousou aparecer. - Pronta para ir? - O Dante pergunto
"Valentina"A manhã de segunda feira tinha um brilho especial para mim. Eu acordei protegida no abraço quente do meu marido, me sentindo especial, mesmo sabendo que o que ele sentia por mim era desejo e tesão, com certeza algum carinho, mas não era amor. Eu sabia que ele não estava apaixonado, embora as suas palavras na noite passada tenham sido tão viscerais e que ele tenha me tocado como se eu fosse algo valioso, eu sabia o que era, não deveria me iludir. Porém, não me iludir com ele me tratando daquele jeito e falando coisas bonitas no meu ouvido enquanto me dava o melhor orgasmo da minha vida, era a coisa mais difícil do mundo.Eu me virei com cuidado para olhar para o rosto dele relaxado, ainda adormecido, parecendo feliz. E antes que meus pensamentos me levassem a terrenos menos agradáveis me lembrando do tempo contra nós por causa do maldito tumor, eu saí da cama com cuidado e fui para o banheiro. Enquanto eu tomava banho e me arrumava, um flashback da noite passada passava c







