Maria ClaraO avião particular do Sheik, um jato Gulfstream G650 luxuosamente decorado, tocou a pista do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro com um rugido surdo, quase inaudível dentro da cabine à prova de som. Pela primeira vez desde aquela noite fatídica, a noite do incêndio que mudou tudo, senti o chão firme e inabalável sob meus pés. Era um contraste bem-vindo à instabilidade dos últimos dias, à vertigem constante de um futuro incerto.Quando a porta da aeronave se abriu e pisei na sala de desembarque VIP, o ar quente e úmido do Brasil me envolveu como um abraço tardio, um sopro familiar que eu não sabia o quanto ansiava. O cheiro de terra molhada e flores tropicais preencheu meus pulmões, trazendo um lampejo de nostalgia agridoce. Minha busca foi imediata, quase instintiva. Procurei por ele, a figura imponente que dominava meus pensamentos e, agora, minha realidade.Ele estava lá, inconfundível, mesmo em meio à multidão vibrante e barulhenta de passageiros que desembarcava.
Last Updated : 2026-09-29 Read more