Naquele instante, o mundo de Carolina perdeu o som e a cor.Ela correu até Henrique quase sem consciência do que fazia e parou ao lado dele, cambaleando, como se o chão girasse sob seus pés. Diante dos seus olhos, só existia o vermelho, intenso, cruel, insuportável, queimando direto no meio do peito. Algo lhe fechou a garganta. Nenhum som saía. O corpo inteiro tremia, formigando de pavor.De repente, as pernas cederam.Ela caiu sentada no chão, sem força nenhuma.As lágrimas embaralharam sua visão. Com a mão trêmula, tocou de leve os dedos de Henrique. Seus lábios se moveram, tentando chamá-lo, mas o nome dele já não saía. Era como se uma mão gigantesca apertasse seu coração até reduzi-lo a pó, numa dor funda demais, que parecia atravessar os ossos.Henrique estava caído no asfalto, coberto de sangue.Parecia sem vida.Sem consciência.Sem reação.Cláudio falava ao telefone. O motorista que o atropelara também.Lívia caiu de joelhos ao lado dele, tremendo dos pés à cabeça, e, com lágri
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