O quarto permanecia mergulhado na escuridão, em um silêncio absoluto.Depois que a pergunta foi feita, o tempo passou... E nenhuma resposta veio.Restava apenas o som suave e ritmado da respiração e dois corações que, na verdade, estavam longe de encontrar paz.De repente, sob o cobertor, Henrique estendeu a mão e encontrou a dela, fria. Seus dedos longos, levemente ásperos, deslizaram pela palma de Carolina antes de se entrelaçarem aos dela, firmes, num aperto que parecia não querer se desfazer.Ele puxou a mão dela até o próprio peito, pressionando-a contra o coração.Mesmo através do tecido fino do pijama, ela sentia claramente o calor do corpo dele, o compasso constante das batidas... E a firmeza daquele toque.— Boa noite, Carol...A voz saiu baixa, rouca, quase um sussurro como se fosse uma despedida suave antes do sono.Algum tempo depois...Carolina virou o rosto devagar. Na escuridão, observou o contorno indistinto do homem ao seu lado.De repente, sentiu o nariz arder.O gest
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