Bia atendeu à ligação do pai.— Papai.— A mamãe quer falar com você.Os olhos da menina se iluminaram na mesma hora.— Tá bom!Henrique entregou o celular a Tatiane.Ela o pegou e levou ao ouvido.— Bia.O nome da filha saiu de seus lábios com uma naturalidade que a surpreendeu, como se aquela forma de chamá-la estivesse gravada em algum lugar muito fundo dentro dela.— Mamãe!Bia se animou ao ouvir sua voz, mas a alegria logo deu lugar a um tom magoado.— Mamãe, faz tanto tempo que você não volta pra casa... Você também não ligou pra Bia. Bia ligou pra você, mas você nem atendeu.Cada palavra atingiu Tatiane bem no ponto mais sensível.Seu peito apertou.— Desculpa, Bia. Fica direitinho em casa, tá?Ela queria explicar, mas nem sabia por onde começar.E, acima de tudo, não queria que a filha descobrisse que, naquele momento, ela não se lembrava de nada.— Bia está se comportando direitinho. Estou esperando a mamãe voltar.O nariz de Tatiane ardeu, e seus olhos ficaram úmidos.— Tá bo
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